segunda-feira, agosto 06, 2007

Partido Humanista do Brasil


Após 30 anos da criação do Partido dos Trabalhadores, vejo-me envolvida na campanha de legalização do Partido Humanista, talvez o único, depois do PT, a surgir das bases e com muito, muito esforço. Precisamos de apoiamento de 500 mil cidadãos brasileiros para que nosso partido saia, isso até o dia 3 de setembro. Já temos 100 mil! Parece piada, mas não é. Para melhorar a situação, não temos dinheiro para mobilizar as pessoas necessárias para a criação do PH.

Então, se você curte política e está em busca de uma alternativa aos partidos atuais, veja nosso spot no http://www.youtube.com/watch?v=my8Sb8Ret9s, acesse o site www.ph.org.br e conheça melhor a nossa ideologia e como fazer parte desta história. E, em 2008, é Lola para vereadora da cidade de São Paulo!

Os cinco pontos básicos do PH
1 - O ser humano como valor e preocupação
2 - A não-violência ativa como metodologia de ação
3 - O princípio da Opção
4 - A Não Discriminação e o reconhecimento da Diversidade pessoal e cultural
5 - Novo modelo econômico anti-neoliberal

quarta-feira, agosto 01, 2007

Coerência

Pensar, sentir e agir com coerência. Quando é que vou conseguir unir estas três coisas nas porras de minhas atitudes, meu Deus do céu? Ter a sensação de que por alguns minutos você teve a única opção certa nas mãos e jogou-a pelo ralo quando ele disse "e aí, como ficamos"? E você apenas responde "ficamos". Pior, a pergunta dele nem foi uma senhora frase de efeito. Foi simples, direta, certeira, na medida. E a coisa mais sensata era apenas dizer não, permitir-se dizer não. Não, não e não. Por que escrever é sempre muito mais fácil que dizer? Por que é tão difícil dizer não para as coisas que se deseja? Olha, eu daria meu reino por uma vida com menos questionamentos! Estou ficando com sono de mim mesma!

Festival Indie Rock


Alguns dias sem aparecer porque estou esbaforida de não fazer nada! Meu cérebro está atrofiando e sentar em frente ao computador para contar alguma novidade está difícil, exceto pelo fato de ter ido ao show da banda fofíssima - The Magic Numbers. Os caras fazem um som muito bacana, são talentosos, simpáticos, se esforçaram para cantar Baby, de Caetano Veloso, em português e de quebra, em pleno show denominado indie, cantaram o sucesso Crazy in love, de Beyoncé, para uma platéia pouquíssimo à vontade com o que seus ouvidos teimavam em escutar. Ah, que delícia!

segunda-feira, julho 23, 2007

Um dia perfeito


Há dias que começam sem a menor pretensão, um passeio combinado de última hora, você aceita para não ficar em casa curtindo dor de cotovelo e quando vê, simplesmente tem um dia perfeito como há muito tempo não lhe acontecia.

Paranapiacaba é uma vila de ferroviários linda, mágica, capaz de te levar para um tempo distante que você não conheceu, não presenciou, mas que consegue sentir a cada passo. A vontade de largar tudo e ir morar na vila é a primeira coisa que passa pela sua cabeça quando começa a avistar as casinhas de madeira, os jardins, o jeito manso de as pessoas falarem.

O dia ficou lindo, quente e azul, contrariando a época em que do nada a névoa desce e você precisa se empacotar todo para aguentar a friaca. Comida decente, água da fonte, trilha, mata, paz, sossego e ótimas companias. Um dia único, capaz de te tirar da rotina, dar um tempo nas angústias, no coração partido, um verdadeiro salvador - a beautiful day! São nestes momentos que descobrimos que se pode ser feliz com pouco. Uma sensação maravilhosa!

quinta-feira, julho 19, 2007

Antes do pôr-do-sol

Alguns filmes têm o imenso poder de falar muito sobre nós mesmos. É como se o roteirista soubesse exatamente como você se sente e colocasse isso na pele de dois atores bonitos de Hollywood, numa limosine que roda pelas ruas de Paris. O mais triste de isso tudo não é que você não é a atriz, nem que não vive em Hollywood com um bom salário e menos ainda que nunca foi a Paris. O mais deprimente é saber que o maldito roteirista escreve como se te conhecesse porque todo mundo é igual! Todo mundo sofre porque não tem o salário que quer, o emprego que quer, porque não tem a pessoa que gosta do lado ou porque não quer morrer. Pronto. Nascemos, vivemos, sofremos horrores por motivos que nos são universais e depois morremos. Grande, grandíssima merda!

