sexta-feira, junho 15, 2007

A beleza salvará o mundo


Para Dostoiévski, a beleza poderia salvar o mundo! Salvar o mundo de quê? Fiquei pensando nas pessoas que são grosseiras a troco de nada; nas que insistem em entrar no vagão do metrô antes que as pessoas desçam - é preciso um mínimo de ordem, porra; em qum grita com uma criança quando ela faz qualquer pergunta que para um adulto pode até ser boba, mas para ela representa todo um mundo de descobertas e possibilidades; pensei no marido que bate na mulher; na mulher que não tem com quem contar para larga o salafra espancador; criança abandonado, no tráfico, cheirando cola; morrendo cedo, muito cedo!

Então comecei a pensar que em meio a tudo isso há dias como os de hoje, céu azul, sol, vento fresco, típico de outono; pensei nas vozes da molecada que estuda na escola em frente de meu apartamento - como gritam - quanta energia, quanto Eros em casa uma delas; então eu penso no prazer que é quando você simplesmente faz a coisa certa; no elogio de seu professor preferido; no cara que você mal trocou meia dúzias de palavras durante um ano e de repente é ele quem te dá uma das melhores noites da tua vida; penso num beijo bem dado; em pessoas trepando com vontade, sem medo de ser feliz e daí? Daí que Dostoiévski tem razão, só a beleza salvará o mundo porque quando se para e pensa sobre o que é bonito na vida, é impossível ser grosseiro, fechar os olhos aos horrores que são cometidos ao nosso redor, só pode se querer sair por aí e dar amor!

É, acho que um dos filmes do final de semana será Hair!

Aquarius - Hair

When the moon is in the Seventh House
And Jupiter aligns with Mars
Then peace will guide the planets
And love will steer the stars
This is the dawning of the age of Aquarius
The age of Aquarius
Aquarius! Aquarius!
Harmony and understanding
Sympathy and trust abounding
No more falsehoods or derisions
Golding living dreams of visions
Mystic crystal revalation
And the mind's true liberation
Aquarius!Aquarius!
When the moon is in the Seventh House
And Jupiter aligns with Mars
Then peace will guide the planets
And love will steer the stars
This is the dawning of the age of Aquarius
The age of Aquarius
Aquarius!Aquarius!
Harmony and understanding
Sympathy and trust abounding
No more falsehoods or derisions
Golding living dreams of visions
Mystic crystal revalation
And the mind's true liberation
Aquarius!Aquarius!

terça-feira, junho 12, 2007

O mundo e seu maravilhoso caos


De repente você se vê sem dinheiro, tendo que ameaçar a gerente de seu banco a não cortar seu limite ou você corta os pulsos, doente, com febre e sem ninguém para te mimar - mimo é o mínimo que uma mulher precisa para se sentir bem-quista. Mas aí você começa a perceber mais de uma pessoa te olhando de um jeito diferente, você conclui que a febre deve ter acabado com os neurônios responsáveis pela sensatez, se é que existe isso! O bonitão fala que gostou de você e o bonitinho do sorriso lindo te dá um beijo, enquanto isso, o garotinho que você nunca havia dado trela te rouba um beijo na maior cara de pau e você pensa "deve ser a Parada Gay" não é possível!

Aí, você recebe duas propostas de emprego e dois freelas, todos para começar ou entregar na próxima segunda-feira. Você desacredita, mesmo assim aceita porque antes todas as mãos ocupadas que vazias. Então, você tem uma desinteria nervosa, percebe que seu cabelo está caindo demais, mas, porra, você tem opções, todas de uma vez, mas ainda assim são opções. Agora vem a pergunta que não quer calar "o universo nunca ouviu falar em um passo de cada vez"?

Tudo bem, assim também é gostoso!

quinta-feira, junho 07, 2007

Devaneios entre Freud e uma Alice desesperada

Coisas estranhas também acontecem com os psicanalistas e mesmo Freud sendo que é, não poderia fugir à regra. Certa tarde, uma Alice com os cabelos desgrenhados, rosto vermelho e lágrimas nos olhos adentra seu consultório, deita no divã e espera a pergunta...

Freud: o que houve?

Alice: perguntei ao coelho se ele me beijaria...

Freud: qual foi a resposta?

Alice: o sim mais seguro que já ouvi em minha vida.

Freud: e então?

Alice: pensei que somente o sim seria suficiente. Eu conhecia a resposta, mas queria ouvi-la. eu ouvi e quis mais, eu quis muito mais, mas ir até o final seria minha desgraça!

Freud: de onde vem tanta certeza?

Alice: de que ele não pertence ao meu mundo, nunca estaria comigo por inteiro e perder alguém que, por um certo tempo, fez eu me sentir alguém muito especial, mas que isso, dizer não foi muito difícil.

Freud: foi a melhor decisão?

Alice: ainda desejo, ainda quero, ainda fantasio, mas pela primeira vez permiti a mim mesma dizer não, porque dizer sim seria minha mais nova perdição, a repetição de algo que prometi a mim mesma não fazer mais, mas eu queria tanto.

Freud: então você conseguiu...

Alice: digo a mim mesma que sim, mas não me convenço. Porque acho que não lutei pelo que queria, mas o que eu queria não me faria bem. Ele é apenas o coelho correndo contra o tempo. E eu? Eu sou sua madame, seu brinquedo...

Freud: o que quer provar, Alice?

Alice: o que quero entender é a pergunta! Por que nos sentimos na obrigação de viver sempre no limite, intensamente, arriscando, mostrando aos outros e a você mesmo que tem poder? Por que a brisa suave não pode ser o caminho escolhido? Por que parecemos meio bobos quando escolhemos o caminho tranquilo? Quando escolhemos a proteção?

Freud: intensidade demais pode causar ataques cardíacos...

Alice: ufa, me livrei de uma!

sexta-feira, junho 01, 2007

Sexta-feira com Amélie Poulain

Sexta-feira, a cabeça ainda gira, o mal-estar é o suficiente para me impedir de pensar qua a partir de segunda-feira será a primeira vez, em seis anos, que não terei um emprego fixo. Espero o maldito montador do armário de cozinha chegar e ele nada, coloco o dvd da Amélie Poulain e tudo parece mais lindo do que nunca, enquanto isso, meu estômago avisa que existe e não há nada decente para comer. Os reflexos estão lentos, quero ser Amélie Poulain somente hoje, mas não sei, talvez ainda esteja bêbada demais para isso...

quinta-feira, maio 31, 2007

Desejos e uma garrafa de Lambrusco

E o ciclo se encerra, e com ele vai-se também metade de meus neurônios. Uma garrafa de Lambrusco entornada numa noite fria, permeada por desejo de simplesmente ser quem você é! Mas quem você é? Você é a pessoa que quer voltar a amar, você é a pessoa que quer tocá-lo, você é a pessoa que fica enebriada pelo seu belo sorriso, você é a pessoa que se contenta em saber que ele lhe daria um beijo, caso você pedisse, mas que poderia perfeitamente ir embora para sempre, sem jamais tê-lo, mas contente em saber que o teria, caso tivesse pedido! Você é a pessoa que quer arriscar, que quer perguntar "você me daria um beijo de despedida"? Você é a pessoa que quer ousar, mas que está cansada de correr atrás do mundo. Por que, ao menos uma vez na vida, o mundo, com seu maravilhoso sorriso, não pode correr atrás de você? Por quê? Porque é a única coisa que não sai de sua cabeça, enquanto ela gira, embebecida em um velho vinho, completamente embriaga de amor! Amor? Não, isso é apenas desejo! Por que é tão difícil não arriscar, não tentar se entregar ao que se sente? Medo de ser rejeitada? Às favas com a rejeição. Amanhã, saio de lá com a resposta que quero e mudo meu nome, se não conseguir isso. Um beijo? Um beijo seria mais do que peço aqui. Eu só quero a resposta: sim ou não e nada mais importa!
A Baco, ao deus que soube como ninguém honrar a própria existência!

quarta-feira, maio 23, 2007

Momento de sinceridade

Vou contar algo que só disse ao meu terapeuta: as pessoas têm me dado um sono incrível. Elas começam a falar mal dos outros e desejar o mal para os outros, sentem-se o umbigo do mundo, reclamam sobre o quanto a vida está uma merda, mas elas são incapazes de mover uma palha para modificar isso etc. Começo a ouvir toda esta ladainha e sinto, aos poucos, meu corpo deixando o ambiente, eu passo por vários lugares, geralmente praias desertas com um sol maravilhoso, um calor agradável e um mar azul incrível. Não resisto, caminho até ele e simplemente me deixo levar por suas ondas, seu movimento me embala e conforta. Olha, eu acho mesmo que durmo!

Carta aberta aos homens por Xico Sá


Ontem foi dia de ginecologista. Não, não estou com fungos, mulher depois que trepa se fode literalmente. Todos os anos temos que fazer uma porrada de exames, afinal, temos útero, ovários, trompas etc.

Chego no consultório e o ginecologista hipongo que insiste em me convencer a ter um filho pergunta se estou namorando. Eu respondo que não. Ele pergunta o motivo e eu digo que todos os homens que valem a pena são gays ou casados. Ele diz que é uma reclamação legítima, eu não sou a primeira pessoa a dizer isso. Penso mais um pouco e digo que os que não são gays, nem casados são frouxos. Ele não responde! Saio de lá com a lista de exames de praxe e uma receitinha de remédio para TPM porque há 15 dias da coisa, eu já estou alucinada. Ele receita a vitamina porque tem pena dos homens. Ah, o humor judeu!

Minutos depois, encontro um amigo do Movimento Humanista e me pego com a mesma conversa, só que este é casado com uma boliviana que está morando na Bolívia. Prático, não? Ai, vale o questionamento: os casados são ousados, ou são ousados porque são casados?

Chego em casa, pensando no maldito casado do trabalho que está no processo de me dar linha pra depois me abandonar. Nos vai e volta, no pouco tempo que tenho para decidir se cago ou libero a privada e em meio a estes devaneios, leio o blog do Xico Sá e descubro que ainda há homens que sim, honram as calças que vestem. Leiam, divulguem e aprendam!

Carta aberta aos homens por ele, Xico Sá

Amigas, peço a devida licença para me dirigir exclusivamente aos meus semelhantes de sexo, esses moços, pobres moços, neste panfleto testosteronizado. Sim, amigas, esses seres que andam tão assustados, fracos e medrosos, beirando a covardia amorosa de fato e de direito.

Destemidas fêmeas, caso notem que eles não leram, não estão nem ai para a nossa carta aberta, recortem e colem nas geladeiras , tirem uma cópia e preguem no banheiro, na mesa do computador, na cabeceira, deixem esta crônica grudada na tv, mas não antes do futebol, pois há o risco de simplesmente ser ignorada, enfim, me ajudem para que esta minha carta aberta aos rapazes chegue, de alguma forma, ao alcance deles.

