E o ciclo se encerra, e com ele vai-se também metade de meus neurônios. Uma garrafa de Lambrusco entornada numa noite fria, permeada por desejo de simplesmente ser quem você é! Mas quem você é? Você é a pessoa que quer voltar a amar, você é a pessoa que quer tocá-lo, você é a pessoa que fica enebriada pelo seu belo sorriso, você é a pessoa que se contenta em saber que ele lhe daria um beijo, caso você pedisse, mas que poderia perfeitamente ir embora para sempre, sem jamais tê-lo, mas contente em saber que o teria, caso tivesse pedido! Você é a pessoa que quer arriscar, que quer perguntar "você me daria um beijo de despedida"? Você é a pessoa que quer ousar, mas que está cansada de correr atrás do mundo. Por que, ao menos uma vez na vida, o mundo, com seu maravilhoso sorriso, não pode correr atrás de você? Por quê? Porque é a única coisa que não sai de sua cabeça, enquanto ela gira, embebecida em um velho vinho, completamente embriaga de amor! Amor? Não, isso é apenas desejo! Por que é tão difícil não arriscar, não tentar se entregar ao que se sente? Medo de ser rejeitada? Às favas com a rejeição. Amanhã, saio de lá com a resposta que quero e mudo meu nome, se não conseguir isso. Um beijo? Um beijo seria mais do que peço aqui. Eu só quero a resposta: sim ou não e nada mais importa!
A Baco, ao deus que soube como ninguém honrar a própria existência!
Espaço criado para analisar a sociedade em geral, tendo como conhecimento empírico minhas tragédias pessoais e a farsa de que sou uma pessoa perfeita e toda a humanidade é puro desperdício de existência. No fundo, todos nós achamos que estamos certos e o resto do mundo é que se comporta mal, mas não temos coragem de expor isso. Bem, como não tenho mais nada a perder, vamos ver até onde vou. Egocêntrica e narcisista? Não importa: Freud explica!
quinta-feira, maio 31, 2007
quarta-feira, maio 23, 2007
Momento de sinceridade
Vou contar algo que só disse ao meu terapeuta: as pessoas têm me dado um sono incrível. Elas começam a falar mal dos outros e desejar o mal para os outros, sentem-se o umbigo do mundo, reclamam sobre o quanto a vida está uma merda, mas elas são incapazes de mover uma palha para modificar isso etc. Começo a ouvir toda esta ladainha e sinto, aos poucos, meu corpo deixando o ambiente, eu passo por vários lugares, geralmente praias desertas com um sol maravilhoso, um calor agradável e um mar azul incrível. Não resisto, caminho até ele e simplemente me deixo levar por suas ondas, seu movimento me embala e conforta. Olha, eu acho mesmo que durmo!
Carta aberta aos homens por Xico Sá
Ontem foi dia de ginecologista. Não, não estou com fungos, mulher depois que trepa se fode literalmente. Todos os anos temos que fazer uma porrada de exames, afinal, temos útero, ovários, trompas etc.
Chego no consultório e o ginecologista hipongo que insiste em me convencer a ter um filho pergunta se estou namorando. Eu respondo que não. Ele pergunta o motivo e eu digo que todos os homens que valem a pena são gays ou casados. Ele diz que é uma reclamação legítima, eu não sou a primeira pessoa a dizer isso. Penso mais um pouco e digo que os que não são gays, nem casados são frouxos. Ele não responde! Saio de lá com a lista de exames de praxe e uma receitinha de remédio para TPM porque há 15 dias da coisa, eu já estou alucinada. Ele receita a vitamina porque tem pena dos homens. Ah, o humor judeu!
Minutos depois, encontro um amigo do Movimento Humanista e me pego com a mesma conversa, só que este é casado com uma boliviana que está morando na Bolívia. Prático, não? Ai, vale o questionamento: os casados são ousados, ou são ousados porque são casados?
