domingo, junho 13, 2010

Notícias do fronte

Faz tempo. Claro que faz tempo. Muitas coisas diferentes, muitas lições aprendidas, muitos afetos e desafetos.
Estou com saudades de escrever coisinhas por aqui. Desabafar, xingar, falar de minhas dúvidas, angústias e incertezas, sempre com uma boa dose de ironia de mim mesma, porque é ai que mora a graça.
Bom, fiz uma cirurgia no útero, saí do jornal, comecei a trabalhar para uma candidata a deputada federal, chamada Edna Martins - votem nela para eu chegar em Brasília, comprei um labrador insano, estou namorando e tentando viver com um homem ruivo - os ruivos não são fáceis - comprei uma moto e estou pensando em prestar concursos públicos!
Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, concursos públicos? Eu sempre disse que se começasse a prestar concursos podiam me enterrar!
No último post, eu tinha me perguntado onde teria ido a heroína que existia dentro de mim. Talvez a retomada deste blog dedique-se a esta busca, este reencontro comigo mesma. Um pedacinho de mim, que eu gosto muito, mas que o cotidiano tem feito se perder.
Vamos que vamos, afinal, este final de semana, aprendi uma regra de ouro chamada "Lei dos Dois Pés": se você não está nem contribuindo nem aprendendo, use seus dois pés e vá para outro lugar". Eu sempre me movi, mas há tempos esqueci como faz para colocar uma pisada depois da outra. Quem sabe eu reaprendo?

sexta-feira, novembro 13, 2009

Saudades do meu cantinho

Olha, eu ainda me surpreendo com comentários que recebo sobre o que escrevi neste blog, há muito sem atualização.
Sei lá, acho que foram tempos férteis da minha cabecinha insana, momento de crise faz a gente pensar em muitas coisas e, no meu caso, escrever sobre elas.
Hoje, minha vida está bem desinteressante, eu confesso. Quer dizer, teve coisas bem intensas que aconteceram, mas a emoção delas já se foi.
Estou morando em Araraquara, vim parar aqui, fugindo de uma frustração amorosa.
Trabalho em um jornal diário, convivo com pessoas muito queridas e outras nem tanto. Nada diferente do que qualquer mortal. E quando tenho uma super aventura, ela se resume a fazer um bolo de chocolate que não queime no fundo, nem entorne.
Gente, que medo. Onde foi que eu perdi a heroína que vivia dentro de mim?
Vou tentar recuperá-la e, claro, vou tentar postar de novo por aqui. Impressões sobre o cotidianos que de todo mundo é sempre muito interessante, se a gente fizer um esforço e olhar com atenção.

segunda-feira, setembro 08, 2008

Desencanto


Quando te conheci, juro que não estava esperando nada e de repente, as coisas caminharam rápido demais. Só que, como já havia acontecido uma vez no passado, você não estava sozinho e o passado não se muda, o máximo que podemos fazer com ele é aprender. Eu poderia ter feito diferente, poderia ter optado por não me envolver, mas já não dava mais tempo, então eu resolvi pressionar e você quase partiu, mas neste quase, você me desencantou e foi triste, vazio que já senti antes, vontade de ter aqueles instantes de alegria todos pra mim e pra sempre, pra sempre. Quando dormi com você, quando te beijei, quando ouvi música e dei risada ao seu lado, pela primeira vez senti que poderia passar o resto da vida fazendo isso com uma pessoa, fazendo isso com você, mas é preciso ser firme nas decisões que se toma, não? Eu escolhi ser feliz, aprender com o passado e fazer tudo diferente. Escolher o novos, novos caminhos, novas oportunidades que me levem a lugares que nunca estive, porque por onde eu já passei não foi legal, foi triste e tristeza não combina comigo. Estou desencantando de você, passa, passa bem rápido, eu sei, e ficam as coisas boas e a oportunidade que me deu de fazer diferente, de ousar, de correr atrás da minha felicidade, que deve estar por ai, por onde ainda não passei...

quinta-feira, julho 31, 2008

Tô tão sei lá


Quero voltar a escrever, com disciplina, com vontade, com o prazer que só este ato é capaz de me dar, algo quase espiritual!

