segunda-feira, março 21, 2011

Uma certa inaptidão para o amor...

Faz tempo que eu venho observando isso. Achei que fosse amadurecimento, mas estou chegando à conclusão que o que ocorre é um certo enrijecimento daquele músculo responsável por fazer o sangue correr por veias e artérias.

O fato é que cada vez menos eu sinto. Eu sinto muito pouco pelas pessoas que passam e se vão; pelas pessoas com quem compartilhei algum tipo de intimidade, eu sinto muito pouco por não ter alguém com quem eu precise de fato me importar, porque isso é foda.

É foda você ter que pensar no outro antes de fazer qualquer coisa. E se você aceita estar em um relacionamento, ou isso é automático, ou você é um grande egoísta. Egoísta eu não sou.

Eu sou carinhosa, eu sou generosa, eu sou divertida, eu sou inteligente, mas, porra, o meu coração não sente! E não é falta de coragem em gostar, em se abrir, é só uma certa vontade de que as coisas todas aconteçam sem que eu precise mover um único dedo.

A verdade é que o amor nunca bateu em minha porta, assim como quem não quer nada e, putz, dá uma preguiça absurda de se abrir pra isso, se envolver, não dar certo, terminar, se envolver, não dar certo, terminar, se envolver, não dar certo e terminar...

Não há músculo que aguente todo este movimento. Talvez ele precise de algum tipo de remédio, talvez ele preciso mudar de dona. O fato é que eu me sinto completamente inapta para o amor. Eu me sinto mal? Não. Eu tenho medo? Também não. Eu só me sinto estranha.

terça-feira, março 15, 2011

Sobrevivência...

Sobrevivemos à insônia, sobrevivemos à convivência familiar, sobrevivemos às frustrações, sobrevivemos a amores perdidos, ao filho que não pôde vir, sobrevivemos ao metrô lotado e sem ventilação todos os dias, sobrevivemos à espinha que da noite pro dia esculacha seu nariz. E eu, que sou tão a favor da vida, confesso que me dói demais ter que sobreviver a tudo isso!

sexta-feira, março 11, 2011

O mundo dá voltas e eu adoro...

Muitos dias sem escrever, mas muitas coisas para dizer! Estou feliz e isso já resume muita coisa. Feliz como há muito tempo não me sinto.

O que isso significa? Que as manias estão completamente fora do controle: compro sapatos, compro toalhas lindas e caras, compro coisas para uma futura casa que eu sonho e eu amo, amo cada coisa doida que me acontece!

Bom, primeira novidade boa é que estou trabalhando em uma revista, coisa que eu adoro. Quase tive um orgasmo quando peguei o bonequinho dela na mão, semanas atrás. É tão legal! A revista fala sobre engenharia elétrica - a gente escreve sobre qualquer coisa - e agora eu sei que raios nada mais são que descargas atmosféricas. Vivendo e aprendendo.

Semana passada, três anos longe de Sampa, encontrei um ex-chefe com que sempre houve um tesão reprimido - Freud explica. Eu estava passando a noite na gandaia da Augusta, resolvi descer até o Bar do Estadão e lá estava ele, matando um sanduíche de pernil às quatro da matina.

Ele me ofereceu carona, eu fui e foi legal. Foi bom porque era uma noite que eu não esperava nada, mas ai, ai o mundo estava lá no seu rotineiro movimento de rotação e translação e de repente ele te surpreende e te presenteia!

Sabe? Eu poderia ficar encanada, querer mais, ver de novo, mas foi um presente e não é mais especial curtir desta forma? Então eu simplesmente deixei que tudo acontecesse e, se tiver que se esbarrar de novo, o mundo está ai, só girando.

Também reencontrei um cara muito bacana com quem eu tenho uma relação de muito carinho, de falar um monte de coisas e sei lá, não rolar nada. Mas está bom assim, porque eu ando meio perturbada das ideias, então a gente sai, conversa, toma cerveja importada, fala de coisas legais e vai embora.

Tem também o Hermes que tem sido tão legal comigo e a gente passa parte do dia falando coisas que não vão fazer a gente chegar a lugar nenhum, mas mesmo assim a gente diz, porque é divertido.

Também tem o Joel, meu querido terapeuta que sempre dá as melhores definições sobre mim para eu mesma. Por exemplo, sobre eu estar um tanto quanto "dispirocada" e com vontade de beber o mundo. Joel, com toda sua sabedoria freudana disse que eu preciso ter um trilho, que na verdade eu tenho, mas no menor tilintar de música, do outro lado da linha, eu descarrilo. Foi ele também que disse que eu era uma princesa que tinha fugido do castelo.

Melhor que as definições dele, só a de uma preta velha que disse que meus pés estavam sempre na água e minha cabeça na lua. Ou seja, em um mesmo dia, eu pensava, fazia e sentida milhões de coisas diferentes. Ela estava certa, eu sou assim mesmo.

Bom, de novo à volta dos que não foram, há também o japa que diz que vai me engravidar - bom, primeiro ele precisa conseguir transar comigo, é só um detalhe - e o pessoal com quem eu andava, do Movimento Humanista que está reaparecendo, mas que eu não tenho certeza se estou preparada para voltar - isso talvez implique em rever o homem que mais me fez chorar na vida.