Amigos, chega dessa pasmaceira, chega dessa eterna covardia amorosa. Amigos, se vocês soubessem o que elas andam falando por ai. Horrores ao nosso respeito. O pior é que elas estão cobertas de razão como umas Marias Antonietas cobertas de longos e impenetráveis vestidos.

Cabróns, estamos sendo tachados simplesmente de frouxos, medrosos, ensaios de macho, rascunhos de homens, além de tolos, como quase sempre somos.

Prestem atenção, amigos, faz sentido o que elas dizem. A maioria de nós anda correndo delas diante do menor sinal de vínculo, diante da menor intimidade, logo após a primeira ou segunda manhã de sexo. O que é isso companheiros? Fugir à melhor das lutas? Nem vou falar na clássica falta de educação do dia seguinte.Ora, mandem nem que seja uma mensagem de texto delicada, seus preguiçosos, seus ordinários. O que custa um telefonema gentil, queiramos ou não dar seqüência à historia?!

Amigos, estamos errados quando pensamos que elas querem urgentemente nos levar ao altar ou juntar os trapos urgentemente. Nos enganamos. Erramos feio. Em muitas vezes, elas querem apenas o que nós também queremos: uma bela noite, ora direis, ouvir estrelas!

Por que praticamente exigimos uma segunda chance apenas quando falhamos, quando brochamos, algo demasiadamente humano? Ah, eis o ego do macho, o macho ferido por não ter sido o garanhão que se imagina na cama.

Sim, muitas querem um bom relacionamento, uma história com laços afetivos. Primeiro que esse desejo é legítimo, lindo, está longe de ser um crime, e além do mais pode ser ótimo para todos nós. Enquanto permanecermos com esse medinho de homem, nesse eterno e repetido “estou confuso” –“eu tô cafuso”, como dizia Didi Mocó!-, a vida passa e perdemos mil oportunidades de viver, no mínimo, bons momentos do gozo e felicidade possível. Afinal de contas para que estamos sobre a terra, apenas para morrer de trabalhar e enfartar com a final do campeonato?

Amigos, mulher não é para ser temida, é para nos dar o melhor da existência, para completar-nos, nada melhor do que a lição franciscana do “é dando que se recebe”, como cai bem nessa hora. Amigos, até sexo pra valer, aquele de arrepiar, só vem com a intimidade, os segredos da alcova, o desejo forte que impede até o ato que mais odiamos, a velha brochada da qual tratamos aí acima.

Rapazes, o amor acaba, o amor acaba em qualquer esquina, de qualquer estação, depois do teatro, a qualquer momento, como dizia Paulo Mendes Campos, mas ter medo de enfrentá-lo é ir desta para a outra mascando o jiló do desprazer e da falta de apetite na vida. Falta de vergonha na cara e de se permitir ser chamado de homem para valer e de verdade.

sábado, maio 19, 2007

Das coisas simples da vida


Quando eu pensei que não poderiam criar nada melhor que pão de queijo, eis que juntam a melhor invenção mineira a polenguinho. Deus, bem ditos sejam as pessoas que têm idéias como estas!

quinta-feira, maio 17, 2007

Chiliquei Reloaded


Desdobrando os acontecimentos do meu chilique da semana, quero dizer aos navegantes que me sinto melhor. Ainda estou com crises de ansiedade, mas isso passa daqui duas semanas - alívio. Mas alívio mesmo é sentir que são em momentos de crise que escutamos as piores coisas, mas que elas vêm acompanhadas das melhores coisas.

É saber que um grande amigo de muito, muito tempo, não hesita em dizer que te ama quando você mais precisa! É saber que aquela garota que tu acha inteligente e que teu santo bateu com o dela de cara, vira pra você e diz que tu é um arco-íris! Não importam as distâncias, nem o tempo que passam sem se verem, eles simplesmente te conhecem bem, às vezes, melhor do que pessoas que estão ao seu lado sempre.

Neste ano, caras, devo ter escutado coisas que pagaria milhões para não tê-las escutado. Mas elas valeram, porque me trouxeram outras tantas que, caralho, me dão certeza de que ao menos estou sendo coerente comigo mesma, com minhas verdades, as verdades que carrego comigo e que me dão senso de justiça, de virtude, de dignidade! O resto? Ora, pois, o resto, como diz Angeli: "foda-se, foda-se, foda-se. De hoje em diante não usarei mais roupas..."

quarta-feira, maio 16, 2007

Crises dos sete anos


Decidida a decifrar ou devorar-me, procuro no Saint Google a tal teoria de que a vida estaria dividida em ciclos de sete anos. Well, eu queria algo mais específico do tipo "algo vai ficar muito bom, ou algo vai ficar muito estranho", mas o que encontrei foi o seguinte: "entrando em contato com muitas, muitas pessoas, de repente alguma coisa dá um clique que nunca deu com qualquer outra pessoa. E isso clica com tanta certeza e tão absolutamente, que você não pode nem mesmo duvidar. Mesmo se você tentar duvidar, você não conseguirá. A certeza é tão tremenda. Com esse clique vocês se acertam. Entre os vinte e um e os vinte e oito, em algum lugar, se tudo correr bem do jeito que eu estou dizendo, sem interferência de outros, então vocês se acertam. E o período mais agradável da vida vem dos vinte e oito aos trinta e cinco: o mais alegre, o mais pacífico e harmonioso, porque duas pessoas começam a se derreter e a se fundir uma com a outra". (http://www.oshobrasil.com.br)

Well, e quando as pessoas precipitam as coisas a já passou por tudo isso antes dos 28 anos? E se eu não encontrar mais ninguém decente? Pior ainda, e se eu não for encontrada? Porque deviso aos sucessivos erros das últimas experiência eu decidi deixar que o amor me encontre?

Por mil morcegos, Batman, por que viver tem que ser tão complicado? E ainda me colocam matemática na parada!

segunda-feira, maio 14, 2007

Chiliquei


O verbo "chilicar" deriva do substantivo "chilique". Hoje, confesso que chiliquei. Pronto, finalmente redescobri o que é ser um ser humano normal, com todas as mesquinharias que há tempos tinha deixado no fundo do baú, após colocar uma pitada de ensinamento budista na minha vida.

Hoje, a garota que ficará no meu lugar, no emprego que estou de aviso prévio, foi até lá assinar umas babaquices. Sabendo disso, achei melhor dizer aos que ainda não sabiam que dia 8 de junho é adiós definitivo. Parte triste, mas eu já havia dito às pessoas que gosto mais, então hoje foi fichinha, pensei eu. Mas tudo veio a baixo quando eu vi a cara da fedelha que deve ter um papaizinho cheio de grana no bolso para mandá-la a Londres, pagar curso na Panamericana de Artes e bancar o salário miserê da criança! Pobre garota, mal sabe o estrago que fez. Juro que serei legal com ela, mas eu precisava jogar pedra, bosta e o que mais tivesse a meu alcance em alguém, minha Geni foi ela!

Sim, eu surtei! Sim, eu tenho um maldito coração que ainda pulsa, sim eu estou frustrada porque esta porra não deu certo e a única coisa que me alivia é saber que não terei mais minha ex-amiga como chefe, sim eu estou morrendo de ciúmes da garota, eu não quero que meus porteiros preferidos, as copeiras, e a estagiária de educação, e a assistente de eventos gostem mais dela do que de mim! Ai, pronto, disse, falei, coloquei pra fora esta coisa ruim!

Psicótica, ligo para o terapeuta e peço pelo amor que ele tem à própria vida que me atenda ainda hoje. Lindo, ele me atende e diz que eu preciso começar a me despedir internamente destas pessoas, ir me desapegando e pensando que, com algumas, ainda terei contato, mas que outras passarão, ao lado de uma infinidade de pessoas que já seguiram o mesmo rumo.

Disse a ele que queria ser uma rocha, que não queria sentir nada, que estava indo muito bem neste propósito de virar um mineral, mas que hoje foi um fiasco total (Deus, eu fiz uma rima)! Lembrei que foi o primeiro lugar em anos que consegui ficar quieta por pelo menos seis meses. O Neurônio foram cinco anos, mas não conta porque eu praticamente não ficava lá. Enfim, foi assustador perceber que ainda há uma gentinha habitando meu corpo e ela é um disbunde. Era uma vez eu mesma, mas tive que matá-la!

quinta-feira, maio 10, 2007

O presente de despedida perfeito


Consegui ser mandada embora! O que eu estou sentindo é o que todos me perguntam. A única resposta que dou é que me sinto aliviada! Feliz, com vontade de dar muita risada, de tirar a pedra imensa que eu estava carregando em minhas costas. Estou contando os dias como uma presidiária! Dia 8 de junho nunca, nunca esteve tão distante.

Se eu sinto alguma tristeza? Sim, apenas uma - talvez eu nunca mais veja aquele sorriso lindo! Eu dei a ele um presente de aniversário com um cartão cheio de segundas intenções, nada explícitas, para ver o quanto é inteligente e me deliciar com isso.

Queria que retribuísse, queria que me desse um presente de despedida: uma piscina, uma banheira de hidromassagem, uma cachoeira, uma praia deserta, céu e mar azuizinhos, sapatos Prada, sorvete Häagen-Dazs, perfume Lovely by Sarah Jessica Parker, um pijama de seda vermelho, uma noite tórrida de amor com Geoege Clooney – se ele não puder vir ao Brasil, serve um michê parecido, flores do campo, um jeep vermelho, um casaco de cachemere, uma langerie Victoria Secret, os DVDs do Sex and the City ou Seinfield, o acústico do Lobão, poesia ao pé do ouvido – sacanagem também serve, um céu estrelado, uma brisa fresca, um beijo roubado...

sábado, abril 28, 2007

Hummmmm, sei

"Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância com os intolerantes, a bondade com os maldosos; e, por estranho que pareça, sou grato a esses professores"
Gibran Khalil Gibran (1883-1931), filósofo e escritor libanês

sexta-feira, abril 20, 2007

Imagética por demais


Sim, amiguinhos, estou imagética por demais, mas isto é uma das melhores coisas que o Senho André Dahmer já fez. Com vocês Monsueto Free Style.

quinta-feira, abril 19, 2007

Se eu encontrasse um gênio da lâmpada...

ele não precisaria me conceder três desejos, bastaria um - que eu fosse completamente feliz por um mês apenas, mas que este mês valesse casa segundo. Eu não me preocuparia com dinheiro, com trabalho, com chefe incompetente, com amores e desamores, não pensaria se vou demorar muito para arrancar de dentro da minha cabeça esta coisinha à toa que teve um filho ontem e estava dando em cima de mim, enquanto a mulher paria no hospital. Não precisaria me preocupar em como terei que se forte para dizer não, enquanto meu corpo todo só diz sim. E também, queria a possibilidade de me refugiar numa praia deserta com água quente toda vez que quisesse, durante este período. E sentiria paz, sempre, o tempo todo. E flutuaria sempre que quisesse sentir o vento quente no meu corpo! Depois deste período, o mundo poderia desabar sobre a minha cabeça, contando que eu tivesse podido experimentar tudo isso!

quarta-feira, abril 18, 2007

Sedução

Sedução: 1 Ato de seduzir ou de ser seduzido. 3 Dom de atrair ou de seduzir, próprio de certas pessoas. 6 Atrativo a que é difícil ou impossível resistir. 7 Encanto, atração, beleza de formas ou de estilo que prende a atenção geral.