Não sei se consigo, as sensações parecem estar todas anestesiadas aqui dentro e sem sentir é impossível poder dizer algo que o valha. Uma vida tranqüila demais, com as coisas todas acontecendo a seu tempo? Era isso mesmo o que eu buscava? A paz? E onde eu coloco a minha vontade de ir pra rua e beber a porra da tempestade?

Gosto do calor, mas...


Gosto do calor e há sete meses vivo em uma cidade quente, mas... tenho sentido muita falta do frio, de ar fresco, de vento, de ter gosto em passar um domingo inteiro enrolada na mantinha, vendo filme, levantando somente pra preparar aquele chocolate quente e perceber que a vida também pode ser muito bem apreciada com momentos simplesinhos como estes! Sinto saudades do inverno...

quinta-feira, junho 19, 2008

Araraquara, Morada do Sol


Estou passando por uma fase em que não tenho nada a dizer, porque nada acontece e quando acontece, eu não acho realmente muito significativo.
Por hora posso dizer que pela primeira vez eu não sei quanto tempo posso ficar aqui, pode ser um ano, pode ser dez, pode ser a vida inteira. Estranho, bem estranho, porque eu sempre sei qual o meu tempo de duração em cada lugar. Não gosto de raízes, eu tenho medo de me ficar em qualquer lugar, porque gosto da sensação de movimento acima de qualquer coisa.
Então, enquanto me debulho em incertezas, curto o céu predominantemente azul, a lua cheia que me toma inteira, o calor que aquece cada um dos meus poros e me faz sentir extremamente feliz.
Vou cantar numa banda, primeiro ensaio acontece neste domingo, estou trabalhando num centro de umbanda, vou recomeçar os estudos budistas, descobri que o mundo tem dois mil habitantes e o resto é figuração, os pobres são os que realmente sabem trepar, odeio o passado - esta coisa que vai se acumulando, eu tenho pressa e quase ninguém consegue me acompanhar, isso incomoda, mas me faz treinar paciência. Não tenho mais medo de nada, encaro tudo com tudo de bom e de ruim que possa acontecer, estou totalmente aberta para viver!

terça-feira, março 11, 2008

Um pouco menos de realidade, por favor


Às vezes, realidade demais machuca muito. Então resolvi me dar o direito de desejar coisas que hoje parecem quase impossíveis como me sentir realmente viva por estar feliz demais e não porque coisas doloridas estão acontecendo. Quero que tirem meus pés do chão, que fazer com que percam os sentidos, como se o tempo parasse. Quero poder amar, quero que me amem de um jeito que me baste. Quero me estirar na areia, olhar o horizonte até que céu e mar se confundam, até eu encontrar a minha paz, a paz que preciso para não parecer que estou deixando de viver a vida da melhor maneira que consigo. Quero chorar até que não restem mais lágrimas. Quero alguém que segure minha mão quando eu estiver sozinha no escuro. Quero alguém que me leve e me revele...

sábado, fevereiro 16, 2008

O que você quer de mim?


A pergunta certe é o que eu quero pra mim? Eu quero a sorte de um amor tranqüilo, com cantou Cazuza. Saí de casa há dez anos, casei, me separei, desisti do amor, trepei pra carambra, voltei a acreditar no amor e cheguei à conclusão de que preciso deixar de ser legal e bonita, porque isso não é o suficiente na hora de ficarem com você, não basta, nunca basta.

Amor é pulsão de vida, é construir junto, é compartilhar, é pulsão de vida como já disse o velhinho do divã? Então por que diabos sempre escolhemos a pessoa que sabemos que vai nos causar problemas? Que já nos arregaçou, que já nos machucou demais? Por que temos tanta dificuldade em dizer não, mesmo quando sabemos que o que queremos não é necessariamente o melhor pra gente? E acredite, nós sempre sabemos o que é o melhor pra gente e qual é a escolha sábia. Li num livro da Clarice Lispector algo sobre cair fora com nobreza, será que eu consigo? Talvez seja o passo necessário para que eu entre realmente na maturidade digna de quem já viveu poucas e boas!