Mas ai eu penso nos tais movimentos da Terra, eles levam e trazem pessoas para nossas vidas. Faz com que revivamos situações, dá novos significados a lugares e pessoas e, principalmente, muda a gente.

Talvez este cara nem esteja mais envolvido com isso, talvez revê-lo não seja um baque. Apesar de o tempo ser o eterno retorno do mesmo, nós mudamos e isso é muito bom!

domingo, fevereiro 20, 2011

Queria ser um caramujo? Não...

Desde pequena, eu nunca imaginei ou desejei uma vida "normal" pra mim. Eu me lembro que queria ter três filhos, de três pais diferentes, de preferência com culturas diferentes, pra ter uma super integração em casa. Mais que isso, eu trabalharia em lugares diferente, o que agregaria ainda mais coisas legais a minha vida e à vida das crianças!

Hoje, aos 32 anos, os filhos ainda não vieram e o único estrangeiro que peguei foi um argentino - eu adoro argentinos! Porém, as cidades, ah, as cidades. Estas foram muitas, desde os meus 19 anos, e tenho certeza que outras tantas virão!
Tudo bem, ela não são as europeias dos meus sonhos de menina, mas foram cidades que me acolheram e deixaram boas lembranças pra contar.

Bauru - a cidade sem limites
Aos 19, saí de casa pela primeira vez. Fui para Bauru estudar jornalismo. Vivi três anos na cidade de Edson Celulari, Pelé e do astronauta brasileiro - tem que falar das pieguices, né? O fato é que Bauru sempre será meu melhor parâmetro de liberdade e felicidade. As melhores risadas, os melhores amigos, o céu mais azul de inverno que já vi na vida, as noites mais estreladas.

Os lençóis de SP
Bauru me deu também o primeiro marido, hoje ex-marido, que vivia na vizinha Lençóis Paulista, onde passei seis meses. Bem, na época, meados de 2001, eu só via coisas ruins na cidade. As pessoas sempre me olhavam estranho em qualquer lugar que eu fosse; todo mundo, na primeira oportunidade que tinha, perguntava sem pestanejar de onde eu era; qual o sobrenome da minha família e por que eu usava chapeu. Bom, até onde eu saiba, as pessoas usam chapeu para se protegerem do sol. O problema é que os meus não eram de cowboy. Daí a estranheza.

Jequices que eu abomino até hoje, à parte, foi lá que eu descobri o que é ter e ser parte de uma família de verdade, tal qual cantam Os Titãs. É ouvir a música e lembrar de quando eu era casada, dos domingos na casa dos sogros, dos sobrinhos, das cunhadas malucas. Foram bons tempos.

A morada do sol
Há três anos, fui morar em Araraquara. A cidade, na minha cabeça, serviria como uma espécie de sanatório para um coração destroçado. Foi lá que eu talvez mais tenha chorado na vida. Vi o quanto as pessoas podem ser egoístas e endureci meu coração o máximo que pude.

Das coisas boas, a morada do sol também me presenteou com alguns bons amigos, que quero ter sempre comigo. Também foi lá que fiz a louca e tal qual um Dom Quixote, resolvi peitar alguns grandes moinhos. Eles ainda estão de pé, assim como eu. Servem para mostrar que dignidade e convicção fazem toda a diferença em nossas vidas.

A cidade também me deu mais sol e calor que qualquer outro lugar do mundo. Me deu também Zé Celso, a Semana de Teatro Luiz Antônio, o Araraquara Rock e os Ramones, além de uma das melhores trepadas da minha vida, com um cara de São Carlos, mas quem se importa?

Pés vermelhos
Daí eu fui para em Tatuí, onde passei uns 20 dias. Fazia de um tudo no jornal local, trabalhava 12 horas por dia e ganhava muito pouco. Não deu pra mim! Apesar de achar a cidade pouco boemia, pra um local que tem como principal atração um Conservatório Musical, a praça era a mais animada das que eu já vi à noite, e eu comi a melhor torta de banana da minha vida, no Café Canção, um lugar adorável.

Foi também em Tatuí que eu conheci a Sara, a melhor dona de pensão para moças de fino trato do mundo. Sábia, divertida, generosa, maluca. Lembro da noite que as duas problemáticas tomaram seus respectivos ansiolíticos da noite e, ao invés de ficarmos calmas, fizemos a louca na casa, atasanando a Adriana, nossa colega de quarto que tinha o cabelo mais comprido que eu já vi na vida. Bem dita seja tu, Tatuí e sua Sara!

Às voltas com os sulistas
Minha última empreitada foi Americana - Santa Bárba d'Oeste (SBO). Fiquei hospedada na casa do amigo Fernando (Uniiiiiiiiii), quem arrumou o trampo pra mim no Diário de SBO (lê-se ESBÓ). A cidade foi a primeira e única fundada por uma mulher - a dona Margarida. No jornal, eu conheci o Chico, fotógrafo bacana das antigas, que trabalhou no Notícias Populares - é claro que eu adorei ele!
Esbó é também a cidade do primeiro carro brasileiro , a Romi-Isetta (Romiseta), cidade natal que Rita Lee nega até a morte; povoada por americanos sulistas - isso dá medo.

Foi em SBO que tive a chance de me sentir num filme do Tarantino, quando Chico e eu fomos fazer uma matéria, num dia infrnal de quente e cruzamos com um boteco, que tocava AC-DC bem alto, enquanto uma coroa, vestida de vermelho e com bota de couro até o joelho jogava sinuca.