Putz, e não é que o infeliz é tudo isso? Mas, após repetir o mesmo padrão de relacionamento e descobrir que meu universo masculino é permeado por homens gays, ou heteros casados e/ou comprometidos, eu me recuso a deixar seduzir. Agora, tenho o corpo fechado para o amor, como dizia o pescador Nô, do seriado Riacho Doce. Aliás, eu fui até lá, no seriado, pedir que a Vó Manuela, me fizesse a gentileza de fechar meu corpo para estas coisas que simplesmente nos tiram da razão, do eixo, nos colocam nas nuvens e nos dão uma alegria danada de boa!

Então é isso, hoje a terapia foi pra lá de boa e o psicólogo resolveu lançar a idéia: se você resistir a esta sedução, a todo este encantamento você terá uma dimensão da importância que algumas pessoas ainda têm em sua vida. Se você não resistir, tudo bem, não tem problema, mas a resposta também estará na sua frente.

Ótimo, a única coisa que estava me dando uma certa alegria agora vai virar provação! E eu continuo não consegundo ser feliz o tempo inteiro, como Wander Wildner, só me resta fazer um "iê iê iê"!

terça-feira, abril 17, 2007

Hora de mandar a casa do Sr. Caralho


Há momentos na vida da gente que temos que tomar atitudes drásticas, trágicas, dramáticas, mas ou é isso tudo, ou é a sua dignidade que vai pro saco. Como eu curto uma dignidade, mandarei todo o resto às favas.

Sim, sim, após dizerem que não podem me dar R$600,00 de aumento, mas oferecem 35 mil para uma senhora vir trabalhar na instituição respeitadíssima que atuo, só tenho algo a dizer: vão todos para a casa do caralho! E não é um caralho bonito, duro, viril. É um pequeno e do tipo suflê, porque o bonitão todo mundo gosta!

Olhar pra mim e dizer que sabem que eu preciso sobreviver? Meus filhos, eu preciso é viver. Vê lá se sou mulher de sobreviver!

Por isso de agora até a hora que resolverem me dar o pé na bunda definitivo é o seguinte. Sairei mais cedo hoje, para terminar meus dois freelas. Se não quiserem que eu saia mais cedo tudo bem, mas eu vou fazê-los daqui. Saio a hora que quiser, sempre que tiver uma entrevista pra fazer, ou que eu esteja me sentindo oprimida demais e precise respirar ar puro! Qualquer unha encravada me deixará de cama em casa!

Não, uma hora a gente precisa devolver os chutes que dão na gente e fazer muito sexo é claro, quem faz sexo, faz a revolução humanista e não sai atirando nas pessoas igual ao malucão de ontem. Vocês não vão me transformar numa pessoa frustrada que vende a dignidade por qualquer milão.

"Eu ainda estou viva, seus desgraçados"! - Paráfrase de Papillon

Zombie

Enquanto digo que não estou me aguentando em pé de tanto cansaço, de tanto trabalhar, de tanta vontade de dormir por uma pequena eternidade, minha mãe me olha e diz com a maior cara de ué, como fala uma amiga, "tudo isso porque você não reza e se separou do marido".

Well, mãe, em homenagem a todo este seu sarcasmo, eu prefiro entender desta maneira, se você disser que o Deus que eu devo rezar é o mesmo daí de baixo, eu faço!


Zombie Zombie Zombie
What's in your head, in your head
Zombie Zombie Zombie
* Colaboraram sem saber André Dahmer e The Cramberries

terça-feira, abril 10, 2007

E eu vi o demônio


Eu sempre tive medo da Secretária de Estado dos EUA, Condolleeza Rice, apesar de ela estar distante e, aparentemente só fazer mal aos pobres iraquianos, além de acabar com a imagem de que as mulheres podem ser mais humanas que os homens politicamente. Well, agora tenho certeza que meu medo não é infundado. Botem reparo na cara da cidadã. É ou não é o próprio capeta?


domingo, abril 08, 2007

Desejos para outra encarnação - Parte 2


Eu me recuso a ser bipolar na próxima encarnação. Hoje, já tive uma crise histérica por conta de um sapato e meu cartão de crédito que foi bloquado pelo banco, e o cartão da conta salário que foi bloqueado pelo caixa eletrônico porque eu não consigo lembrar a porra das letras. Que merda! Quem inventou que senha tinha que ter letras além de números?

Deixo o guarda-chuva na loja do sapato lindo, não volto pra buscar, penso em me matar, sim, por causa de um sapato lindo vermelho e caro! Aí, lembro que uma amiga, sempre que pode, me joga na cara que sou a desgarrada da turma e isso me magoa. Lembro que preciso ir trabalhar num lugar que estou odiando e isso me mata aos poucos. Então lembro que há mais de um ano não consigo me apaixonar por ninguém e isso dói. Aí, penso no texto de antropologia que tenho que ler, em como minha casa está suja, nas contas para pagar, que eu preciso colocar um ponto final em determinada história, que preciso voltar pra casa da minha mãe porque estou perdida e porque não aguento mais sentir este caralho de solidão.

E eu simplesmente estava bem ontem. Estas oscilações de humor acabam comigo. E eu nem estou na TPM, ela já foi. Eu não quero tomar mais os remédios que me deixam grogue, pô, eu só queria a porra do sapato vermelho, meu guarda-chuva que ficou com o moço e minha dignidade. Devo tê-la deixado em algum banco de ônibus. Se alguém encontrá-la, por favor, devolva-me!

Agora, para matar de vez, Chico Buarque!

Solidão não é falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo...Isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar....Isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos...Isto é equilíbrio.
Solidão não é o claustro voluntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida...Isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado...Isto é circunstância.
Solidão é muito mais do que isto. Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa Alma. (Chico Buarque)

Três perdidos numa noite escura


Somos três pessoas diferentes, eles dois são os amigos que acredito serem os mais antigos. Sim, 12 anos de amizade é um bom tempo, sem levar em consideração que somos as pessoas mais diferentes do mundo, ou seja, de longe, ninguém jamais diria que seríamos tão chegados. Já rimos, já choramos, já jogamos nossas verdades na cara um dos outros, já mudamos de opinião, já ficamos muito tempo sem se ver, mas sempre estamos juntos, lembrando de coisas que foram feitas ou ditas, pensando "preciso contar isso pra eles" quando alguma tragédia ou comédia nos acontece.

Well, hoje, mais uma noite escura na qual nos encontramos, em meio a um "garçom, o cardápio" eu viro e pergunto e aí, qual foi a última crise existencial? Ele me vira e diz "eu sou gay". Eu dou uma gargalhada enquanto pergunto ao garçom se o taco é grande! Ele repete que é gay, e eu começo a levar a sério, mas aí a gargalhada vira uma risada nervosa, enquanto o terceiro elemento diz que vai embora.

De repente, nós esquecemos o garçom e os tacos para ouvir o que precisa ser dito. Choro, risada, alívio, conforto, verdade e a sensação de importância que temos na vida de algumas pessoas que viram pra gente e dizem "eu precisava contar pra vocês primeiro"!

Meu caro, amigo, quem diria, jogamos no mesmo time! Minha cara amiga, sofremos mais uma baixa - um cara a menos que vale a pena foi-se pro lado de lá! Não importa o que os outros vão dizer, eu sempre estarei por aqui, por ali, mas, como no filme "O casamento do meu melhor amigo", disposta a surtar e cantar, no melhor estilo Aretha Franklin, porque tenho bom gosto: I say a little prayer for you, Forever,and ever, you'll stay in my heart!

Aretha Franklin - I Say A Little Prayer
The moment I wake up,
before I put on my make up
I say a little prayer for you
While combing my hair now
And wondering what dress to wear now
I say a little prayer for you

REFRÃO
Forever,and ever, you'll stay in my heart
And I will love you
forever and ever we never will part
Oh, how I love you
Together,together that's how it must be
To live without you
but only be heart break for me
I run for the bus dear,
while riding I think of us, dear
i say a little prayer for you
At work I just take time,
and all through my coffee break time
I say a little prayer for you
My darling' believe me,
for me there is no one but you
Please love me too
I'm in love with you
Answer my prayer
Say you love me too
Why don't you answer my prayer, yeah
You know every day I say a little prayer
I say, I say, I say a little prayer

quinta-feira, abril 05, 2007

E um momento de ternura

Tudo bem, eu confesso, quando ligo o computador, há duas coisas que faço: uma é ler meu horóscopo, sim, eu leio! A outra é ver a Galeria de Fotos da Folha Online e escolher uma imagem que me deixe embasbacada, durante alguns minutos, e me faça pensar que "porra, o mundo é um lugar medonho, daqui a pouco vou ler um monte de notícias ruins, estou no mundo corporativo desumano, mas, às vezes, vale muito a pena viver nele"!

É simples, é bonito, é singelo é tudo o que se precisa para colorir um dia cinzento!



Mulher japonesa admira flores de cerejeira no castelo Atami, na Província de Shizuoka, no Japão (13h40)


Gotas de Cólera - Parte 2

Odeio o mundo corporativo e gente cuidando de sua vida, nesta merda de mundo corporativo. Se ao invés disso, as pessoas se preocupassem em escolher parceiros sexuais que lhes satisfizessem, elas seriam muito mais felizes, e eu não teria tanta gente mal amada cuidando da minha vida! Ah, vão trepar! Nem que seja com vocês mesmos!

Gotas de Cólera - Parte 1


Não venha dizer que foi sincero, homens que não têm coragem de dizer que têm namoradas, merecem os chifres mais ornamentados da Terra!

Obs: e poupe-me de explicações, porque eu vou me sentir obrigada a me explicar também é isso é um porre!

Desejos para outra encarnação - Parte 1


Eu quero um sistema esquelético perfeito!

domingo, abril 01, 2007

Dias de cão


Se eu tiver uma semana pior que esta que passou, juro que vou para uma ilha deserta linda e lá, olhando para o mar, eu corto os meus pulsos e vou!