Corta para mim, na limosine de Paris, falando com o motorista por que eu não quero falar com mais ninguém além do motorista!

"Fiquei surpresa de ver que eu lidava com a vida do mesmo jeito que faço agora. Eu tinha mais esperança e era mais ingênua, mas no fundo eu me sentia da mesma forma. Achei melhor parar de romancear as coisas. Eu vivia sofrendo o tempo todo. Tenho muitos sonhos que não têm nada a ver com a minha vida afetiva. Isso não me entristece, mas as coisas são assim. Ter alguém sempre por perto me sufoca. Só fico realmente feliz quando estou sozinha. Estar só é melhor do que sentir solidão ao lado de um amante.

Para mim, não é fácil ser romântica. Você começa assim ... mas depois de se dar mal algumas vezes, esquece seus devaneios e aceita o que a vida lhe dá. Não é verdade. Não me dei mal. Tive muitas relações sem graça. Não foram cruéis, me amaram, mas não havia uma ligação, uma emoção. Sabe o quê? Para mim, realidade e amor são contraditórios. É engraçado. Todos os meus ex-namorados estão casados. Os homens saem comigo, terminamos e eles se casam. Depois, ligam e agradecem porque lhes ensinei o que é o amor, os ensinei a amar e respeitar as mulheres. Quero matá-los. Por que não me pediram? Eu teria recusado, mas poderiam me pedir! Sei que é minha culpa. Nunca senti que era o homem certo.

O que significa isso? O amor de uma vida? O conceito é absurdo. Só nos completamos com outra pessoa. É sinistro! Sofri demais e me recuperei. Agora, não faço força alguma. Sei que não vai dar em nada. Parece que não ligo, mas estou morrendo por dentro. Estou amortecida. Não sinto dor nem excitação. Nem estou amargurada. Estou antes do pôr-do-sol".

E quando tudo parece bem...

vem minha má fortuna e joga tudo pelos ares. Fazer terapia há três anos deveria, ao menos, me impedir de cometer os mesmos erros, mas cada vez que cago e olho para o rastro o caminho é exatamente igual e eu me odeio por isso! E tudo isso por quê? Porque as pessoas têm uma arrasadora inabilidade para se comunicar e para fazer o que elas dizem que são capazes. Olha, certas pessoas me cansam e me incluo no pacote!

Quero ensaboar minha vida

terça-feira, julho 17, 2007

Dos problemas de se ter um blog


Olha só, dentre os motivos que me fizeram escrever um blog estão eu poder falar o que penso e escrever do jeito que quero, sem editores me torrando o saco, treinar uma escrita menos técnina que a linguagem jornalística pede - tipo "fora com o lead" - e aproveitar a porra do efeito catártico que escrever sobre as minhas tragédias pessoais me provoca. Porém, tudo isso fica muito difícil, quando pessoas lêem o que você escreve e vão pedir satisfações sobre o que você disse. Então, aos que me conhecem pessoalmente e acham que eu escrevo sobre vocês e se ofendem com isso, por favor, não leiam mais este caralhinho. E tenho dito!

quarta-feira, julho 11, 2007

Eu voltei ...

Cá estou, de volta a cidade grande. Cidade, paradinha sinistra, segundo Chacal! Tudo ainda passa pelos meus olhos em câmera lenta. Minha cama me deu torcicolo ontem e acordei com dor na lombar hoje. A da pousada era minúscula e eu não conseguia me mexer, acho que dormia e acordava do mesmo jeito.

Saímos de Parati na terça bem cedo. Na segunda, a cidade já não era mais a mesma! Não tinha nem metade do movimento dos dias anteriores. Estava sombria, melancólica, morta! Foi triste ver toda aquela estrutura sendo desmontada, desaparecendo, pedaço por pedaço, até não restar nada!