Estava tão quente que eu pensei estar alucinando. Pedi pro Chico fotografar a cena, mas ele disse que a gente poderia levar um tiro. Ficou só na lembrança!

Busto de Dona Margarida da Graça Martins está exposto na Praça Central de Santa Bárbara. Foto: Arquivo Histórico Fundação Romi


Em Americana, os grandes lances eram dois: a rotatória "Stop Four" em quatro direções e a Praça Tiradentes.

O prefeito, querendo inovar, criou um sinal de trânsito, escrito em inglês e que não existe nem nos Estados Unidos. Nem adianta explicar, é só olhar a imagem. Quem vem pelas quatro ruas, dá de cara com a rotatória e para. É um "stop" pra todo mundo. Passa quem for o mais corajoso!



Por fim, a Praça Tiradentes, com um gramado impecável, que todos os dias me convidava para dar uma descansadinha deitada na grama. Era bom isso, me deixava feliz, me conectava com Gaia (ai, que riponga) e devolvia minhas energias.

Algumas cidades depois, me vejo novamente em Sampa. Muita gente acha maluquice estas minhas andanças, afinal, a maioria gostaria de estar em São Paulo, mas veja bem: Sampa é a cidade onde nasci, é onde estão minhas raízes, as pessoas e coisas que mais amo, é para onde eu digo que voltarei quando for a hora.



Agora diz ai, se eu não tivesse esta sede de beber o mundo, quantas coisas divertidas, pitorescas, e quantas lições de vida eu não teria perdido? Claro que é cansativo. Às vezes penso que deveria ter nascido feito caramujo: somente com uma mala nas costas, com roupas, livros e CDs, sem cão nem gato, que dão muito trabalho. Não é fácil, minha vida não é fácil, mas eu aprendi a me divertir com tudo isso!

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

A verdade vos libertará

Há pelo menos quatro anos, tautei a palavra Aletheia no braço. Do grego, a palavra significa verdade, ou o que não está escondido.

Fiz esta tatuagem após um momento muito difícil na vida. Tão difícil que, na época, procurei uma monja budista pra conversar. Eu sabia que ela me ouviria sem me julgar. De toda a conversa que tivemos o que ficou e estará para sempre comigo é: por mais que doa, a verdade é sempre melhor que viver em um mundo de ilusão, de devaneios, de o que pode vir a ser, mas não temos certeza. Enfim, o Godot que nunca chega!

Foi dolorido ouvir tudo aquilo, mas depois que aprendi isso, os sofrimentos diminuíram consideravelmente.

Sou verdadeira com o que sinto, com o que faço, com o que penso. Digo o que não está escondido sempre que percebo que isso vai ajudar um amigo a ser mais feliz, mostro a mim mesmo o que não está escondido, quando sinto que isso fará meus dias melhorarem.

Mas sabe o que eu odeio? Eu odeio gente que mente para mim e são mentiras mesquinhas, coisas pequenas que me fariam feliz, mais que isso, que me libertaria. Quer coisa mais generosa do que libertar alguém de qualquer devaneio que nunca acontecerá?

Um exemplo muito simples: alguém disse que me ligaria para conversarmos, provavelmente sobre um futuro que não daria certo. E eu estava preparada para ouvir isso e disse "o compromisso agora está com você, eu não entro mais em contato porque você está promentendo ser homem e falar comigo". Eu cumpri o que prometi. Agora, pergunta se o lazarento teve a decência de dar um simples telefonema pra falar "NÃO ROLA, ME ESQUECE".

Ah, pelo amor de Deus! Isso não é algo tão difícil de fazer. É liberatador para as duas partes, porque eu detesto situação mal resolvida e principalmente porque, até minha mente esquecer por completo, eu sempre vou esperar que ele cumpra com a promessa, me ligue e me dê o pé na bunda como as coisas devem ser. Olha, eu aceito até um torpedo, uma mensagem de e-mail.

É por isso que, cada dia mais, eu creio na frase que, se não me engano, é bíblica e de alguma maneira está presente na maioria das religiões "a verdade vos libertará" e liberdade é uma das melhores coisas nesta vida.

Homens, mulheres, vocês são pessoas ou um bando de pé de couve? A verdade é tudo na nossa vida, é libertária, é libertina, é respeitosa, nos dá alegria, nos mostra o que importa, nos dá foco, coragem. Ser verdadeiro com o outro é mostrar-se disposto a colaborar com a sua felicidade. É um gesto nobre e generoso. É bom demais da conta. Tenta vai, me dispensa, porra!

domingo, fevereiro 06, 2011

Para aqueles que merecem ouvir perdão

Sabe, eu sou umbandista, medium, recebo bahiana, preta velha, meu caboclo, meu boadeiro e claro, o pessoal da esquerda. Minha pomba-gira e meu exu.

Na última vez que trabalhei, uma moça veio falar com minha pomba-gira e pediu a ela algo muito simples: que um homem que a magoou lhe pedisse perdão. É justo não é? Eu pouco lembro das conversas que tenho com as pessoas, quando estou incorporada, mas alguns pedidos não me saem da cabeça, como se fosse obrigação minha e do guia atender ao pedido da pessoa.