Chego em casa, pensando no maldito casado do trabalho que está no processo de me dar linha pra depois me abandonar. Nos vai e volta, no pouco tempo que tenho para decidir se cago ou libero a privada e em meio a estes devaneios, leio o blog do Xico Sá e descubro que ainda há homens que sim, honram as calças que vestem. Leiam, divulguem e aprendam!
Amigas, peço a devida licença para me dirigir exclusivamente aos meus semelhantes de sexo, esses moços, pobres moços, neste panfleto testosteronizado. Sim, amigas, esses seres que andam tão assustados, fracos e medrosos, beirando a covardia amorosa de fato e de direito.
Destemidas fêmeas, caso notem que eles não leram, não estão nem ai para a nossa carta aberta, recortem e colem nas geladeiras , tirem uma cópia e preguem no banheiro, na mesa do computador, na cabeceira, deixem esta crônica grudada na tv, mas não antes do futebol, pois há o risco de simplesmente ser ignorada, enfim, me ajudem para que esta minha carta aberta aos rapazes chegue, de alguma forma, ao alcance deles.
Amigos, chega dessa pasmaceira, chega dessa eterna covardia amorosa. Amigos, se vocês soubessem o que elas andam falando por ai. Horrores ao nosso respeito. O pior é que elas estão cobertas de razão como umas Marias Antonietas cobertas de longos e impenetráveis vestidos.
Cabróns, estamos sendo tachados simplesmente de frouxos, medrosos, ensaios de macho, rascunhos de homens, além de tolos, como quase sempre somos.
Prestem atenção, amigos, faz sentido o que elas dizem. A maioria de nós anda correndo delas diante do menor sinal de vínculo, diante da menor intimidade, logo após a primeira ou segunda manhã de sexo. O que é isso companheiros? Fugir à melhor das lutas? Nem vou falar na clássica falta de educação do dia seguinte.Ora, mandem nem que seja uma mensagem de texto delicada, seus preguiçosos, seus ordinários. O que custa um telefonema gentil, queiramos ou não dar seqüência à historia?!
Amigos, estamos errados quando pensamos que elas querem urgentemente nos levar ao altar ou juntar os trapos urgentemente. Nos enganamos. Erramos feio. Em muitas vezes, elas querem apenas o que nós também queremos: uma bela noite, ora direis, ouvir estrelas!
Por que praticamente exigimos uma segunda chance apenas quando falhamos, quando brochamos, algo demasiadamente humano? Ah, eis o ego do macho, o macho ferido por não ter sido o garanhão que se imagina na cama.
Sim, muitas querem um bom relacionamento, uma história com laços afetivos. Primeiro que esse desejo é legítimo, lindo, está longe de ser um crime, e além do mais pode ser ótimo para todos nós. Enquanto permanecermos com esse medinho de homem, nesse eterno e repetido “estou confuso” –“eu tô cafuso”, como dizia Didi Mocó!-, a vida passa e perdemos mil oportunidades de viver, no mínimo, bons momentos do gozo e felicidade possível. Afinal de contas para que estamos sobre a terra, apenas para morrer de trabalhar e enfartar com a final do campeonato?
Amigos, mulher não é para ser temida, é para nos dar o melhor da existência, para completar-nos, nada melhor do que a lição franciscana do “é dando que se recebe”, como cai bem nessa hora. Amigos, até sexo pra valer, aquele de arrepiar, só vem com a intimidade, os segredos da alcova, o desejo forte que impede até o ato que mais odiamos, a velha brochada da qual tratamos aí acima.
Rapazes, o amor acaba, o amor acaba em qualquer esquina, de qualquer estação, depois do teatro, a qualquer momento, como dizia Paulo Mendes Campos, mas ter medo de enfrentá-lo é ir desta para a outra mascando o jiló do desprazer e da falta de apetite na vida. Falta de vergonha na cara e de se permitir ser chamado de homem para valer e de verdade.
sábado, maio 19, 2007
Das coisas simples da vida
Quando eu pensei que não poderiam criar nada melhor que pão de queijo, eis que juntam a melhor invenção mineira a polenguinho. Deus, bem ditos sejam as pessoas que têm idéias como estas!
quinta-feira, maio 17, 2007
Chiliquei Reloaded
Desdobrando os acontecimentos do meu chilique da semana, quero dizer aos navegantes que me sinto melhor. Ainda estou com crises de ansiedade, mas isso passa daqui duas semanas - alívio. Mas alívio mesmo é sentir que são em momentos de crise que escutamos as piores coisas, mas que elas vêm acompanhadas das melhores coisas.