Os restaurantes voltaram a servir com a mesma lentidão anterior, mas agora com poucas pessoas quase não se notava, não incomodava.

No final, apesar da falta de educação dos ricos deu para aproveitar muita coisa, conhecer gente, escritores que vou querer ler um por um, ver Paulo José mediar uma mesa e participar de uma leitura com o Mário Bortolloto de deixar qualquer um completamente embasbacado e teve ele, claro, seu Guillermo Arriaga que disse uma das coisas mais apaixonantes da festa.

Sobre o ato de escrever, ele disse que começou quando soube que tinha uma infecção no coração e que provavelmente morreria naquela noite. Deitado, no hospital, olhou sua mão e pensou que na manhã seguinte, ela poderia ser um cadáver, como será um dia a mão de qualquer pessoa. Então prometeu a ele mesmo que, enquanto estivesse vivo aquela mão "acariciaria todas as peles que pudesse acariciar, quebraria todas as caras que pudesse quebrar e faria alguma coisa que me desse a oportunidade da trascendência"! Escrever é o que lhe permite transcender!

É isso. De volta a vida real, onde nem tudo pode ser dito ou feito com tamanha maestria. Outro dia me perguntaram o que eu queria ser quando crescesse? Eu não soube responder. Hoje, eu tenho certeza que quero ser feliz e acariciar todas as peles que eu tiver vontade, quero ser verdadeira comigo mesma, quero usar as palavras da melhor forma possível sem ser leviana, apenas coerente com o que penso, falo e sinto.

Eu queria entender tantas coisas, entender cada palavra que me dizem e o que elas de fato estão sendo ditas, queria não me deixar enganar, não me deixar seduzir. A cada tropeço, e tem sido um ano de muitos tropeços, com certeza eu me aprimoro mais um pouco, mas a impressão que tenho é que nunca sei o bastante e isso é uma merda!

sexta-feira, julho 06, 2007

O lado b Flip

Sorte nesta vida é saber que para as coisas ruins existem também coisas e pessoas muito, muito boas. E neste sentido, o pessoal da produção é um espetáculo a parte! Como eles não possuem nomes nos materiais e blá, blá, blá vou dar nome aos bois das pessoas encantadoras de Parati. Didito, Wilma e Tago (o casal mais doce e bacana neste lugar), Damien (o inglês bonitinho que conseguiu autografo do Arriga pra mim), Diego (o hipongo que cuida dos autores), Pablo (o garçom da sorveteria), Paulinho (o técnico de som liiindo e que tá dando mole), André (o cameraman da Globo), Dimitri (assistente de publicidade da Globo), Karina (voluntária da festa) e Karina e Rafael (jornalistas da Época casados e a mais pura tradução do que é ser carioca sangue bom)!

Em uma festa literária, o melhor que pode acontecer é descobrir um autor que você ainda não tinha ouvido falar. No caso, meu achado foi o poeta Chacal, que participou da única mesa que consegui ver até agora - Uivos com participação do cantor Lobão. Lá vai uma das melhores coisas que ouvi dele.

Rápido rasteiro
Vai ter uma festa
que eu vou dançar
até o sapato pedir pra parar.

Ai eu paro
tiro o sapato
e danç0 o resto da vida!

Chacal

terça-feira, julho 03, 2007

Notícias do fronte

Sumiço esporádico por 12 dias. Motivo? Freela na produção da Flip (Festa Literária Interncional de Parati). Olha, o que o sistema não nos obriga a fazer por dinheiro? Chego aqui achando que sentiria aquela maravilhosa sensação de derreter de tanto calor, voltaria bronzeada - o que é um absurdo devido a minha branquidão e que me divertiria horrores, apesar de estar trabalhando.

Desilusão, desilusão como cantou o poeta. Cara, o mundo é muito esquisito ainda mais quando você está em uma cidade pequena, prestes a receber convidados ilustres e a frase "você sabe com quem está falando - é proferida pelo menos dez vezes ao dia!

Pior são as pessoas que acham que porque você é de cidade grande vai querer sacanear com eles, então eles se acham no direito de te esculhambar antes, e de serem grosseiros, e de te olharem de cima pra braixo como se você fosse um imbecil que tivesse invadido a cidade alheia e tivesse que pagar por isso.