Engraçado é que agora, eu também me vejo querendo o perdão de alguém. Apenas por ele ter sido leviado, ter mentido, ter fingido interesse. Então, eu resolvi publicar uma oração para aqueles que possuem fé. Peçam às pombas-giras que elas deem o perdão que vocês merecem. Não se pede pra amarrar ninguém, onde eu fui feita umbadista, mas perdão é algo que nos liberta, que nos faz segur enfrente, com a força da justiça ao nosso lado.

Aos que jugam que merecem algum pedido de desculpa, façam com fé e com o coração. Troque as iniciais e ore com fé.

ORAÇÃO

Senhor! Que T.C.N. nesse momento esteja pensando em mim E.S.S. arrependida de tudo que me fez querendo a todo custo me pedir perdão arrependido de tudo que me fez , querendo me ver , me pedir perdão e que em sua mente só tenha a minha presença que T.C.N. me procure ainda hoje para me pedir perdão arrependida de tudo que me fez...Assim seja! Minha Rainha Pomba Gira Maria Padilha, Rainha das sete Encruzilhadas, peço assim: vá ONDE T.C.N. estiver e faça com que ela não descanse enquanto não falar comigo E.S.S., pelos poderes da terra, pela presença do fogo, pela inspiração do ar, pelas virtudes das águas, invoco as 13 almas Benditas. Pela força dos corações sagrados e das lágrimas derramadas por amor, para que se dirija até onde T.C.N. estiver nesse momento, e traga seu espírito até mim E.S.S., implorando o meu perdão. Que T.C.N. queira falar comigo implorando o meu perdão... Que T.C.N. Salve Pomba Gira Maria Padilha, Rainha das sete Encruzilhadas, te peço assim: Gira, vai mulher gira, gira ao meu favor, gira ao meu favor e traga T.C.N. pra mim .E pedido assim: Ar move, fogo transforma, água forma, terra cura, e vai girando, e a roda vai girando, vai trazer para mim E.S.S.a T.C.N.arrependida implorando o meu perdão. Que T.C.N. não consiga viver em paz enquanto não me pedir perdão. Que T.C.N. não consiga parar de pensar em mim E.S.S.e sentir remorso por tudo que me fez. Assim seja, assim será, assim está feito. Salve Pomba Gira, Salve Sete Saias. Salve suas irmãs, Maria Mulambo, Maria Padilha Arrepiada, e todas as outras da Falange. Salvem Sete Saias, minha boa amiga, mulher de Sete Exus, defensora de todos os seres. Salve Sete Saias, minha boa e gloriosa princesa, conheço a tua força e o teu poder, te peço atenda o meu pedido. Que T.C.N. não durma e não descanse enquanto não pedir perdão... Faça Maria Padilha Rainha da sete encruzilhadas com que T.C.N. sinta remorso por tudo que me fez. Pelos Sete Exus que acompanham seus passos, rogo e suplico que T.C.N. venha implorando o meu perdão. Agradeço por estar trabalhando ao meu favor e vou divulgar seu nome em troca desse pedido minha gloriosa pomba gira. Maria Padilha traga T.C.N. implorando o meu perdão ainda hoje. Ainda que T.C.N. resista, que com seu poder Maria Padilha, rainha das sete encruzilhadas sopre o meu nome E.S.S. no ouvido de T.C.N para que ela me procure logo arrependida de tudo que me fez. Que T.C.N. não consiga ter paz enquanto não me pedir perdão... Que venha feito uma cobra rastejante, humilde e mansa, que venha dizendo que quer o meu perdão e assim possamos ter um bom convívio. Assim seja e assim será! Eu profetizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, que T.C.N. virá correndo atrás de mim E.S.S., arrependida o mais rápido possível pedindo para ficarmos de bem. Confio no poder das falanges da Pomba Gira, Rainha das sete Encruzilhadas, cada vez que for lida essa oração, mais forte ela se fará, estarei publicando está oração como oferenda, pedindo que me conceda o pedido de fazer com que T.C.N. se arrependa de tudo que me fez e venha depressa implorar o meu perdão. Sei que os Espíritos da Falange da Pomba Gira já estão soprando o meu nome E.S.S. no ouvido de T.C.N. e ela não conseguirá fazer nada se não falar comigo e não terá um minuto de paz. Confio no poder das Sete Encruzilhadas, e vou continuar divulgando essa oração poderosa. Que assim seja, assim será e assim está feito. Publique e terá uma surpresa!

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Mais uma primavera

Hoje, ou melhor, nesta terça-feira, completei 32 aninhos. Foram anos intensos, como são os anos de qualquer pessoa! Não vou me gabar dizendo o quanto eu me acho foda - eu sou foda, meu terapeuta me deu isso e ninguém me tira.
Nestes 32 anos aqui na Terra, entre belíssimas coreografias de ballet e grandes tropeços, eu quero agradecer.
Quero agradecer aos meus orixás. Quero agradecer por sentir o calor do sol, a chuva fria, o vento gelado, a cachoeira que estremece a alma, as ondas do mar batendo no meu corpo e fazendo eu perder o chão da areia que se vai. É muito bom estar aqui, porque existe uva, vinho, beijo na boca, abraço apertado, trepadas inesquecíveis e boas gozadas.
É bom estar aqui, porque fazem pijamas fofos, meias coloridas, lanjeries lindas, deliciosos bolos de prestígio, azeite extravirgem e pizza.
É muito legal estar aqui porque estou construindo uma história, tenho o que falar, tenho pelo o que rir e pelo o que chorar.
É bom estar aqui pelos homens que me fizeram feliz, pelos homens que me fizeram mulher (adoro esta divisão de homens) e pelos homens que foram canalhas comigo e me ensinaram a ser tão desprendida!
Agradeço pelas oportunidades que tive de tentar ser uma pessoa melhor, pelos bons amigos, por ter uma família, que seja de sangue, ou escolhida, está sempre ao meu lado quando preciso!