É saber que um grande amigo de muito, muito tempo, não hesita em dizer que te ama quando você mais precisa! É saber que aquela garota que tu acha inteligente e que teu santo bateu com o dela de cara, vira pra você e diz que tu é um arco-íris! Não importam as distâncias, nem o tempo que passam sem se verem, eles simplesmente te conhecem bem, às vezes, melhor do que pessoas que estão ao seu lado sempre.
Neste ano, caras, devo ter escutado coisas que pagaria milhões para não tê-las escutado. Mas elas valeram, porque me trouxeram outras tantas que, caralho, me dão certeza de que ao menos estou sendo coerente comigo mesma, com minhas verdades, as verdades que carrego comigo e que me dão senso de justiça, de virtude, de dignidade! O resto? Ora, pois, o resto, como diz Angeli: "foda-se, foda-se, foda-se. De hoje em diante não usarei mais roupas..."
quarta-feira, maio 16, 2007
Crises dos sete anos
Decidida a decifrar ou devorar-me, procuro no Saint Google a tal teoria de que a vida estaria dividida em ciclos de sete anos. Well, eu queria algo mais específico do tipo "algo vai ficar muito bom, ou algo vai ficar muito estranho", mas o que encontrei foi o seguinte: "entrando em contato com muitas, muitas pessoas, de repente alguma coisa dá um clique que nunca deu com qualquer outra pessoa. E isso clica com tanta certeza e tão absolutamente, que você não pode nem mesmo duvidar. Mesmo se você tentar duvidar, você não conseguirá. A certeza é tão tremenda. Com esse clique vocês se acertam. Entre os vinte e um e os vinte e oito, em algum lugar, se tudo correr bem do jeito que eu estou dizendo, sem interferência de outros, então vocês se acertam. E o período mais agradável da vida vem dos vinte e oito aos trinta e cinco: o mais alegre, o mais pacífico e harmonioso, porque duas pessoas começam a se derreter e a se fundir uma com a outra". (http://www.oshobrasil.com.br)
Well, e quando as pessoas precipitam as coisas a já passou por tudo isso antes dos 28 anos? E se eu não encontrar mais ninguém decente? Pior ainda, e se eu não for encontrada? Porque deviso aos sucessivos erros das últimas experiência eu decidi deixar que o amor me encontre?
Por mil morcegos, Batman, por que viver tem que ser tão complicado? E ainda me colocam matemática na parada!
segunda-feira, maio 14, 2007
Chiliquei
O verbo "chilicar" deriva do substantivo "chilique". Hoje, confesso que chiliquei. Pronto, finalmente redescobri o que é ser um ser humano normal, com todas as mesquinharias que há tempos tinha deixado no fundo do baú, após colocar uma pitada de ensinamento budista na minha vida.
Hoje, a garota que ficará no meu lugar, no emprego que estou de aviso prévio, foi até lá assinar umas babaquices. Sabendo disso, achei melhor dizer aos que ainda não sabiam que dia 8 de junho é adiós definitivo. Parte triste, mas eu já havia dito às pessoas que gosto mais, então hoje foi fichinha, pensei eu. Mas tudo veio a baixo quando eu vi a cara da fedelha que deve ter um papaizinho cheio de grana no bolso para mandá-la a Londres, pagar curso na Panamericana de Artes e bancar o salário miserê da criança! Pobre garota, mal sabe o estrago que fez. Juro que serei legal com ela, mas eu precisava jogar pedra, bosta e o que mais tivesse a meu alcance em alguém, minha Geni foi ela!