E a discussão sobre o nome da cidade ser escrito com y e não com i? Porra, Parati é um nome indígena (para = peixe) e (i = rio), ou seja, peixe de rio. Mas que raios querem colocar um Y em um nome indígena. Um monte de caiçara e indígenas na cidade e me vem com uma história desta? E a merda da sustentabilidade e da preservação da história do local que vá pro saco!

Aliás, qual história? Que caminho de ouro? Ouro carregado por escravos que tinham uma média de vida de apenas seis anos na cidade! E ninguém menciona isso!

Provincianismo é uma merda! Vips são uns bostas e eu caguei para todos eles. Cara, no final das contas vai todo mundo putrefar do mesmo jeito. As bactérias que vão comer meu corpo, quando eu partir desta para sabe-se lá onde, são as mesmas que vão comer este bando de cuzão! Terei que fazer uma ação humanista aqui antes de ir embora e tenho dito!

domingo, junho 24, 2007

Promessas ao vento

Havia prometido a mim mesma que não deixaria aquilo acontecer novamente. Eu nunca mais me permitiria sofrer daquela maneira. Não, aquilo não era pra mim. Paixão, amor estes são sentimentos pertencentes aos fracos. Eu sou a dona da razão, sou ela própria. Porém, com o tempo, abriu-se um imenso deserto dentro de mim, por mais que tentasse, nada, absolutamente nada era capaz de crescer ali. Então, pedi que o cosmo abrisse meu coração novamente, eu precisava senti-lo bater, pulsar. E mais uma vez, meu desejo foi atendido. E eu gritei, e chorei, e senti uma dor tremenda, e lembrei dos motivos que me lavaram à promessa - é doloroso demais realizar coisas com o coração, ser passional, não permitir que o tempo todo a mente te vigie e puna sempre. Estou preparada pra isso? Será que quero isso? Bem, eu costumava dizer que era a melhor dor do mundo, então vamos em frente com isso porque não sou mulher de muitas palavras e pouca ação, não sou eu quem diz coisas que não podem ser transformadas em realizações. Eu penso, falo e faço. No princípio era o verbo, no princípio era a ação, caminhemos de volta a ela então!

sexta-feira, junho 22, 2007

A vida é um cabaret

Coisas que não vou fazer porque arrumei um freela que vai me tomar muito tempo, mas que eu gostaria muito, muito de me dar de presente. Tem coisa mais despretenciosa que conseguir ir a um museu em plena segunda-feira à tarde ver Toulouse-Lautrec no Masp? Não, não tem. É a mais pura representação de que você pode ter uma vida hedonista, se você quiser! Sim, o pintor dos cabarés está lá, com toda sua oposição entre a vida da boemia e a tranquilidade de Paris. E eu aqui, postando e pensando em como eu teria gostado de viver naquela época. Ser uma puta, fumar, beber e morrer bem jovem, ou velha mesmo, mas como ótimas histórias para contar! Deus, transforme minha vida num cabaret, mas não me deixe morrer com a sensação de que eu não vivi o suficiente!

You are hot


Já diz seu Chico Buarque que "às vezes a gente se sente como quem partiu ou morreu", mas puta que pariu, como um "gostosa" no pé do ouvido, sem vulgaridade, acreditem, isso é possível, faz toda a diferença!

Pequenos desejos para uma sexta-feira...

- toda a leveza do mundo,

- conseguir viver o agora,

- recuperar a coragem da pessoa que tu sabe que já foi um dia,

- viver intensamente,

- paixão sem medo dos tombos que se pode levar no meio do caminho.

Como é que as pessoas permitem se estragar a este ponto?

segunda-feira, junho 18, 2007

Verdades difíceis de engolir

Olha, dizer que o mundo é injusto não é nenhuma novidade, mas eu juro que há dias que realmente a coisa é pesada e parece que você não dará conta de carregar o fardo nunca.