OBRIGADA POR ME TRAZER ATÉ AQUI

sexta-feira, janeiro 28, 2011

Como uma pedra que rola

Talvez não seja a primeira vez que uso a música do Bob Dylan pra dizer como me sinto por aqui. Tenho certeza que já fiz isso antes. Porém, como diz de maneira extremamente cruel e verdadeira a vida "é o eterno retorno do mesmo". Não tenho dúvidas de que andamos em círculos constantemente.

Então, cá estou, novamente perdida, em uma nova cidade, sozinha e tendo que escolher entre fazer o que gosto, ou deixar minha mãe sozinha em um momento que sei o quanto preciso estar do lado dela.

Este dilema sempre me perseguiu. Foi quando eu me mudei para Bauru, para estudar; foi assim quando eu saí de casa pra morar com o primeiro namorado; foi assim quando me mudei para Araraquara. Mas em nenhum destes episódios eu senti tanto por deixar minha mãe. Sinto que ela precisa tanto de mim e talvez, verdade seja dita, eu também quero estar perto dela.

Mas dinheiro não dá em árvore, nem emprego e eu gosto de escrever, e eu adoro uma redação cheia de gente louca, e eu adoro ver o trabalho impresso depois e é a única coisa que eu sei fazer na vida e não tem outra coisa que eu queira.

E é nesta hora que o som toca alto na minha cabeça:

"How does it feel
How does it feel
To be on your own
With no direction home
A complete unknown
Just like a rolling stone?"

Eu não sei como devo aproveitar o momento: agradecer por poder fazer o que gosto, ou me ver novamente sozinha, tendo que reconstruir mais um lar, em meio a tantos já perdidos. Estou alegre, estou triste, estou apenas deixando a coisa toda rolar!


Obs: O Uni, meu amigo irmão que descolou o emprego pra mim, acabou de me dar o livro "On The Road", do Jack Kerouak. Na capa, uma declaração de Dylan - "Este livro mudou a minha vida". Bem apropriado para o momento, não? Fazia tempo que eu queria ler este Kerouak, vou fazê-lo agora, com a licença de quem ainda passa aqui pra ler!

quarta-feira, janeiro 26, 2011

Sob supervisão

Psicoterapia: tratamento de distúrbios ou doenças psicológicas por meio da discussão dos problemas do paciente, da sugestão, tranquilização etc, sem recorrer a medicamentos.

Hoje eu voltei ao meu primeiro terapeuta, estava precisada, muito precisada. Me fez lembrar de muitas coisas, desde a ida para Araraquara, até o meu retorno, agora, completamente sem forças e sem acreditar em nada.

Em meio às dores todas ditas ali, de uma vez, algumas coisas boas vieram a minha cabeça.

Mo final das contas, eu sou corajosa. Fiz muita coisa na minha vida sozinha, sem o apoio de ninguém, por minha própria conta e risco. Me dei bem, me dei mal, mas, se o caminho é meu, sou eu que tenho que caminhá-lo, certo?

Outra coisa que eu não tinha, quando comecei a terapia, e hoje é completamente diferente. Eu tenho amor próprio e é muito bom a gente se gostar, porque percebemos o que nos faz bem, o que nos fal mal e optamos pelo primeiro. Afinal, até que se prove o contrário, eu só passarei por aqui uma vez, então, se a pessoa tem algo de bom pra me dizer, ou fazer por mim, não tem que perder a oportunidade. É agora ou nunca!

Terceiro e último, eu sou uma pessoa autêntica e a merda do sistema odeia pessoas assim. Já pensei várias vezes que eu deveria me enquadrar mais, ter uma atitude mais pacata, mas não dá. A gente tem que ser sincero com nós mesmos para poder ter o mínimo de felicidade. Então, eu vou continuar falando o que penso, vestindo as roupas que eu gosto, me apaixonando em hora inapropriada, porque apesar de desejar muito a racionalidade, eu sou extremamente passional e é assim, sentindo o sangue pulsar nas minhas veias, que eu gosto de viver!

Porque o amor não escolhe hora, mas deveria...

Eu fugi! Confesso que me interessei demais por uma pessoa e, num momento de cagaço, aliado ao fato de ele também não ter ajudado muito, eu fugi. Me acovardei e eu NÃO faço isso facilmente.

Fugi porque ele parecia perfeito, porque ele tem o tipo de conversa que eu gosto, porque tem um sorriso lindo e um beijo encantador. Fugi porque este tipo de coisa vicia rápido, faz a gente querer mais o tempo todo e ele não está pronto pra isso. E se eu tenho medo, também não estou pronto, mas eu queria estar.