Depois da segunda-feira, quando descubri o noivado do suposto cara legal que não disse que tinha namorada, terça-feira, foi a vez de eu perder mais de três horas de trabalho, por causa de um pau no computador. Após refazer tudo, aos prantos, começo a digitar e arrumar o trabaho de Filosofia, durmo apenas duas horas, entre terça e quarta-feira.

Acordo cedo para desmarcar a terapia, e eu precisava tanto falar, chego atrasada ao trabalho porque perdi a porra do bilhete único em casa e só me dei conta no ponto de ônibus, voltei e procurei o dito por mais de meia hora, enquanto pensava que aquilo só podia ser um sinal, uma provação divina, que talvez fosse meu anjo da guarda impedindo que eu saísse porque uma bigorna da Acme cairia na minha cabeça.

No busão, ligo pra minha mãe e começo a chorar e dizer que eu quero ir para um praia deserta e não voltar mais, que não aguento esta vida, que quero sair correndo gritando pelada.

Desligo o telefone e uma moça sentada na minha frente se vira, dá um sorriso e diz: "você está tristen né: Tome, leia isto." Ele me entrega um livro chamado "Otimismo todo dia".

A página 173 traz a seguinte mensagem: "Para amortecer os golpes da sorte, resistir às perdas inesperadas, às notícias decepcionantes, aos atritos e problemas, e despertar o prazer de ser bem-sucedido, aprenda a ser paciente, a não ferir ninguém.

Normal é a luta da vida e é para esta luta que você está aqui.

Veja as complicações como superáveis, cada qual deixando ensinamentos que, somados uns aos outros, fazem você experiente e seguro de si.

Mesmo a custo, mantenha a apreciação inteligente, a face calma e o olhar amigo, pois todos querem compreensão.

O bambu se dobra ao vento para não quebrar".

Well, li isso umas três vezes e depois pensei "ótimo, agora eu desperto a compaixão das pessoas na rua, devo chorar mais ou agradecer a moça pela solidariedade?" Preferi a segunda opção porque, cara, é tão difícil alguém se importar com o que você está sentindo sem nem te conhecer. Queria poder falar com ela, agradecer muito, mas meu ponto estava chegando e só deu tempo de dizer "muito obrigada" e ela me dar o livro. Isso foi bonito.

Chego no Gueto de Varsóvia com a cara da Odete Roitman e fico com os óculos escuros por um bom tempo. Minha cehfe vem perguntar o que aconteceu, eu digo, como se ela tivesse mesmo se importando. Não estava, tanto não estava que, com a sutileza de uma paquiderme, bem na hora de eu sair para a aula, ela resolve conversar sobre o meu trabalho na cozinha, um lugar muito apropriado, já que passa ao menos uma pessoa a cada dois minutos, e ouve tudo que só diz respeito a você ouvir. Peço para sair dali, digo que se está insatisfeita pode me mandar embora, mas tudo o que ela consegue ver é que tenho algo pessoal contra ela.

Sério, eu tenho mais o que fazer, ela não é o centro da minha vida nem das minhas atenções. Meus problemas não justificam meus "altos e baixos" de produção, eu não coloco eles como justufucativa e não admito que ninguém além de mim fala isso. Sinto muito. Por um tempo, eu quese pensei que realmente eu era uma profissinal ruim. Mas tenho feito outras coisas e sendo muito elogiada por todo mundo, então, sorry, o problema não é comigo.

Resolvo fazer uma planilha com todas as minhas atividades diárias que será anexada aminha carta de demissão, que será entregue em breve - amém, Jesus!

Sexta-feira, tudo parece bem,exceto pelo fato de eu não ter ido na acumputura porque a chefe marcou uma entrevista com estagiário bem na hora que eu deveria estar na consulta. Pra não dizer que não coopero, desmaquei a acumputura e depois de um dia surtado, durmo fora porque tava sem saco de ir para a casa.

No sábado, para fechar a semana com chave de ouro, chego em casa e encontro o armário de cozinha no chão, com todos, todos os copos quebrados e o maldito gato de baixo de tudo miando.

Eu me recuso a ver, a acreditar e principalmente levantar o armário e ver o gato em seus últimos miados sozinha. Chamo meu salvador, ele vem, me salva, me ajuda a jogar tudo fora, inclusive o gato, que não estava morto, mas que eu queria matar porque como é que aquela praga detorna um armário de cozinha, coloca ele abaixo, quebra tudo?

Ainda no sábado, vou à reunião dos humanistas e invoco com o fato de "aparentemente quem não está conosco, está contra nós". Isso é irritante, principalmente quando vem
de pessoas que pregam a diversidade! Falo o que penso e me sinto aliviada, não gosto de radicalismos e se for assim, prefiro cair fora. Vamos ver como as coisas vão caminhar depois do desabafo!

A semana começa hoje, eu espero que nada mais dê errado porque eu não vou aguentar! Se alguém souber o nome de uma benzedeira, please, eu preciso.

terça-feira, março 27, 2007

Libere o surto que existe em você


Olha, quem não quiser ler até o fim este momento catártico, pode parar por aqui, porque hoje vou à forra!

A saga da minha vagina ensandecida continua! Ontem, surtei total ao perceber que o carinha gostoso da faculdade, com que tive um casinho ligeiro, no ano passado, e que me convidou para sair, este ano, pasmem, está de aliança de noivado no dedo!

“Deus, meu”! Esta foi minha reação quando vi a tragédia grega se armando na minha frente, sim, porque eu não tive como me conter e deixar de perguntar.

Acompanhem o diálogo!

Lola: Está noivo?

Ele: Pois é, você viu o que fizeram comigo?

Lola: Estou vendo...

Ele: Mas eu já disse a ela que isso não significa em hipótese alguma que vou me casar.

Lola: Nossa, coitada, vai assustar a menina...

Ele: Mas é verdade, eu só aceitei porque a mãe dela estava enchendo o saco.

Lola: Sei...

O que passava por minha cabeça durante as reticências?

Lola: Estou vendo ... (quer dizer então que aquela pessoa que você disse que apenas saía era na verdade sua namorada? Sim, porque ninguém fica noivo de uma pessoa com a qual está apenas saindo. Eu era a pessoa com quem você estava saindo, ela não, ela era namorada e você mentiu pra mim).

Lola: Nossa, coitada, vai assustar a menina... (não dou dois anos para você estar casado com ela. Posso até apostar com você, se quiser).

Lola: Sei... (cara, como é que um homem que sai comigo pode cair na pieguice de ficar com uma pessoa que, com todo respeito àquelas que gostam disso, é brega ao ponto de querer ficar noiva? Podem chamar de despeito, eu acho que está mais para um insulto sem precedentes em minha história!)

Caras, eu sou a mulher que o amigo dele chegou junto e disse “porra, que mulher que você tá saindo. Bonita, inteligente, super segura, sabe o que diz”!

Tudo bem, ainda na sala de aula, com vontade de vomitar e sem entender o motivo, porque nós não tínhamos nada sério mesmo, segui firme forte ouvindo a história dos índios Guaiaquius do Canadá!

Mas quando cheguei em casa, ela simplesmente desmoronou em minha cabeça. Tudo bem, eu sou a Lola, mas porra, corre sangue nas minhas veias!

Pensei em ligar para o psicólogo às 23h, mas lembrei que não tinha o número da casa dele e eu me recusava a pensar naquilo como uma emergência.

Então, recorri a minha boa melhor amiga, tão freakout quanto eu, Marcy!

Lola: Má, podemos falar? Eu não estou bem!

Má: O que houve?

Lola: Sabe fulano? Ele está noivo!

Má: Como assim?

Lola: Noivo, ficou noivo e veio me dizer que isso não significa que vai casar, que a sogra que estava implicando, que está difícil se acostumar a andar com aquilo no dedo...

Má: Ai, que brega!

Lola: Cara, eu só quero entender porque isso está me irritando tanto. Eu começo a me colocar no papel de personagens de filme, como a Julia Roberts, no “Casamento de Meu Melhor Amigo”, saca?

Má: Eu entendo

Lola: Então, tipo a Julia Roberts era de longe muito mais interessante que a Cameron Diaz, mas o maluco escolhe a loira boba alegre, ao invés da ruiva de cabelos cacheados inteligente. Que na verdade, somo nós. Eles sempre escolhem a opção mais fácil, mais simples (já me encontrava aos prantos).

Má: Ai, agora eu vou cortar meus pulsos.

Lola: E tem também os filminhos “Antes do Amanhecer” e “Antes do Pôr do Sol”. Tipo a Celine é quem faz a revolução na vida do Jesse. Em poucas horas ela simplesmente muda tudo. Ele vai embora e quando se reencontram, nove anos depois, Jesse está em Paris para lançar seu livro onde ela lê uma porrada de coisas que ele só pode ter tirado daquele encontro, mas o idiota estava noivo e de outra pessoa. Pior, isso não era a primeira vez que acontecia com a pobre Celine e ela lamenta porque, na verdade, ela apenas abria caminhos, novas possibilidades, mas ninguém tinha coragem de viver com ela, porra! Se eu fosse o Jesse teria escolhido a Celine de cara!

E isso já me aconteceu várias vezes. Tipo, não preciso citar nomes, mas que disseram que eu tinha mudado tudo, tinha dado esperança, tinha feito eles pensarem em várias coisas, ver várias coisas. Ah, vá, desde quando sou transplante de córnea? Eu sou uma mulher, saco!

Má: Cara, tem coisa mais brega que aliança?

Lola: Nem me fale. Eu vivi cinco anos com o F e nunca pedi isso a ele e nem ele pediu a mim. Casamento então, nem pensar!

Má: E eu que vivo há dez anos com a mesma pessoa e também nunca cogitei isso? Já parou para pensar que a gente pode parecer bem estranha para as pessoas?

Lola: Sim, uma amiga minha me disse isso no domingo. Falou que me achou super esquisita quando me viu a primeira vez, mas que agora me acha autêntica! Eu ainda ouço isso!

Má: Será que precisamos fazer mulherzices? Começar a exigir alianças?

Lola: Nunca pensei em casar em igreja e, se tivesse que fazer algo, seria no Templo Budista Ganden Ling, lá na Bocaina. Duas horas de caminhada a pé, sem contar a ida de carro. Só subiriam os que gostassem mesmo de mim. E não seria uma cerimônia de casamento, seria uma benção feita pelo monge, ao ar livre, com flores do campo por todos os lados, num final de tarde quente e depois cairia aquela puta chuva, mas a gente não precisaria correr, porque seria tudo muito simples, só a gente e a natureza e meu vestido vermelho, é claro!

Má: Cara, nós somos bizarras!

Lola: Acho que está passando tudo agora. Eu queria ter esculhambado ele, chamado de piegas, dito que ele casaria sim, mas foda-se! Não seria digno de uma mulher superior!