Músicas que te fazem sentir



The Beatles - Help!
HELP! I NEED SOMEBODY
HELP! NOT JUST ANYBODY
HELP! YOU KNOW I NEED SOMEONE
HELP!
WHEN I WAS YOUNGER SO MUCH YOUNGER THAN TODAY
I NEVER NEEDED ANYBODY´S HELP IN ANY WAY
AND NOW THESE DAYS ARE GONE
I´M NOT SO SELF ASSURED
NOW I FIND I´VE CHANGED MY MIND
I´VE OPENED UP THE DOORS
HELP ME IF YOU CAN I´M FEELING DOWN
AND I DO APPRECIATE YOU BEING ´ROUND
HELP ME GET MY FEET BACK ON THE GROUND
WON´T YOU PLEASE, PLEASE HELP ME?
AND NOW MY LIFE HAS CHANGED IN OH SO MANY WAYS
MY INDEPENDENCE SEEMS TO VANISH IN THE HAZE
BUT EVERY NOW AND THEN I FEEL SO INSECURE
I KNOW THAT I JUST NEED YOU
LIKE I´VE NEVER DONE BEFORE
HELP ME IF YOU CAN I´M FEELING DOWN
AND I DO APPRECIATE YOU BEING ´ROUND
HELP ME GET MY FEET BACK ON THE GROUND
WON´T YOU PLEASE, PLEASE HELP ME?
WHEN I WAS YOUNGER SO MUCH YOUNGER THAN TODAY
I NEVER NEEDED ANYBODY´S HELP IN ANY WAY
AND NOW THESE DAYS ARE GONE
I´M NOT SO SELF ASSURED
NOW I FIND I´VE CHANGED MY MIND
I´VE OPENED UP THE DOORS
HELP ME IF YOU CAN I´M FEELING DOWN
AND I DO APPRECIATE YOU BEING ´ROUND
HELP ME GET MY FEET BACK ON THE GROUND
WON´T YOU PLEASE, PLEASE HELP ME?
HELP ME HELP ME WUUU.

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Qual é a música?

Sabe o que é pior? Realmente, existem músicas que fazem a gente ter exatamente este tipo de reação ao escutá-las. Comigo, aconteceu na terça de carnaval. Coloquei Gal Costa, "namorinho de portão", rasguei a roupa e saí correndo pelada pela Bento de Abreu em Araraquara. Tudo bem, não corri, mas destrocei a alma e às vezes este tipo de coisa é a única coisa a ser feita. Funciona, tranqüiliza e faz passar tudo! Nada como uma boa música para colocar os corações aflitos em paz!

sexta-feira, janeiro 25, 2008

So, change


Mudo de cidade, mudo de estado, de país, de planeta, mas aqui dentro é sempre a mesma coisa. Como é que se muda de alma, porra!?

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Impressões


Às vezes, passo por períodos tão bons que esqueço que estou rodeadas por seres humanos. Porque, às vezes, parece que as pessoas aparecem em nossas vidas como safras, boas safras. Mas, às vezes, elas são tão enfadonhas, desagradáveis, mimadas e mesquinhas que dá vontade de sair correndo gritando pelada pelas ruas.

E eu não quero ficar magoada, e não quero me chatiar por pouco, e quero ter paciência e compaixão porque acho que estas coisas podem me fazer realmente uma pessoa melhor, mas tem horas que não dá. Então, véio, a vontade é de mandar tomar bem no meio do cu, porque eu não tenho mais 12 anos, porque eu tenho mais com que me preocupar e porque não quero entrar em disputas patéticas. Taí, eu quero viver em outro planeta!

terça-feira, janeiro 08, 2008

Mudanças


Dia 12 de dezembro, mudei de cidade, mudei de emprego e, dias depois, mudei de cabelo. Vou tentar retomar a produção textual, falando das coisas pitorescas que acontecem em Sucupira, ou Araraquara - A Morada do Sol.