Então a estratégia é esta: apagar os vestígios, não ligar mais - eu liguei duas vezes e ele não estava disponível. Pior que eu entendo, quando estou mal, nem sempre quero falar. Mas não gosto de questões mal resolvidas. Quando depende de mim, todas os pontos finais são colocados em seus devidos lugares, para que eu possa continuar a caminhar em paz, sossegada, feliz!

Já não está mais comigo. E se tudo o que pensei, senti, desejei foram apenas coisas boas, que eu cosiga me desligar disso também com uma lembrança boa, a lembrança de que apesar de todas as pedras, ainda existe amor para eu dar. Só falta encontrar quem queira!

Esta é minha despedida pra você, punk da periferia! Foi bom me sentir viva deste jeito, como há muito tempo não me sentia.

sexta-feira, janeiro 21, 2011

A Minha Maria Alice Vergueiro X A Minha Macabéa

Eu gosto de horóscopo. Eu leio todos os dias. Eu também vou a cartomantes; rituais xamânicos; retiros budistas; sou umbandista, acredito na força dos orixás; tomo florais, quando tenho dinheiro. Enfim, eu tenho ser um ser humano melhor, simplesmente porque eu acho que posso sê-lo. Então, eu faço tudo isso porque eu sou meio hipponga, aquariana, e por natureza, avessa a práticas tradicionais de encontrar Deus, paz interior, serenidade etc.

Hoje, comecei a manhã fazendo planos para os próximos dias e, como de praxe, fui ler meu horóscopo. Achei que passaria raiva, afinal, estou em meu inferno astral, MAS não. Olha só o que diz.

"Há, neste período, uma espécie de "desacordo" entre cabeça e coração. A razão determina um caminho, mas o emocional quer outra coisa. Não chega a ser nada grave, Luciana (mentira, é grave), mas tão somente um momento de indefinições temporárias e de acentuação de contradições. As escolhas mais adequadas ficarão mais claras ao final deste período (29/1 - dois dias antes do meu aniversário), por isso até lá não se preocupe tanto em tomar atitudes. Deixe a coisa cozinhando dentro de você, até que a certeza se manifeste".

Eu quase chorei de emoção. Porque de fato, sinto a minha cabeça na lua e meus pés dentro de um riacho que corre sabe-se lá pra onde. E eu sempre odiei isso. Eu sempre fico péssima quando a minha racionalidade desbunda e começa a brigar com as minhas emoções. Eu queria ter ou uma coisa, ou outra, as duas coisas juntas não dá.

Eu fico em pânico. E apesar de acreditar em tudo o que eu disse e tentar ser uma pessoa melhor, quando estou dispirocada deste jeito eu só sofro. E eu odeio sofrimento, afinal, aprendi no Budismo que nós estamos aqui para sermos felizes. Não é fácil, MAS eu tento.

O problema maior disso tudo é que eu me sinto cansada, sem energia, pertubada, insegura eEU NÃO SOU ASSIM! Eu sou uma pesssoa analisada o que me serviu pra duas coisas: me tornar a pessoa mais corajosa e livre que conheço e ter um cadinho de autoestima.

Ai, eu entro numas de misturar o lance das virtudes gregas versus as paixões que tiram a nossa razão. Um adendo: eu sou completamente a favor da razão, mas quando em crise, as malditas paixões me dominam com uma facilidade impressionante. Ai, tá muito confuso?

Bom, pra facilitar: eu me sinto dentro da história de "Jekyll & Hyde - O Médico e o Monstro", de Robert Louis Stevenson, só que numa versão mais tupiniquim, ou mais tropicália. Eu sinto que sou a Maria Alice Vergueiro, dando um tapa na pantera sem pudor nenhum e, de uma hora para a outra, me transformo na acanhada Macabéa. Aliás, se eu tivesse que personificar meu diagnóstico de bipolaridade, esta seria a imagem:

MINHAS DUAS FACETAS

Diante das previsões para os próximos dias e minha incoerência psíquica do momento, resolvi me isolar do mundo. Na verdade, eu queria ficar fora por uns dez anos, mas como querer não é poder, me isolarei até a metade da semana que vem, pelo menos. Vou deixar as coisas cozinharem dentro de mim pra ver se me fortaleço, ou se me jogo na lama do fundo do poço de vez!

De todo este dramalhão que me é peculiar, a única coisa que eu espero é me sentir melhor e um pouco mais equilibrada Eu preciso!

quinta-feira, janeiro 20, 2011

Eu estou fora de ordem...

Gente, fudeu! Eu preciso ser monitorada urgentemente, ou seja, preciso voltar à terapia. Já está marcada para quarta-feira. Enquanto isso, vou ao Inferno amanhã, depois vou a Araraquara, porque haverá trabalho na mata - eu virei umbandista e eu preciso ir até lá neste domingo! Na volta, paro em Americana para ver meu querido amigo Uni, que sempre fala a coisa certa, que eu preciso escutar!

Por exemplo? Por exemplo, ontem eu bebi demais da conta, tinha saído com um punk que é a minha cara - diz ai, eu sair com um punk não é a minha cara? - e eu dei. Eu dei mesmo no primeiro encontro. Dei, eu queria, estava com vontade, não é a primeira vez que faço isso. Aí, hoje, eu acordei mal porque, na verdade, dar estando bêbada, não é uma boa idéia. Ainda mais para alguém que é bipolar e toma remédios controlados.