Então, para completar a sua miserabilidade, você pega a porra da linha Largo São Francisco - Grajaú lotada e começa a subir a merda da Brigadeiro Luis Antônio completamente congestionada. Em questão de segundos, sua mente transforma-se literalmente na oficina do Diabo. Primeiro você odeia as pessoas que estão sentadas e não se oferecem para segurar seus livros e caderno - sim, porque você não vai pra casa, mas pra aula ruim de antropologia; depois, você começa a enumerar as cagadas do dia: pegou ônibus errado para ir ao dentista, teve que pagar um táxi, desceu no ponto errado para ir ao novo trabalho, chegou no novo trabalho e não havia internet, ou seja, freelas parados! Mas você tentou, o tempo todo, desesperadamente, manter-se tranquila. Até que vem o famigerado telefonema da editora psicótica que assumiu o posto de outra e não parece feliz com a troca, dizer que você não havia entendido uma matéria que já havia sido aprovada, antes da vaca assumir o cargo.

Pronto, lá se foram todas as tentativas de manter a calma, de não se preocupar com os percalços porque eles existem mesmo, de respirar fundo, de não se desesperar, de não pensar em planos infalíveis para abandonar tudo, de achar que não dará conta do freela num evento que você adoraria participar, de ter que ser racional quando tudo que você deseja é sumir do mapa, de parar de desejar que alguém apareça em sua vida e responda a todas as suas perguntas de maneira que não se possa questionar nada, de parar de pensar que você precisa arrumar uma outra profissão porque esta sua é uma bosta, mas se dar conta de que você não se acha apta a fazer qualquer outra coisa! Mas principalmente, lá se vai a tentativa de acreditar que você ainda poderá viver num mundo mais humano.

E a porra da sua cabeça simplesmente te dá um segundo de descanso!

Obs: a tempo, tem coisa melhor nesta vida que gritar um belo PORRA quando se está a beira de um ataque de nervos? Olha, às vezes tenho a impressão de que esta é a única coisa que me impede de sair por ai caminhando, como o Forrest Gump, se bem que ele corria, e só parar quando encontrar a porra do fim do mundo!

sexta-feira, junho 15, 2007

A beleza salvará o mundo


Para Dostoiévski, a beleza poderia salvar o mundo! Salvar o mundo de quê? Fiquei pensando nas pessoas que são grosseiras a troco de nada; nas que insistem em entrar no vagão do metrô antes que as pessoas desçam - é preciso um mínimo de ordem, porra; em qum grita com uma criança quando ela faz qualquer pergunta que para um adulto pode até ser boba, mas para ela representa todo um mundo de descobertas e possibilidades; pensei no marido que bate na mulher; na mulher que não tem com quem contar para larga o salafra espancador; criança abandonado, no tráfico, cheirando cola; morrendo cedo, muito cedo!

Então comecei a pensar que em meio a tudo isso há dias como os de hoje, céu azul, sol, vento fresco, típico de outono; pensei nas vozes da molecada que estuda na escola em frente de meu apartamento - como gritam - quanta energia, quanto Eros em casa uma delas; então eu penso no prazer que é quando você simplesmente faz a coisa certa; no elogio de seu professor preferido; no cara que você mal trocou meia dúzias de palavras durante um ano e de repente é ele quem te dá uma das melhores noites da tua vida; penso num beijo bem dado; em pessoas trepando com vontade, sem medo de ser feliz e daí? Daí que Dostoiévski tem razão, só a beleza salvará o mundo porque quando se para e pensa sobre o que é bonito na vida, é impossível ser grosseiro, fechar os olhos aos horrores que são cometidos ao nosso redor, só pode se querer sair por aí e dar amor!

É, acho que um dos filmes do final de semana será Hair!

Aquarius - Hair

When the moon is in the Seventh House
And Jupiter aligns with Mars
Then peace will guide the planets
And love will steer the stars
This is the dawning of the age of Aquarius
The age of Aquarius
Aquarius! Aquarius!
Harmony and understanding
Sympathy and trust abounding
No more falsehoods or derisions
Golding living dreams of visions
Mystic crystal revalation
And the mind's true liberation
Aquarius!Aquarius!
When the moon is in the Seventh House
And Jupiter aligns with Mars
Then peace will guide the planets
And love will steer the stars
This is the dawning of the age of Aquarius
The age of Aquarius
Aquarius!Aquarius!
Harmony and understanding
Sympathy and trust abounding
No more falsehoods or derisions
Golding living dreams of visions
Mystic crystal revalation
And the mind's true liberation
Aquarius!Aquarius!