Má: Não, não seria.

Lola: Às vezes penso que a única pessoa que me enxergou como sou foi meu ex-marido, por que eu resolvi me separar?

Má: Só o meu me vê como sou também e eu insisto na outra história? Sabe o que vai acabar acontecendo?

Lola: Sim, mas não tenho coragem de dizer.

Má: No fim das contas é para o ex-marido que você vai voltar.

Lola: Talvez, tenho pensando muito neste assunto ultimamente. Não me sinto segura para isso nem sei o que sinto, sei, mas não admito. Só que para ele eu sou a Mulher Maravilha! Por que toda esta admiração não me basta? Que porra eu quero mais? Eu nem sei o que estou procurando.

Má: Nem eu...

Lola: Cara, então vamos dormir porque amanhã eu tenho uma super entrevista, minha terapia só é na quarta-feira e eu preciso guardar um pouco deste despeito, ou seja lá qual for o nome disso para Freud.

Má: Faça isso, Freud sempre explica tudo! A gente finge que ele não convence, mas sabemos que ele diz a verdade!

sábado, março 17, 2007

Jorge Furtado e sua Ilha das Flores


Vemos algumas coisas tarde demais, mas, às vezes, sentimos que apesar da demora, aquele era o momento certo. "Ilha das Flores", o curta de Jorge Furtado sempre foi muito comentado, mas só vi a primeira vez, há duas semanas, na aula de filosofia e veio para reafirmar o que penso sobre o cara: autor de "Meu tio matou um cara e “O homem que copiava" e "Houve uma vez dois verões", é um dos poucos diretores brasileiros que conheço e que sabe muito bem, como narrar uma história, mesmo que seja sobre um lugar tão triste, onde homens precisam comer as sobras do que dão a porcos.

Impressões sobre ilha e flores

Em “Ilha das Flores”, a primeira coisa que chama a atenção é a forma narrativa fragmentada e que, aos poucos, mostra-nos a condição humana: somos homens com tele-encéfalo altamente desenvolvido e polegar opositor, completamente desumanizados pelo capital, pela mercadoria, pelo sistema, pela ausência de um Estado que, apesar de ausente, possui seus donos.

“Há poucas flores na Ilha das Flores”. Enquanto tal trecho é narrado, crianças aparecem na tela. Seriam elas flores? Seriam elas capazes de dar vida aquele local? Seriam elas um sinal de esperança e mudança? Como humanizar um local onde homens valem menos que porcos? Só há uma maneira de se fazer isso: valorizar a vida!

Eu tenho uma vagina - Parte II


Sim, eu tenho uma vagina e isso continua me gerando problemas terríveis. Como o quê? Bem,de repente, o príncipe vindo de Liliput - para quem não sabe, é a terra dos anões no livro "As viagens de Guliver" - vira uma besta que começa a me evitar no MSN, GoogleTalk etc.

A pergunta é: ele estaria mesmo me evitando, já que nos falamos uma ou duas vezes depois da maldita noite perfeita, ou isso é fruto de meus hormônios femininos, de meu hipotálamo de mulherzinha, de minha mente vaginiana que teima em encasquetar com coisas que na boa, e daí?

Por que eu tenho que ficar assim? Pô, posso conversar com gente tão mais interessante, qual a diferença então? A diferença é que eu tenho uma vagina e na minha teoria, tendo este órgão, fudeu, você sempre vai querer a droga da encrenca, aquela que te faz perder o controle da situação, aquela que vai te fazer ficar com a maldita da pulga, não só atrás da orelha, mas andado por todo o seu corpo!
Mas a coisa mais terrível desta história, infelizmente, não fica só no pensamento. Ele é muito mais grave e poderá ser, caso eu cometa o suicídio moral de ligar para ele e fazer a fatídica pergunta "você está me evitando"?

Deus, se eu fizer isso com o pouco que resta de minha dignidade, eu me mato. Juro que eu me mato!

terça-feira, março 13, 2007

Forever lost


É o seguinte: sou humana e um dia esta porra de corpo tem que parar, mas não agora, agora não mesmo!

Estou doente, cansada, manca e com olheiras, mas há algo pior que tudo isso junto! Minha dignidade foi pro saco depois que eu deixei me levar pela sandice de uma chefe que, na concepção dela, para me poupar, coagiu-me a ir trabalar, mesmo eu tendo um atestado médico.

Isso está me deixando mais doente que tudo. Pra que serve esta merda de CLT? Como eu, eu mesma, adepta das idéias de Herbet Marcuse, pude deixar que fizessem isso comigo? No final das contas, é de mim que tenho raiva por ter sucumbido a esta bestialidade.

Então, para provar ao sistema que ele não acabou comigo ainda, eu vou à Marcha das Mulheres, faço panfletagem do Movimento Humanista nos CAs da PUC e canto em alto e bom som exautivamente a música Forever Lost da banda The Magic Number!

Hey, Lola, what are you to do now?

The Magic Numbers - Forever Lost
Darling, what'cha gonna do now?
Now that you noticed it all went wrong
I've been, I've been thinking
That you don't know me any more

Don't let the sun be the one to change you baby
I wanna learn how to love, if I'm to know
Cause I wanna go where the people go
Cause I'm forever lost

Darling, what'cha gonna say now?
Now that you noticed it all went wrong
Looks like I'm driving, my friends are all crazy
Oh they suddenly don't know me anymore

Don't let the sun be the one to change you baby
I wanna learn how to love, if I'm to know
Cause I wanna go where the people go
Cause I'm forever lost
Oh yeah, I'm forever lost

Looks like it all went wrong
What am I to do? What am I to do?
Looks like it all went wrong
What am I to do? What am I to do?
Looks like it all went wrong
What am I to do? What am I to do?
Looks like it all went wrong

Don't let the sun be the one to change you baby
I wanna learn how to love, if I'm to know
Cause I wanna go where the people go
Cause I'm forever lost
Oh yeah, I'm forever lost

Darling, what'cha gonna do now?
Now that you've noticed
What you gonna do now?
Now that you know

segunda-feira, março 12, 2007

E ele me faz sorrir...

Sexta-feira foi um dia concorrido: entre uma cantada bem dada e a tirinha do Laerte, fico com a cantada que me rendeu uma boa noite, mas compartilho com vocês, o bom humor deste nobre senhor!


Boas surpresas


Não há nada que encante mais uma mulher do que uma boa surpresa. Algo que nem de longe passou pela cabeça dela que poderia acontecer: um cara pouco atraente a primeira vista, cinco anos mais novo, alguns centímetros mais baixo, uma frase dita com toda a segurança do mundo e uma noite perfeita!

Ele: o que vai fazer hoje?

Ela: nada em especial e você?

Ele: eu? Eu vou dormir com você!

Ela: bem, diante de tanta certeza, eu só posso concordar que sim, você vai dormir comigo hoje!

Três dias depois, ela tenta se convencer de que deve lembrar de tudo apenas como um bom momento, sem expectativas, sem esperar pela segunda vez, mas ele já tomou conta de quase tudo e, por mais incrível que lhe pareça, é uma boa surpresa descobrir-se um pouco apaixonada. Mas não haviam lhe arrancado o coração? Talvez não...

quinta-feira, março 08, 2007

Às mulheres, com carinho

Well, não é porque eles querem me matar socialmente e são a maioria que eu vou me entregar de graça!

Com uma hérnia de disco imensa, uma dor horrenda no ciático, manca de uma perna, mas ainda viva, abdiquei de minha hora de almoço e fui participar da Marcha Mundial das Mulheres que, neste ano, tem um ingrediente a mais: Bush está no meio de nós, como não protestar?

Fiquei lá apenas uma hora, ao lado dos companheiros humanistas e, não tem jeito, é fazendo isso que me sinto viva, que tenho esperança nas pessoas, que volto a acreditar no ser humano, que consigo entender o quanto é importante sair da teoria para entender, na prática, o valor de poder se manifestar, da liberdade de expressão, do direito de ir e vir!

Infelizmente, o que era para ser uma manifestação democrática virou pancadaria! Acabo de saber que manifestantes e policiais entraram em confronto. Pessoal do movimento está bem, fico aliviada, mas, puta que pariu, as coisas não poderiam apenas ser perfeitas?.

Bem, fica trecho retirado do site da marcha para que possamos saber pelo o que lutávamos e porque nos atiraram bombas!

Marcha Mundial das Mulheres
O dia 8 de março é o dia de luta das mulheres. A Marcha Mundial das Mulheres está organizando manifestações em diversos estados, onde as mulheres irão para as ruas mostrar ao Brasil que feministas em luta podem mudar o mundo, nosso país e nossas vidas.

Vamos dizer basta à sociedade de mercado, ao livre comércio e às transnacionais que impõem as mulheres padrões de consumo e beleza, modos de vida, que não respeitam a cultura dos povos nem o meio ambiente.

A soberania alimentar é uma de nossas propostas de alternativa a esse modelo. Para efetivar a soberania alimentar e a reforma agrária, lutamos contra o agronegocio e a produção voltada para a exportação.

Vamos denunciar que a violência sexista, em todas as suas formas, tem como seu fundamento a opressão das mulheres. No campo e na cidade, lutamos por uma vida sem violência.

Vamos dar visibilidade ao trabalho das mulheres, mostrando ao país que as mulheres estão nos empregos mais precários, sem direitos e que continuamos recebendo menos que os homens pelo mesmo trabalho. Além disso, vamos às ruas reivindicar que a responsabilidade com o trabalho de cuidado e com a reprodução da vida humana deve ser compartilhada com os homens, a sociedade e o Estado. Seguiremos lutando pela valorização do salário mínimo, para combater a pobreza e aumentar a autonomia das mulheres.

Vamos às ruas lutar por nossa autodeterminação, pela liberdade e garantia de poder decidir nosso destino. Vamos lutar para que nossas escolhas sejam respeitadas e para que haja condições concretas para realizá-las. Por isso lutamos pela legalização do aborto e denunciamos a imposição da maternidade com destino obrigatório para todas as mulheres.

Mulheres em movimento mudam o mundo!

Eu tenho uma vagina...


sendo assim, permito-me, vez ou outra, fazer certas mulherzices que, na maior parte do tempo, meu lado feminista orgulhosa não me permite. Como o quê? Como usar este lugar para dizer que eu estou perturbada com a idéia de que um coisinha à toa com o qual saí, há alguns meses, de repente, passou a aparecer na minha frente, em tamanho colossal, nos pontos de ônibus da cidade, em uma propaganda de Nescafé!

Sim, tenho quase absoluta certeza que é o dito cujo que já esteve por aqui, falando certa pieguices que nem é bom lembrar!

Well, dito isso, se você ainda se presta ao trabalho de xeretar meu blog, eu preciso saber se é você naquele maldito anúncio para poder andar em paz pelas ruas!