Conclusão: serotonina baixa, raiva por não ter segurado a periquita - eu queria aproveitar mais - angústia, taquicardia, pânico, raiva porque eu não arrumo o emprego com dignidade - só arrumo aqueles que não oferecem isso. Enfim, um dia péssimo.

Ai, meu amigo Uni me liga e me diz que se está tudo uma merda, pelo menos eu dei e me diverti. "Antes o punk que a terra". Digam, não é maravilhoso ter um amigo como este? O dia até ficou mais iluminado.

Ai, eu me animei, liguei para o meu ex terapeuta, Joel Katz, marquei consulta; depois um outro amigo, Hermes Canuto me ligou pra dizer que a namorada está surtada a ponto de se enternar. Fiquei feliz, antes ela do que eu!

E assim é! Eu estou me sentindo completamente fora de ordem, mas poderia ser pior. Eu poderia morar numa área de risco, poderia ter batido as botas na região serrana do Rio, poderia estar em um subemprego, mas ainda mantenho minha dignidade em relação a isso, e com ressaca moral, ou não, ainda tem quem me coma! Vou reclamar de que, não é mesmo?

sexta-feira, janeiro 14, 2011

Eu quero viver minha depressão em paz

Oi, pessoas que, mesmo comigo não escrevendo há tempos, ainda me mandam notícias.

Espero que todos tenham começado o ano de maneira maravilhosa. O meu tá uma bosta, eu achei que ano novo, década nova, tudo de bom aconteceria num passe de mágica. Não, não é assim!

As novidades, bom, a coisa que mais roguei a Deus que não acontecesse, aconteceu. Voltei a morar com a minha mãe e irmão. Mais especificamente com o último, que é um maconheiro sujo, que se entope de farinha de maracujá, de berinjela e quinoa, mas no final das contas é um grosso!

Estou sem emprego, quer dizer, arrumei dois aqui em Sampa, mas como eles pagavam uma miséria, desisti. Ainda me resta um pouco de dignidade na vida e eu não trabalho em lugares onde eu não possa pagar minhas próprias contas!

Acontece que da fase bipolar, atualmente me encontro deprimida. Sim, porque eu acordo, mando currículos, troco a areia do gato, recolho as bostas dos cachorros, limpo o quintal, e este ciclo se repete pelo menos mais duas vezes por dia, desde a manhã até o anoitecer.

Quem não estaria depressiva com isso? Heim? Mas o que acontece? Estou na casa de minha mães, que apesar de vir pra cá somente na folga, me monitora de longe.

Liga pra saber se eu tomei café! Gente, eu não tomo café quando estou ruim! Liga pra saber se eu já levantei. Gente, eu nem tomaria banho, se tivesse escolha nesta fase. Isso se chama inibição psicomotora. Minha melhor amiga, quando estou deprimida é a cama, mas NINGUÉM ENTENDE ISSO.

E outra, tá todo mundo morrendo afogado por ai, fala-me o favor. Eu não consigo ser feliz com isso. Sem emprego, recolhendo bosta, o irmão falando que eu estou parasitando - ele me paga por isso. Cara, eu sinto muita falta de morar sozinha e poder curtir minhas insanidades do jeito que EU quero. Afinal, elas são minhas, não são?

Mas tudo bem, levantei, vou fazer tudo o que eu disse, tomarei um banho doloroso e tentarei me arrastar para qualquer lugar para que minha mãe fique feliz em saber que eu saí, que eu reagi, que eu saltei da cama.

Se eu encontrar alguma enchente no meio do caminho, juro que me jogo, heim?

domingo, junho 13, 2010

Notícias do fronte

Faz tempo. Claro que faz tempo. Muitas coisas diferentes, muitas lições aprendidas, muitos afetos e desafetos.
Estou com saudades de escrever coisinhas por aqui. Desabafar, xingar, falar de minhas dúvidas, angústias e incertezas, sempre com uma boa dose de ironia de mim mesma, porque é ai que mora a graça.
Bom, fiz uma cirurgia no útero, saí do jornal, comecei a trabalhar para uma candidata a deputada federal, chamada Edna Martins - votem nela para eu chegar em Brasília, comprei um labrador insano, estou namorando e tentando viver com um homem ruivo - os ruivos não são fáceis - comprei uma moto e estou pensando em prestar concursos públicos!
Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, concursos públicos? Eu sempre disse que se começasse a prestar concursos podiam me enterrar!
No último post, eu tinha me perguntado onde teria ido a heroína que existia dentro de mim. Talvez a retomada deste blog dedique-se a esta busca, este reencontro comigo mesma. Um pedacinho de mim, que eu gosto muito, mas que o cotidiano tem feito se perder.
Vamos que vamos, afinal, este final de semana, aprendi uma regra de ouro chamada "Lei dos Dois Pés": se você não está nem contribuindo nem aprendendo, use seus dois pés e vá para outro lugar". Eu sempre me movi, mas há tempos esqueci como faz para colocar uma pisada depois da outra. Quem sabe eu reaprendo?