terça-feira, junho 12, 2007

O mundo e seu maravilhoso caos


De repente você se vê sem dinheiro, tendo que ameaçar a gerente de seu banco a não cortar seu limite ou você corta os pulsos, doente, com febre e sem ninguém para te mimar - mimo é o mínimo que uma mulher precisa para se sentir bem-quista. Mas aí você começa a perceber mais de uma pessoa te olhando de um jeito diferente, você conclui que a febre deve ter acabado com os neurônios responsáveis pela sensatez, se é que existe isso! O bonitão fala que gostou de você e o bonitinho do sorriso lindo te dá um beijo, enquanto isso, o garotinho que você nunca havia dado trela te rouba um beijo na maior cara de pau e você pensa "deve ser a Parada Gay" não é possível!

Aí, você recebe duas propostas de emprego e dois freelas, todos para começar ou entregar na próxima segunda-feira. Você desacredita, mesmo assim aceita porque antes todas as mãos ocupadas que vazias. Então, você tem uma desinteria nervosa, percebe que seu cabelo está caindo demais, mas, porra, você tem opções, todas de uma vez, mas ainda assim são opções. Agora vem a pergunta que não quer calar "o universo nunca ouviu falar em um passo de cada vez"?

Tudo bem, assim também é gostoso!

quinta-feira, junho 07, 2007

Devaneios entre Freud e uma Alice desesperada

Coisas estranhas também acontecem com os psicanalistas e mesmo Freud sendo que é, não poderia fugir à regra. Certa tarde, uma Alice com os cabelos desgrenhados, rosto vermelho e lágrimas nos olhos adentra seu consultório, deita no divã e espera a pergunta...

Freud: o que houve?

Alice: perguntei ao coelho se ele me beijaria...

Freud: qual foi a resposta?

Alice: o sim mais seguro que já ouvi em minha vida.

Freud: e então?

Alice: pensei que somente o sim seria suficiente. Eu conhecia a resposta, mas queria ouvi-la. eu ouvi e quis mais, eu quis muito mais, mas ir até o final seria minha desgraça!

Freud: de onde vem tanta certeza?

Alice: de que ele não pertence ao meu mundo, nunca estaria comigo por inteiro e perder alguém que, por um certo tempo, fez eu me sentir alguém muito especial, mas que isso, dizer não foi muito difícil.

Freud: foi a melhor decisão?

Alice: ainda desejo, ainda quero, ainda fantasio, mas pela primeira vez permiti a mim mesma dizer não, porque dizer sim seria minha mais nova perdição, a repetição de algo que prometi a mim mesma não fazer mais, mas eu queria tanto.

Freud: então você conseguiu...

Alice: digo a mim mesma que sim, mas não me convenço. Porque acho que não lutei pelo que queria, mas o que eu queria não me faria bem. Ele é apenas o coelho correndo contra o tempo. E eu? Eu sou sua madame, seu brinquedo...

Freud: o que quer provar, Alice?

Alice: o que quero entender é a pergunta! Por que nos sentimos na obrigação de viver sempre no limite, intensamente, arriscando, mostrando aos outros e a você mesmo que tem poder? Por que a brisa suave não pode ser o caminho escolhido? Por que parecemos meio bobos quando escolhemos o caminho tranquilo? Quando escolhemos a proteção?

Freud: intensidade demais pode causar ataques cardíacos...

Alice: ufa, me livrei de uma!

sexta-feira, junho 01, 2007

Sexta-feira com Amélie Poulain

Sexta-feira, a cabeça ainda gira, o mal-estar é o suficiente para me impedir de pensar qua a partir de segunda-feira será a primeira vez, em seis anos, que não terei um emprego fixo. Espero o maldito montador do armário de cozinha chegar e ele nada, coloco o dvd da Amélie Poulain e tudo parece mais lindo do que nunca, enquanto isso, meu estômago avisa que existe e não há nada decente para comer. Os reflexos estão lentos, quero ser Amélie Poulain somente hoje, mas não sei, talvez ainda esteja bêbada demais para isso...