Por enquanto o que posso dizer é que I'm feeling good!

sexta-feira, dezembro 07, 2007

domingo, dezembro 02, 2007

Tempestade


Sinto falta de tempestade, as gotas grandes e geladas que começam a pingar devagar e cada vez mais rápido, vento que uiva, barulho de galhos e folhas das árvores, a chuva batendo feroz na janela. Não sinto falta do barulho dos trovões, ele não me acalma, mas a tempestade me conforta, me traz uma paz peculiar. Talvez seja a impressão de que tudo estará limpo de um jeito diferente depois que ela passa. Acho que gosto do perigo! Gosto de correr riscos e testar até onde consigo ir, é por isso que resisto a desistir de qualquer coisa antes de chegar ao seu limite, antes de conhecê-la a fundo, antes de sofrer ou de me alegrar honestamente e profundamente. É quase como uma tentação e Oscar Wilde já muito bem disse que "a única maneira de nos livrarmos de uma tentação é cedermos a ela" então eu simplesmente me entrego e cedo, porque não há como ser camomila quando tudo em você é ricina.

segunda-feira, novembro 26, 2007

Momento de histeria profuda


Você sabe quando realmente está desesperada quando, mesmo sem acreditar, ensandece atrás de suas amigas, pedindo indicação de uma cartomante das boas! Céus, nossas tragédias são mesmo capazes de nos transformar em pessoas patéticas!

E eu sei que vou ficar psica com o que ela disser. Exemplo? Há alguns anos, fui em uma cartomante que me disse que eu encontraria um homem mais velho, jornalista, bem-sucedido. Há, mas na hora me veio na cabeça: "Ai, Jesus, é o Boris Casoy". A idéia fixa me perseguiu até alguém me dizer que o distinto comia da mesma fruta que eu até o caroço. Eu definitivamente não presto e gosto de me martirizar! Tomara que ela diga coisas boas. EU PRECISO OUVIR COISAS BOAS!

Um pouco Josefina


Um dia confiança plena, no outro a desolação a respeito de tudo e de todos. Aprende-se com os erros? Aprende-se o quê? Que não se deve confiar em ninguém? Que as pessoas são extremadamente egoístas e incapazes de serem generosas, mesmo com quem teve muita intimidade? Que é mais fácil fica pulando de emprego em emprego porque em menos de três meses quase nunca se tem tempo de conhecer o quanto teus colegas podem ser cruéis? Teorias, muitas teorias, enquanto tudo o que se quer é aprender a abrir os braços para a vida e ter forças para seguir em frente! Isso passa, demora, mas, caralho, uma hora passa!

quinta-feira, novembro 22, 2007

Um sopro de vida (Pulsações)




Não tenho boas lembranças de finais de ano. A impressão que tenho é que chega outubro e a coisa degringola, como se meu inferno astral começasse três meses antes. Este tem sido especialmente amargo. Muitas perdas, muitas dores, um coração partido. Bem, ao menos serve para lembrar que eu ainda tenho um e ele pulsa insistentemente!

Well, a última crise que tive, descobri Clarice Lispector e sua "A paixão segundo G.H". Uma das melhores coisas que já li em minha vida. Daqueles livros de atordoar, de te mostrar novos caminhos, novos experimentos. Então, aproveitando o momento de tempestade, e que oxalá venha o sol claro e escaldante em seguida, retomo Clarice e nas primeiras palavras já me embriago. Para dias de fossa, nada melhor que um bom escritor! Eles são capazes de fazer milagres pelas nossas pobres almas!

"Eu escrevo como se fosse para salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida. Viver é uma espécie de loucura que a morte faz. Vivam os morto porque neles vivemos.

De repente as coisas não precisam mais fazer sentido. Satisfaço-me em ser. Tu és? Tenho certeza que sim. O não sentido das coisas me faz ter um sorriso de complacência. De certo tudo deve estar sendo o que é". (Clarice Lispector)