Sim, eu surtei! Sim, eu tenho um maldito coração que ainda pulsa, sim eu estou frustrada porque esta porra não deu certo e a única coisa que me alivia é saber que não terei mais minha ex-amiga como chefe, sim eu estou morrendo de ciúmes da garota, eu não quero que meus porteiros preferidos, as copeiras, e a estagiária de educação, e a assistente de eventos gostem mais dela do que de mim! Ai, pronto, disse, falei, coloquei pra fora esta coisa ruim!
Psicótica, ligo para o terapeuta e peço pelo amor que ele tem à própria vida que me atenda ainda hoje. Lindo, ele me atende e diz que eu preciso começar a me despedir internamente destas pessoas, ir me desapegando e pensando que, com algumas, ainda terei contato, mas que outras passarão, ao lado de uma infinidade de pessoas que já seguiram o mesmo rumo.
Disse a ele que queria ser uma rocha, que não queria sentir nada, que estava indo muito bem neste propósito de virar um mineral, mas que hoje foi um fiasco total (Deus, eu fiz uma rima)! Lembrei que foi o primeiro lugar em anos que consegui ficar quieta por pelo menos seis meses. O Neurônio foram cinco anos, mas não conta porque eu praticamente não ficava lá. Enfim, foi assustador perceber que ainda há uma gentinha habitando meu corpo e ela é um disbunde. Era uma vez eu mesma, mas tive que matá-la!
quinta-feira, maio 10, 2007
O presente de despedida perfeito
Consegui ser mandada embora! O que eu estou sentindo é o que todos me perguntam. A única resposta que dou é que me sinto aliviada! Feliz, com vontade de dar muita risada, de tirar a pedra imensa que eu estava carregando em minhas costas. Estou contando os dias como uma presidiária! Dia 8 de junho nunca, nunca esteve tão distante.
Se eu sinto alguma tristeza? Sim, apenas uma - talvez eu nunca mais veja aquele sorriso lindo! Eu dei a ele um presente de aniversário com um cartão cheio de segundas intenções, nada explícitas, para ver o quanto é inteligente e me deliciar com isso.
Queria que retribuísse, queria que me desse um presente de despedida: uma piscina, uma banheira de hidromassagem, uma cachoeira, uma praia deserta, céu e mar azuizinhos, sapatos Prada, sorvete Häagen-Dazs, perfume Lovely by Sarah Jessica Parker, um pijama de seda vermelho, uma noite tórrida de amor com Geoege Clooney – se ele não puder vir ao Brasil, serve um michê parecido, flores do campo, um jeep vermelho, um casaco de cachemere, uma langerie Victoria Secret, os DVDs do Sex and the City ou Seinfield, o acústico do Lobão, poesia ao pé do ouvido – sacanagem também serve, um céu estrelado, uma brisa fresca, um beijo roubado...
sábado, abril 28, 2007
Hummmmm, sei
"Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância com os intolerantes, a bondade com os maldosos; e, por estranho que pareça, sou grato a esses professores"
Gibran Khalil Gibran (1883-1931), filósofo e escritor libanês
Gibran Khalil Gibran (1883-1931), filósofo e escritor libanês
sexta-feira, abril 20, 2007
Imagética por demais
Sim, amiguinhos, estou imagética por demais, mas isto é uma das melhores coisas que o Senho André Dahmer já fez. Com vocês Monsueto Free Style.
quinta-feira, abril 19, 2007
Se eu encontrasse um gênio da lâmpada...
ele não precisaria me conceder três desejos, bastaria um - que eu fosse completamente feliz por um mês apenas, mas que este mês valesse casa segundo. Eu não me preocuparia com dinheiro, com trabalho, com chefe incompetente, com amores e desamores, não pensaria se vou demorar muito para arrancar de dentro da minha cabeça esta coisinha à toa que teve um filho ontem e estava dando em cima de mim, enquanto a mulher paria no hospital. Não precisaria me preocupar em como terei que se forte para dizer não, enquanto meu corpo todo só diz sim. E também, queria a possibilidade de me refugiar numa praia deserta com água quente toda vez que quisesse, durante este período. E sentiria paz, sempre, o tempo todo. E flutuaria sempre que quisesse sentir o vento quente no meu corpo! Depois deste período, o mundo poderia desabar sobre a minha cabeça, contando que eu tivesse podido experimentar tudo isso!