sexta-feira, novembro 13, 2009

Saudades do meu cantinho

Olha, eu ainda me surpreendo com comentários que recebo sobre o que escrevi neste blog, há muito sem atualização.
Sei lá, acho que foram tempos férteis da minha cabecinha insana, momento de crise faz a gente pensar em muitas coisas e, no meu caso, escrever sobre elas.
Hoje, minha vida está bem desinteressante, eu confesso. Quer dizer, teve coisas bem intensas que aconteceram, mas a emoção delas já se foi.
Estou morando em Araraquara, vim parar aqui, fugindo de uma frustração amorosa.
Trabalho em um jornal diário, convivo com pessoas muito queridas e outras nem tanto. Nada diferente do que qualquer mortal. E quando tenho uma super aventura, ela se resume a fazer um bolo de chocolate que não queime no fundo, nem entorne.
Gente, que medo. Onde foi que eu perdi a heroína que vivia dentro de mim?
Vou tentar recuperá-la e, claro, vou tentar postar de novo por aqui. Impressões sobre o cotidianos que de todo mundo é sempre muito interessante, se a gente fizer um esforço e olhar com atenção.

segunda-feira, setembro 08, 2008

Desencanto


Quando te conheci, juro que não estava esperando nada e de repente, as coisas caminharam rápido demais. Só que, como já havia acontecido uma vez no passado, você não estava sozinho e o passado não se muda, o máximo que podemos fazer com ele é aprender. Eu poderia ter feito diferente, poderia ter optado por não me envolver, mas já não dava mais tempo, então eu resolvi pressionar e você quase partiu, mas neste quase, você me desencantou e foi triste, vazio que já senti antes, vontade de ter aqueles instantes de alegria todos pra mim e pra sempre, pra sempre. Quando dormi com você, quando te beijei, quando ouvi música e dei risada ao seu lado, pela primeira vez senti que poderia passar o resto da vida fazendo isso com uma pessoa, fazendo isso com você, mas é preciso ser firme nas decisões que se toma, não? Eu escolhi ser feliz, aprender com o passado e fazer tudo diferente. Escolher o novos, novos caminhos, novas oportunidades que me levem a lugares que nunca estive, porque por onde eu já passei não foi legal, foi triste e tristeza não combina comigo. Estou desencantando de você, passa, passa bem rápido, eu sei, e ficam as coisas boas e a oportunidade que me deu de fazer diferente, de ousar, de correr atrás da minha felicidade, que deve estar por ai, por onde ainda não passei...

quinta-feira, julho 31, 2008

Tô tão sei lá


Quero voltar a escrever, com disciplina, com vontade, com o prazer que só este ato é capaz de me dar, algo quase espiritual!

Não sei se consigo, as sensações parecem estar todas anestesiadas aqui dentro e sem sentir é impossível poder dizer algo que o valha. Uma vida tranqüila demais, com as coisas todas acontecendo a seu tempo? Era isso mesmo o que eu buscava? A paz? E onde eu coloco a minha vontade de ir pra rua e beber a porra da tempestade?

Gosto do calor, mas...


Gosto do calor e há sete meses vivo em uma cidade quente, mas... tenho sentido muita falta do frio, de ar fresco, de vento, de ter gosto em passar um domingo inteiro enrolada na mantinha, vendo filme, levantando somente pra preparar aquele chocolate quente e perceber que a vida também pode ser muito bem apreciada com momentos simplesinhos como estes! Sinto saudades do inverno...

quinta-feira, junho 19, 2008

Araraquara, Morada do Sol


Estou passando por uma fase em que não tenho nada a dizer, porque nada acontece e quando acontece, eu não acho realmente muito significativo.
Por hora posso dizer que pela primeira vez eu não sei quanto tempo posso ficar aqui, pode ser um ano, pode ser dez, pode ser a vida inteira. Estranho, bem estranho, porque eu sempre sei qual o meu tempo de duração em cada lugar. Não gosto de raízes, eu tenho medo de me ficar em qualquer lugar, porque gosto da sensação de movimento acima de qualquer coisa.
Então, enquanto me debulho em incertezas, curto o céu predominantemente azul, a lua cheia que me toma inteira, o calor que aquece cada um dos meus poros e me faz sentir extremamente feliz.
Vou cantar numa banda, primeiro ensaio acontece neste domingo, estou trabalhando num centro de umbanda, vou recomeçar os estudos budistas, descobri que o mundo tem dois mil habitantes e o resto é figuração, os pobres são os que realmente sabem trepar, odeio o passado - esta coisa que vai se acumulando, eu tenho pressa e quase ninguém consegue me acompanhar, isso incomoda, mas me faz treinar paciência. Não tenho mais medo de nada, encaro tudo com tudo de bom e de ruim que possa acontecer, estou totalmente aberta para viver!

terça-feira, março 11, 2008

Um pouco menos de realidade, por favor


Às vezes, realidade demais machuca muito. Então resolvi me dar o direito de desejar coisas que hoje parecem quase impossíveis como me sentir realmente viva por estar feliz demais e não porque coisas doloridas estão acontecendo. Quero que tirem meus pés do chão, que fazer com que percam os sentidos, como se o tempo parasse. Quero poder amar, quero que me amem de um jeito que me baste. Quero me estirar na areia, olhar o horizonte até que céu e mar se confundam, até eu encontrar a minha paz, a paz que preciso para não parecer que estou deixando de viver a vida da melhor maneira que consigo. Quero chorar até que não restem mais lágrimas. Quero alguém que segure minha mão quando eu estiver sozinha no escuro. Quero alguém que me leve e me revele...