Céus, se não me bastasse o salário irrisório ao qual me submeto, agora isso. Definitivamente, é o fundo do poço. Mas eu sou mulher, logo, sou forte e posso me permitir certas sandices!

terça-feira, março 06, 2007

Ah, não vai dar pra esperar não


Sorte do Orkut hoje: "quando chegar o inverno, os céus mandarão chuvas de sucesso para você".

Eu vou ter que esperar até o inverno? E se, com o aquecimento global, o inverno simplesmente não chegar? Pra quando ficará a chuva de sucessos? Ai, ai, ai, ai, ai...

segunda-feira, março 05, 2007

Primeiro dia de aula...


E eu já arrumei uma inimiga. A vaca veio falar mal de movimentos sociais e enxeu a boca pra dizer que era jornalista. Grande merda, eu também sou. Odeio a arrogância dos jornalistas, eu definitivamente não combino com minha profissão nestas horas. Movimentos sociais são vazios. Não seria a mídia que os esvazia, os faz parecer coisa de maloqueiro, de gente que não tem o que fazer? A mídia, a comunicação que a paspalha fez questão de citar que fazia parte. Poupe-me. A briga será feia, até porque ela é horrorosa!

O que salvou a noite? Well, graças a Deus, existe na sala um mocinho bagunçadinho, de cabelo despenteado, sorriso bonito, mal vestido, mas com personalidade! Ah, como olhar todo este conjunto me faz bem! Eita dia perfeito! Perfeito e completamente bipolar!

Eu preciso menstruar agora


Deus! A TPM está de lascar! Todo o momento de paz e tranqüilidade se foi num piscar de olhos. De repente, deu uma vontade de chorar feito doida, de voltar pra casa de mami e de cortar meus pulsos porque, sexta-feira, eu quase rasguei minhas roupas de tanto chorar vendo o julgamento da novela Páginas da Vida, quando os gêmeos Clara e Francisco ficam com a Dra. Helena e o avô respectivamente! Ai, que vergonha! Parem o mundo que eu quero descer e menstruar agora! Tudo isso passa depois que a coisa vem, então vem logo!

Obs: eu não estou atrasada, ou seja, grávida. Pelo contrário, estou pedindo para a coisa se adiantar porque eu preciso ficar normal, pô!

Teria sido efeito do eclipse?


Well, passado mais um final de semana travada, por conta de minha hérnia de disco a quem resolvi batizar de Sebastiana, hoje, em plena segunda-feira, chego no trabalho e sinto um astral diferente.

Não me perguntem why, mas acho que algo bom, muito bom está prestes a acontecer. É uma ansiedade gostosa, de esperança, sei lá, não dá para explicar. Talvez seja porque as aulas da pós recomecem hoje, o fato é que tá tudo estranhamente leve, em paz e, às vezes, estamos tão desesperados com tudo, que nos esquecemos do quanto é maravilhoso sentir-se em paz!

Seria efeito do tal eclipse lunar? Eu não sei! A única coisa que espero é que coisas boas aconteçam a todos nós!

domingo, março 04, 2007

E um judeu cria Borat


Em novembro, participei de uma pesquisa de mercado e vi o filme Borat com mais umas 300 pessoas que depois responderam a um questionário sobre as piadas, piores e melhores cenas etc. Naquele dia, saí da sala de exibição exausta! Nunca tinha visto tanta escatologia junto, há tempos não ria tanto.

Borat entra em circuito nacional e revejo na pré-estréia. Tenho a chance de relembrar detalhes que já havia esquecido como a suposta cigana que encolhe a dona de uma casa e passa a vender seus tesouros, ou o produtor do "documentário" que diz poder viajar pelos EUA desde que não seja de avião, pois os judeus podem atacar de novo como em 11 de setembro.

Sinto um alívio e penso "ufa, o politicamente correto ainda não venceu totalmente"!

E viva o humor inglês! E viva Borat, o segundo melhor repórter do Cazaquistão!

quinta-feira, março 01, 2007

E Deus criou Contardo Calligaris...


Ando meio chata e por isso não tenho escrito muito. Revoltada com a vida como se isso fosse uma grande coisa! Não conheço quem não esteja. Enfim, às vezes, é necessário algo externo para nos fazer dar valor a certas atitudes que temos, afinal, quando falamos de nós mesmos, a tendência é sempre achar que estamos aquém do que gostaríamos.

Talvez sim, mas também é bom acreditar que, de vez em quando, conseguimos ser autênticos, verdadeiros e coerentes com nós mesmos. Respeitar nossa natureza, a natureza do outro. O fato de que, azar o seu, doçura, mas nem sempre as pessoas vão agir do jeito como gostaríamos, como julgamos certo, como fazemos, como manda a nossa essência.

E foi assim que dei graças aos céus por Deus ter criado Contardo Calligaris, por ter lhe dado sabedoria, por ter lhe dado um emprego na Folha de São Paulo e por permitir que eu delicie-me com ele a cada quinta-feira, a cada descoberta, a cada susto, a cada tropeço...

Faz tempo que não bebo, mas hoje, comemorando o Carnaval atrasado e tudo o que a festa representava nos tempos de Dionísio, abrirei minha melhor garrafa de vinho e brindarei à elegância do espírito, à intensidade e à variedade de experiências, ao amor e a uma outra vida possível!

Pecados Íntimos por Contardo Calligaris
"Quando ensinava "Cultural Studies" na New School, começava dizendo a meus estudantes que eles eram livres para tirar todas as notas A que quisessem, mas, para entender a subjetividade moderna, eles teriam que passar por três letras B: Brummel, Byron e Bovary. Não era só uma piada de professor: as três figuras em questão, afinal, falam todas de nossa impossibilidade de conseguir, na vida, a nota máxima.

Um B já é de bom tamanho. Brummel (o primeiro dandy, no fim do século 18) lembra que a nobreza não é efeito do berço em que a gente nasce; ela é fruto da "elegância" (não tanto das maneiras e da roupa, mas do espírito). O hábito, na modernidade, faz o monge, e somos livres para escolhê-lo. Mas essa liberdade tem um custo: o desconforto de apenas parecer o que somos e, claro, a aflição de parecer o que não somos ou não queremos ser. O hábito faz e aprisiona o monge.

Byron (o poeta romântico) lembra que, na vida moderna, o que importa é a intensidade e a variedade de experiências. A fome de viver e o anseio de aventuras levam alguns a lutar pela independência da Grécia, a pular de skate quando mal sabem andar ou a perder-se nas sarjetas do mundo. E nos levam a sonhar com o que não ousamos empreender.

Emma Bovary (a heroína do romance de Flaubert) lembra que o amor é o grande operador moderno da mudança. Descobrimos que podíamos inventar nossa vida quando começamos a casar por amor (e não para preservar a casta, a família e o patrimônio). Portanto, esperamos do amor que ele nos transforme e nos leve para uma "outra" vida (e toda vida tem uma "outra" vida com a qual sonhar)."

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

A vida no planeta está hostil

Anos aqui neste planetinha azul e nunca me senti tão ET como nos últimos dias. Pessoas bacanas perdendo a dignidade por porra nenhuma, minha chefe dizendo que meus pensamentos sobre trabalho e horário flexível são provenientes de uma mente ainda não "domesticada", e o meu terapeuta diz que a crise de hérnia de disco é um sinal de que eu não estou aguentando o peso do ambiente lazarento da empresa.

Valha-me, Deus. Por que me fizeste tão fora de ordem? Eu não poderia ser um pouquinho mais submissa? Só um bocadinho. O suficiente para me contentar com um emprego público e fazer a revolução não-violenta em paralelo? No fundo, tudo o que eu queria era uma vida menos ordinária, nada mais que isso!

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Coisas boas atraem coisas boas, acho...


Tá bem, tá bem. Prometi a mim mesma que tentaria pensar em coisas boas e que as coisas ruins não me tirarariam tão do sério, por isso, estou meditando diariamente. Mas preciso fazer mais e não pode passar desta semana!

1) Preciso ver os filmes "Quem somos nós" e "Segredos": cansei de todos os amigos que viram olhar pra mim e dizer "mas é a sua cara, não acredito que ainda não assistiu!" Verei, prometo que verei.

- Vou melhorar as práticas meditativas, este mundo infernal não pode me derrubar, afinal, eu sou uma boa pessoa, porra!

- Tentar ver que as pessoas cuzonas são importantes nas nossas vidas para nos mostrar o que NÃO devemos fazer e ser!

- Ser mais tolerante com as pessoas cuzonas, afinal, elas devem ter problemas mal resolvidos com a fase anal, como explicaria meu amigo Freud, e, convenhamos, ter este tipo de problema deve ser foda de triste!

Por fim, textinho blogado pela amiga Flor de Lis e que acho que vale ser reproduzido!

"Prometa a si mesmo"
Ser forte de maneira que nada possa perturbar a sua paz de espírito.
Falar de saúde, felicidade e prosperidade a toda pessoa que encontrar.
Fazer os amigos sentirem que há alguma coisa de superior dentro deles.
Olhar para o lado glorioso de todas as coisas e fazer com que o otimismo se torne uma realidade.
Pensar sempre no melhor, trabalhar sempre pelo melhor e esperar somente o melhor.
Esquecer os erros passados e preparar-se para melhores realizações no futuro.
Ter tanto entusiasmo e interesse pelo sucesso alheio como pelo próprio.
Dedicar tanto tempo ao próprio aperfeiçoamento que não lhe sobre tempo para criticar os outros.
Fazer um bom juízo de si mesmo e proclamar este fato ao mundo, não em altas vozes, mas em grandes feitos.
Viver na certeza de que o mundo estará a seu lado, enquanto lhe dedicar o que há de melhor em si mesmo."

domingo, fevereiro 25, 2007

É muito rápido se tornar um filho da puta

Estou doente! Desde sexta-feira, meu problema de hérnia de disco vinha dando sinais de que eu travaria a qualquer momento. Well, o momento foi neste domingo. Sozinha, lá fui eu literalmente me arrastando a um pronto-socorro para poder ser atendida! O ortopedista deu uma bela de uma injeção, em meia hora a dor havia diminuído e já não andava como uma velha encurvada. Dois dias de repouso com atestado médico.

Ligo para a chefe e digo que não irei trabalhar nos dois próximos dias, preciso de repouso. Mas me comprometi a fazer o trabalho de casa. Ok, tudo bem. Algumas horas depois, recebo a ligação de que era melhor eu ir trabalhar porque eu já tinha uma falta "injustificada" e tudo o que ela tinha feito para não me descontarem o dia viria por água abaixo.