quarta-feira, abril 18, 2007
Sedução
Sedução: 1 Ato de seduzir ou de ser seduzido. 3 Dom de atrair ou de seduzir, próprio de certas pessoas. 6 Atrativo a que é difícil ou impossível resistir. 7 Encanto, atração, beleza de formas ou de estilo que prende a atenção geral.
Putz, e não é que o infeliz é tudo isso? Mas, após repetir o mesmo padrão de relacionamento e descobrir que meu universo masculino é permeado por homens gays, ou heteros casados e/ou comprometidos, eu me recuso a deixar seduzir. Agora, tenho o corpo fechado para o amor, como dizia o pescador Nô, do seriado Riacho Doce. Aliás, eu fui até lá, no seriado, pedir que a Vó Manuela, me fizesse a gentileza de fechar meu corpo para estas coisas que simplesmente nos tiram da razão, do eixo, nos colocam nas nuvens e nos dão uma alegria danada de boa!
Então é isso, hoje a terapia foi pra lá de boa e o psicólogo resolveu lançar a idéia: se você resistir a esta sedução, a todo este encantamento você terá uma dimensão da importância que algumas pessoas ainda têm em sua vida. Se você não resistir, tudo bem, não tem problema, mas a resposta também estará na sua frente.
Ótimo, a única coisa que estava me dando uma certa alegria agora vai virar provação! E eu continuo não consegundo ser feliz o tempo inteiro, como Wander Wildner, só me resta fazer um "iê iê iê"!
Putz, e não é que o infeliz é tudo isso? Mas, após repetir o mesmo padrão de relacionamento e descobrir que meu universo masculino é permeado por homens gays, ou heteros casados e/ou comprometidos, eu me recuso a deixar seduzir. Agora, tenho o corpo fechado para o amor, como dizia o pescador Nô, do seriado Riacho Doce. Aliás, eu fui até lá, no seriado, pedir que a Vó Manuela, me fizesse a gentileza de fechar meu corpo para estas coisas que simplesmente nos tiram da razão, do eixo, nos colocam nas nuvens e nos dão uma alegria danada de boa!
Então é isso, hoje a terapia foi pra lá de boa e o psicólogo resolveu lançar a idéia: se você resistir a esta sedução, a todo este encantamento você terá uma dimensão da importância que algumas pessoas ainda têm em sua vida. Se você não resistir, tudo bem, não tem problema, mas a resposta também estará na sua frente.
Ótimo, a única coisa que estava me dando uma certa alegria agora vai virar provação! E eu continuo não consegundo ser feliz o tempo inteiro, como Wander Wildner, só me resta fazer um "iê iê iê"!
terça-feira, abril 17, 2007
Hora de mandar a casa do Sr. Caralho
Há momentos na vida da gente que temos que tomar atitudes drásticas, trágicas, dramáticas, mas ou é isso tudo, ou é a sua dignidade que vai pro saco. Como eu curto uma dignidade, mandarei todo o resto às favas.
Sim, sim, após dizerem que não podem me dar R$600,00 de aumento, mas oferecem 35 mil para uma senhora vir trabalhar na instituição respeitadíssima que atuo, só tenho algo a dizer: vão todos para a casa do caralho! E não é um caralho bonito, duro, viril. É um pequeno e do tipo suflê, porque o bonitão todo mundo gosta!
Olhar pra mim e dizer que sabem que eu preciso sobreviver? Meus filhos, eu preciso é viver. Vê lá se sou mulher de sobreviver!
Por isso de agora até a hora que resolverem me dar o pé na bunda definitivo é o seguinte. Sairei mais cedo hoje, para terminar meus dois freelas. Se não quiserem que eu saia mais cedo tudo bem, mas eu vou fazê-los daqui. Saio a hora que quiser, sempre que tiver uma entrevista pra fazer, ou que eu esteja me sentindo oprimida demais e precise respirar ar puro! Qualquer unha encravada me deixará de cama em casa!
Não, uma hora a gente precisa devolver os chutes que dão na gente e fazer muito sexo é claro, quem faz sexo, faz a revolução humanista e não sai atirando nas pessoas igual ao malucão de ontem. Vocês não vão me transformar numa pessoa frustrada que vende a dignidade por qualquer milão.
"Eu ainda estou viva, seus desgraçados"! - Paráfrase de Papillon
Zombie
Enquanto digo que não estou me aguentando em pé de tanto cansaço, de tanto trabalhar, de tanta vontade de dormir por uma pequena eternidade, minha mãe me olha e diz com a maior cara de ué, como fala uma amiga, "tudo isso porque você não reza e se separou do marido".
Well, mãe, em homenagem a todo este seu sarcasmo, eu prefiro entender desta maneira, se você disser que o Deus que eu devo rezar é o mesmo daí de baixo, eu faço!
Well, mãe, em homenagem a todo este seu sarcasmo, eu prefiro entender desta maneira, se você disser que o Deus que eu devo rezar é o mesmo daí de baixo, eu faço!
What's in your head, in your head
Zombie Zombie Zombie
* Colaboraram sem saber André Dahmer e The Cramberries
terça-feira, abril 10, 2007
E eu vi o demônio

Eu sempre tive medo da Secretária de Estado dos EUA, Condolleeza Rice, apesar de ela estar distante e, aparentemente só fazer mal aos pobres iraquianos, além de acabar com a imagem de que as mulheres podem ser mais humanas que os homens politicamente. Well, agora tenho certeza que meu medo não é infundado. Botem reparo na cara da cidadã. É ou não é o próprio capeta?
domingo, abril 08, 2007
Desejos para outra encarnação - Parte 2
Eu me recuso a ser bipolar na próxima encarnação. Hoje, já tive uma crise histérica por conta de um sapato e meu cartão de crédito que foi bloquado pelo banco, e o cartão da conta salário que foi bloqueado pelo caixa eletrônico porque eu não consigo lembrar a porra das letras. Que merda! Quem inventou que senha tinha que ter letras além de números?
Deixo o guarda-chuva na loja do sapato lindo, não volto pra buscar, penso em me matar, sim, por causa de um sapato lindo vermelho e caro! Aí, lembro que uma amiga, sempre que pode, me joga na cara que sou a desgarrada da turma e isso me magoa. Lembro que preciso ir trabalhar num lugar que estou odiando e isso me mata aos poucos. Então lembro que há mais de um ano não consigo me apaixonar por ninguém e isso dói. Aí, penso no texto de antropologia que tenho que ler, em como minha casa está suja, nas contas para pagar, que eu preciso colocar um ponto final em determinada história, que preciso voltar pra casa da minha mãe porque estou perdida e porque não aguento mais sentir este caralho de solidão.
E eu simplesmente estava bem ontem. Estas oscilações de humor acabam comigo. E eu nem estou na TPM, ela já foi. Eu não quero tomar mais os remédios que me deixam grogue, pô, eu só queria a porra do sapato vermelho, meu guarda-chuva que ficou com o moço e minha dignidade. Devo tê-la deixado em algum banco de ônibus. Se alguém encontrá-la, por favor, devolva-me!
Agora, para matar de vez, Chico Buarque!
Solidão não é falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo...Isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar....Isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos...Isto é equilíbrio.
Solidão não é o claustro voluntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida...Isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado...Isto é circunstância.