Desligo o telefone e sinto vontade de vomitar! Sinto nojo! Sinto raiva! Sinto que nesta bosta de mundo, as pessoas aprendem rápido a se tornar um belo filho de uma puta! Alguém que vive se queixando de sofrer assédio moral no trabalho, de repente, sem se dar conta, faz a mesma canalhice. "Não é prudente você faltar agora, mesmo doente. Vou te buscar de carro na sua casa".

Bem, infelizmente não é um carro que vai passar minha dor. Quem vai dar conta do desrespeito com que fui tratada? A vontade de mandar tudo às favas? A vontade de chegar no local e dar um belo troco à altura e a incapacidade que tenho para fazer isso, pelo simples fato de que eu trato as pessoas do mesmo jeito que gosto de ser tratada, com respeito, como o ser humano que sou!

Este mundo está me deixando cada vez mais cansada. Quero acreditar que há pessoas que merecem nossa confiança, nosso respeito, mas a cada rasteira, fica mais difícil acreditar que existem pessoas interessadas no bem estar uma das outras. Estou cansada!

Assédio moral
Assédio moral ou Violência moral no trabalho não é um fenômeno novo. Pode-se dizer que ele é tão antigo quanto o trabalho. A novidade reside na intensificação, gravidade, amplitude e banalização do fenômeno e na abordagem que tenta estabelecer o nexo-causal com a organização do trabalho e tratá-lo como não inerente ao trabalho.

O que é humilhação?
Conceito: É um sentimento de ser ofendido/a, menosprezado/a, rebaixado/a, inferiorizado/a, submetido/a, vexado/a, constrangido/a e ultrajado/a pelo outro/a. É sentir-se um ninguém, sem valor, inútil. Magoado/a, revoltado/a, perturbado/a, mortificado/a, traído/a, envergonhado/a, indignado/a e com raiva. A humilhação causa dor, tristeza e sofrimento.

O que é assédio moral no trabalho?
É a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego.

Caracteriza-se pela degradação deliberada das condições de trabalho em que prevalecem atitudes e condutas negativas dos chefes em relação a seus subordinados, constituindo uma experiência subjetiva que acarreta prejuízos práticos e emocionais para o trabalhador e a organização. A vítima escolhida é isolada do grupo sem explicações, passando a ser hostilizada, ridicularizada, inferiorizada, culpabilizada e desacreditada diante dos pares. Estes, por medo do desemprego e a vergonha de serem também humilhados associado ao estímulo constante à competitividade, rompem os laços afetivos com a vítima e, freqüentemente, reproduzem e reatualizam ações e atos do agressor no ambiente de trabalho, instaurando o 'pacto da tolerância e do silêncio' no coletivo, enquanto a vitima vai gradativamente se desestabilizando e fragilizando, 'perdendo' sua auto-estima.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Eu quero, mas não consigo


Alguns dias fora de órbita, passo para dar sinal de vida. Sim, os marcianos estão bem e mandam lembranças!

Mudei de casa e ela é linda, e tem quintal, e tem varanda e meu gato está desnorteado com o espaço.

Estou lendo "Travessuras da menina má", de Mario Vargas Llosa, isso tem me inspirado, mas não tenho tempo para escrever aqui, o que é uma bosta.

Por outro lado, estou escrevendo pra caralho no trabalho e para os freelas. A Telefonica cagou na minha linha, ainda não tenho Speedy, minha vida financeira está uma bosta, devo mais de três pilas no banco - aceito donativos - mas, porra, eu gosto do que faço e isso já é bastante coisa! É praticamente tudo. E tenho dito!

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Doces lembranças


Estou com uma gripe medonha e uma infecção na garganta que, desde que me conheço por gente, sempre foi meu calcanhar de Áquiles. Lembro de ser pequena e minha mãe, várias vezes, sair comigo, de madrugada, atrás de médico porque a febre estava muito alta. Eu odeio ficar doente e, até hoje, quando a garganta fica infeccionada, preparo-me para o pior. Sempre é um sofrimento. Sempre tudo igual. Mas desta vez foi diferente.

Ontem, quando acordei sem voz, lembrei que nestas ocasiões, eu me matava de comer Danoninho e tinha que ser o que vale por um bifinho, do outro eu não gostava. A garganta ficava tão fechada que pouca coisa passava, e como eu estava doente, podia fazer certas exigências! Naqueles tempos, eu virava a verdadeira e única amiga do rei. Era o que me distraía, era a única coisa boa em meio à febre, tosse, dor, malemolência e estas chatices todas.

Pois bem, minha mãe, para melhorar a garganta, tinha o hábito de amarrar um lenço embebecido em álcool no meu pescoço, dizia ela que melhorava. Nunca achei fundamento pra isso, mas mãe é mãe e, mesmo depois de grande, ela continuava fazendo eu pagar este mico de andar com um lenço no pescoço. Detalhe, era lenço de assoar nariz, nada de cachemere que me deixasse ao menos chique!

Um belo dia, devia ter meus 14 anos, estava sozinha em casa, doente, com o bem dito lenço no pescoço, cara de quem havia morrido, mas tinham esquecido de enterrar, quando toca a campanhia. Levantei-me meio tonta e fui ver quem era. Nem era pra gente, o cara estava atrás da vizinha que havia ficado de vender umas rifas e queria deixar um recado, pois não havia ninguém na casa dela. Peguei o telefone dele, ele agradeceu com um "obrigada, broto".

Sim, uma gíria velha até mesmo para a época que eu tinha 14, mas caras, aquilo me fez tão bem, mas tão bem, que eu, completamente grogue de amoxilina, achei que aquele era o cara mais lindo e gentil do mundo.

Pois bem, entre ontem e hoje, todas estas lembranças voltaram na minha cabeça e foi como se eu estivesse ido até lá, até aquela época e voltado. Senti o gosto do Danoninho na boca, senti o rosto corar ao lembrar do "broto".

O Danoninho eu ainda posso comprar em homenagem aos velhos tempos. Quanto ao broto daquela tarde, ainda tenho fé de que existem por aí homens gentis capazes de fazerem com que a gente se sinta a mulher mais bonita do mundo, mesmo enfrentando um bando de vírus na na garganta!

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Idéias para uma vida feliz

O miserê que se abateu sobre mim, desde dezembro, está fazendo com que eu tenha idéias bem bacanas. Se o sistema não me quer, sou eu quem vai deixá-lo, não é ele quem vai me colocar pra correr não!

1) Vou largar o emprego que me faz chorar cada vez que olho o holerite e penso nos meus anos dedicados aos estudos

2) Venderei todos os meus móveis e roupas caras, não precisarei mais deles pra nada

3) Devolverei o apartamento no treme-treme da Paim - sinto muito, mas não levo boas lembranças de lá, a não ser as três menininhas que amam meu gato

4) Voltar para a casa de mamãe

5) Não estudar mais, afinal tanto conhecimento não tem me servido para muita coisa

6) Não trabalhar mais, até que o emprego perfeito bata a minha porta

7) Enquanto isso, escrevo um romance sobre como não ser devorada pela porra do sistema!

Sim, sim, parecem-me boas decisões!

terça-feira, fevereiro 06, 2007

A minha querida mãe

Hoje, fui almoçar sozinha, enquanto os colegas de trabalho se juntaram a um certo alguém para babar seu ovo!

Caminhei, fiz minha uma hora e meia de almoço em paz e inteira - coisa rara! Vi uns tapetes lindos para a nova casa, umas cortinas que o gato vai amar e para finalizar, meu decote foi elogiado por um transeunte.

Voltando para o local de trabalho, que ainda estava vazio - pessoal se matando na churrascaria - pensei com meus botões "sim, mamãe fez um bom trabalho. Eu sou lowprofile e me orgulho disso". Então, liguei pra ela e agradeci por ter feito de mim a pessoa que eu sou. Não sou grande coisa, mas sou inteligente, honesta, não faço mal às pessoas e, gente, eu sou out e uso chapéu!

Mamãe, obrigada por tudo!

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Lindo, lindo, lindo


O que mais eu poderia desejar no dia de hoje, que acordar com um sol maravilhoso, um céu azulzinho e os termômetros marcando 28ºC às 9h30? Nada, mais nada! Isso basta pra me deixar completamente feliz!

quarta-feira, janeiro 31, 2007

Desconstruindo Caetano Veloso


Meu pai, eu adoro a música Tigresa, do Caetano Veloso, mas baixei uma versão em que fazem um samba horrendo com o arranjo. Por que as pessoas fazem isso com elas mesmas, céus?

Poesia é algo sagrado, caralho


Ai, tô tão revoltis estes dias. Bem, pediram que eu escrevesse uma poesia para certo alguém, ele próprio pediu e eu besta fiz. Sabe o que me responderam? Nada, isso é um absurdo. Sabe quanto tempo levamos para escrever a porcaria da coisa certa?

Então, não tinha idéia de publicar aqui, mas dane-se, vou fazê-la, porque é minha, só minha e de mais ninguém! E eu também faço coisas bem melhores quando estou apaixonada! O que não é o caso!

Laranja, vermelho, amarelo
Poesia é algo que não se nega a ninguém,
Mesmo quando pedida de uma maneira despretensiosa

Laranja, vermelho, amarelo
As cores que indicam perigo na natureza
É possível ver cada uma delas em tua pessoa

Isso amedronta?
Depende de que lado da cadeia predatória
você escolheu estar

Laranja é a contradição de tua voz mansa
Que cativa em poucos instantes

Vermelho é quando vira o contador de histórias
Que envolve e embriaga sem chance de que se dê conta

Amarelo te faz ser percebido apenas quando necessário
Independente de seu caminhar ágil e desenvolto.

terça-feira, janeiro 30, 2007

Ambiente insalubre II

No momento, divido minha querida sala privê com dois pernilongos. Detalhe: pernilongos geralmente só aparecem à noite, a não ser quando ele são o tal Aedes aegypti fêmea, o que dá pra ver daqui, porque elas estão de bíquini, eu posso ver. tá tudo bem, isso não é verdade.

Enfim, fui comentar com o pessoal da manutenção o causo e riram da minha cara. Meu, se eu pegar dengue, vou fazer este povo beber do meu sangue! E tenho dito!

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Coisas que me fazem triste


Eu fico triste, muito triste, quando gasto todo o meu francês para dizer sentimentalidades a quem não tem a dignidade de pelo menos se dizer grato. Gente, eu tô muito errada nesta vida!

Da série - Resoluções de Ano Novo Pós Ano Novo I


Decidi que não tomaria resoluções de ano novo no dia 1º de janeiro porque é meu inferno astral e no calor das emoções a gente só faz cagadas. Às vezes cagadas bem dadas são boas, mas às vezes a gente não limpa bem a bunda e aí já viu: assa!

Hoje, decidi que não tomarei mais os meus psicotrópicos. Chega! Já deu! Quem é que me garante que ser uma pessoa como eu sou não é o certo e o resto da humanidade que se sente feliz o tempo todo é que tem problemas sérios?