Solidão é muito mais do que isto. Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa Alma. (Chico Buarque)
Três perdidos numa noite escura
Somos três pessoas diferentes, eles dois são os amigos que acredito serem os mais antigos. Sim, 12 anos de amizade é um bom tempo, sem levar em consideração que somos as pessoas mais diferentes do mundo, ou seja, de longe, ninguém jamais diria que seríamos tão chegados. Já rimos, já choramos, já jogamos nossas verdades na cara um dos outros, já mudamos de opinião, já ficamos muito tempo sem se ver, mas sempre estamos juntos, lembrando de coisas que foram feitas ou ditas, pensando "preciso contar isso pra eles" quando alguma tragédia ou comédia nos acontece.
Well, hoje, mais uma noite escura na qual nos encontramos, em meio a um "garçom, o cardápio" eu viro e pergunto e aí, qual foi a última crise existencial? Ele me vira e diz "eu sou gay". Eu dou uma gargalhada enquanto pergunto ao garçom se o taco é grande! Ele repete que é gay, e eu começo a levar a sério, mas aí a gargalhada vira uma risada nervosa, enquanto o terceiro elemento diz que vai embora.
De repente, nós esquecemos o garçom e os tacos para ouvir o que precisa ser dito. Choro, risada, alívio, conforto, verdade e a sensação de importância que temos na vida de algumas pessoas que viram pra gente e dizem "eu precisava contar pra vocês primeiro"!
Meu caro, amigo, quem diria, jogamos no mesmo time! Minha cara amiga, sofremos mais uma baixa - um cara a menos que vale a pena foi-se pro lado de lá! Não importa o que os outros vão dizer, eu sempre estarei por aqui, por ali, mas, como no filme "O casamento do meu melhor amigo", disposta a surtar e cantar, no melhor estilo Aretha Franklin, porque tenho bom gosto: I say a little prayer for you, Forever,and ever, you'll stay in my heart!
Aretha Franklin - I Say A Little Prayer
The moment I wake up,
before I put on my make up
I say a little prayer for you
While combing my hair now
And wondering what dress to wear now
I say a little prayer for you
REFRÃO
Forever,and ever, you'll stay in my heart
And I will love you
forever and ever we never will part
Oh, how I love you
Together,together that's how it must be
To live without you
but only be heart break for me
I run for the bus dear,
while riding I think of us, dear
i say a little prayer for you
At work I just take time,
and all through my coffee break time
I say a little prayer for you
My darling' believe me,
for me there is no one but you
Please love me too
I'm in love with you
Answer my prayer
Say you love me too
Why don't you answer my prayer, yeah
You know every day I say a little prayer
I say, I say, I say a little prayer
quinta-feira, abril 05, 2007
E um momento de ternura
Tudo bem, eu confesso, quando ligo o computador, há duas coisas que faço: uma é ler meu horóscopo, sim, eu leio! A outra é ver a Galeria de Fotos da Folha Online e escolher uma imagem que me deixe embasbacada, durante alguns minutos, e me faça pensar que "porra, o mundo é um lugar medonho, daqui a pouco vou ler um monte de notícias ruins, estou no mundo corporativo desumano, mas, às vezes, vale muito a pena viver nele"!
É simples, é bonito, é singelo é tudo o que se precisa para colorir um dia cinzento!

É simples, é bonito, é singelo é tudo o que se precisa para colorir um dia cinzento!

Mulher japonesa admira flores de cerejeira no castelo Atami, na Província de Shizuoka, no Japão (13h40)
Gotas de Cólera - Parte 2
Odeio o mundo corporativo e gente cuidando de sua vida, nesta merda de mundo corporativo. Se ao invés disso, as pessoas se preocupassem em escolher parceiros sexuais que lhes satisfizessem, elas seriam muito mais felizes, e eu não teria tanta gente mal amada cuidando da minha vida! Ah, vão trepar! Nem que seja com vocês mesmos!
Gotas de Cólera - Parte 1
Não venha dizer que foi sincero, homens que não têm coragem de dizer que têm namoradas, merecem os chifres mais ornamentados da Terra!
Obs: e poupe-me de explicações, porque eu vou me sentir obrigada a me explicar também é isso é um porre!
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