Quem nunca sofreu de amor, sentiu-se um trapo, não teve vontade de sair da cama um dia, não sentiu vontade de tomar banho, parar de trabalhar e viver de brisa, mudar-se para a Ilha de Lost, tomar banho de chuva mesmo estando resfriado, ou gritar ao mundo qualquer bobagem, que atire a primeira pedra, ora pois!

Aliás, quem é que pode me garantir que a tal vida após a morte não é esta que estamos vivendo agora?

E que ter uma foto do Leão Lobo na sua mesa de trabalho não é algo realmente estiloso?

Quem pode me garantir tudo isso, hã?

Eu perco o chão, eu não acho as palavras...


Estaria eu novamente apaixonada? Nada disso, a coisa sempre pode ser pior. Por exemplo?

Por exemplo, eu gostaria de entender por que todos os dias, no período mais quente que é após às 14h, a manutenção do local onde trabalho desliga a porra do ar-condicionado, deixando os "colaboradores" trabalharem em condições insalubres?

Alguém pode me explicar o que se passa na cabeça das pessoas? Heim? Heim?

É algum tipo de punição e ninguém me avisou nada? Em plena TPM passar por um calor destes é discriminação de gênero!

domingo, janeiro 28, 2007

Meninos são apenas meninos...


e quando nos damos conta disso, as coisas ficam bem mais fáceis! Afinal, "tudo é uma questão de manter a linha reta, a espinha ereta e o coração tranquilo".

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Tá acabando...


Finalmente esta merda de inferno astral está indo para as cucuias. Odeio que meu aniversário seja no começo do ano. Ele já se inicia totalmente fudido, ou sou eu que não deveria acreditar tanto assim em astrologia.

Enfim, o fato é que dia 1º de fevereiro, completo mais uma primavera e ontem, as coisas já melhoraram. Show maravilhoso e de graça dos Mutantes.

Semana que vem, festa de niver só com amigos que fazem a diferença.

Em menos de um mês, devo ir-me para o apartamento novo.

Até agora, meu ano sabático não furou.

Decidi ter uma vida simples. Não comprarei nada sem necessidade até estabilizar minhas contas, ou seja, delírios de consumo desapareçam da minha cabeça, agora! Tá, talvez um quadro que estou paquerando há dias e que ficará lindo no meu homeoffice - eu terei um - mas depois, pode esquecer.

Para fechar da melhor maneira possível, hoje começa o retiro de auto-conhecimento do Movimento Humanista. Local? Ilha Bororé - pouquinho depois do fim do mundo! Delícia!

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Fora de si...


Acho ótimo quando as pessoas dizem, com a maior naturalidade do mundo: "estou fora de si". Well, se pensarmos bem, todo mundo está fora de todo mundo e, de certa forma, a coisa fica certa.

Pois bem, hoje eu posso dizer em letras garrafais e bold ESTOU COMPLETAMENTE FORA DE SI. O dia todo, tive que lutar com as seguintes idéias que não quiserem se desprender de meu suntuoso cérebro:

- queria matar as pessoas que não prestam atenção no que é dito e depois fazem cara de "ué";
- queria ter sempre paciência com elas, quando sei que possuem deficit de atenção;
- queria ter a manha de mandar à merda, quando sentam no meu computador e refazem tudo que eu fiz sem a menor explicação;
- queria reponder com cara de pouco caso "coloque-se no meu lugar e responda você mesmo", sempre que me perguntam se eu ficarei brava;
- queria encontrar mais pessoas dispostas a conhecer e participar do Movimento Humanista, mas estão todos muito preocupados com o próprio umbigo ou envoltos em uma absoluta preguiça;
- por que fazer de você meu amor platônico ao invés de arriscar? Para deixá-lo intocado? Puro? Sim, só pra isso! Teus olhos claros e tua voz mansa me fazem querer apenas isso.

No funfo, queria ter um ano sabático. Descansar minha própria terra. Nada tão complicado, saca?

terça-feira, janeiro 23, 2007

Eu só queria...


conseguir, ser capaz de amar de novo. Será que poderei sentir isso novamente?

"Mas há a vida que é para ser intensamente vivida, há o amor. Que tem que ser vivido até a última gota. Sem nenhum medo. Não mata". Clarice Lispector

Quem foi o maldito que me deixou com este medo? É a única coisa que me apavora no momento! E eu só quero viver isso intensamente, até a última gota, sem medo, sem morrer.

Ai, tô tão Manoel Carlos. Sai pra lá encosto!

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Eu sou uma vira-lata com muita honra


É o seguinte: odeio gente que fica se gabando de que o avô era italiano, a mãe era polonesa, o tataravô era espanhol e o diabo a quatro!

Em algum lugar da minha acedência, tive parentes europeus que vieram pra cá, mas por parte de pai, são nordestinos e me orgulho disso.

Por parte de mãe, meu avô era brasileiro, filho de um italiano, e casado com uma índia, isso mesmo, minha avó materna era indígena e também me orgulho disso!

O que isso significa? Que como boa brasileira que sou, toda esta lambança faz de mim uma autêntica vira-lata! Por que tanta raiva em tão nobre coração?

Porque odeio gente besta que vem falar que acha o máximo as européias que não depilam a porra do sovaco! Além disso, vem dizer: "é um lance cultural". Sim, é um lance cultural, elas não transpiram como nós e também não precisam tomar banho como nós, porque lá não faz o calor que faz aqui. Mais que isso. Esta gentinha se recusa a acreditar que o hábito de tomar banho todos os dias tenha surgido do índios, o que é um preconceito ridículo!

Europeu era fedido e medonho quando chegou aqui. Hoje melhorou, mas ainda existem aqueles que chegam aqui e pensam que podem ficar sem tomar banho como na Europa. Eu entendo e isso não me impede de achar que alguns são lindos, mas meu, quem nunca se incomodou com o cheiro de um francês ou alemão que atire a primeira pedra!

Respeito o fato de eles não terem esta necessidade como nós, mas pelo amor de Deus, os índios são os responsáveis pelos banhos diários e pela comida temperada, diga-se de passagem, que também é influência dos negros e agradeço aos céus pela pimenta malagueta, pelo cominho, pela salsinha, pela cebolinha, por ser uma bela de uma vira-lata!

E tenho dito.

Foi só um desabafo.

Acho que agora estou mais calma.

Ufa...

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Mas só dá assobração...


Depois que me separei, neste um ano de solteirice, estou pasma com a quantidade de homens calhordas. Mais que isso, mentirosos. Por isso, se você já tem o seu, colega, não faça como eu, segure ele bem forte porque a luta lá fora tá feia!

Eu só queria entender qual a necessidade de uma pessoa adulta se aproximar de outra e mentir. Se são adultas, não é mais fácil dizer a verdade?

Possíveis diálogos impossíveis
- Eu sou casado, tenho alguém, mas não estou me sentindo feliz. Você é uma pessoa interessante, quer sair comigo?

Possíveis respostas honestas
- Eu nunca acreditei em fidelidade mesmo, podemos tentar.

Ou ainda:

- Sou totalmente contra sair com homens comprometidos, devo isso ao sexo feminino

Céus, será que só na minha cabeça as coisas são fáceis deste jeito? Simples assim? Será que eu vivo na porra do mundo bizarro e ainda não me dei conta? Será que eu sou terrestre? Será que só eu sinto esta angústia de sair gritando: "A VERDADE, SOMENTE A VERDADE, NADA MAIS QUE A VERDADE, PELO AMOR DE DEUS"!

É por isso que terminando minha pós, vou-me embora para um kibutz ser voluntária. Eu adoro Sade, mas esta vida mundana é demais pra mim! Preciso me dedicar a algo maior e que não envolva sexo, amor, sentimentos. Eu sequei!

terça-feira, janeiro 16, 2007

Quero ser Frida Kahlo


Sempre gostei de suas pinturas fortes, coloridas - eu sou uma pessoa colorida - e do contraste que estas cores causavam: a vida de Frida era cinza. Mas que mulher! Se pudesse ser alguém, com certeza a escolheria. Pela sabedoria, pela sensibilidade, pela força, pela coragem, por quem ela era.

Estou fazendo um texto sobre a pintora e não há nada melhor que escrever quando se apaixona pelo objeto do estudo. Então, parafraseando Frida Kahlo: "Escrevo sobre mim porque estou muitas vezes sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor".

Acho que isso justifica bem a criação de um blog!

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Maravilhas da Internet



Antes que proíbam o riso, mais uma descoberta de gentil amigo. A internet e suas maravilhas Linha do trem.

Bizarrice ou algo fantástico?


Há pessoas que passam pela vida da gente, literalmente passam, você as vê apenas uma vez e elas se recusam a te deixar, a sair de seus pensamentos. Volta e meia, lá está você no meio de um dia insosso e elas aparecem.

Junto com elas, vêm um ligeiro sorriso, uma pequena lembrança, alguns detalhes como a cor dos olhos, a voz mansa e o gosto do beijo. Quanto tempo isso durou desde a vez que se viram? Não passou de uma hora? Mas a sensação é tão boa que parece permanecer pelo resto da eternidade!

Isso é bizarro, ou apenas algo saído de um livro de literatura fantástica digno de Jorge Luiz Borges? Eu não sei a resposta, mas garanto que sou capaz de ganhar o dia com tudo isso e é o que importa...

O meu pulso, pasmem, ainda pulsa


Já que não tenho palavras para descrever meu atual estado de degradação física e mental, apesar de o meu cabelo continuar lindo sem eu me esforçar para isso, utilizo a ajuda dos Titãs para expor meus sentimentos e não perder o hábito de postar aqui.

O Pulso
O pulso ainda pulsa
O pulso ainda pulsa

Peste bubônica, câncer, pneumonia
Raiva, rubéola, tuberculose, anemia

Rancor, cisticircose, caxumba, difteria
Encefalite, faringite, gripe, leucemia

O pulso ainda pulsa (pulsa)
O pulso ainda pulsa (pulsa)

Hepatite, escarlatina, estupidez, paralisia
Toxoplasmose, sarampo, esquizofrenia
Úlcera, trombose, coqueluche, hipocondria
Sífilis, ciúmes, asma, cleptomania

E o corpo ainda é pouco
E o corpo ainda é pouco

Reumatismo, raquitismo, cistite, disritmia
Hérnia, pediculose, tétano, hipocrisia
Brucelose, febre tifóide, arteriosclerose, miopia
Catapora, culpa, cárie, câimba, lepra, afasia

O pulso ainda pulsa
O corpo ainda é pouco
Ainda pulsa

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Um porre


O dia não passa, as horas não passam, tá um saco conseguir alugar o apartamento novo porque sou uma pobre fudida, fui informada que terei que colocar o aparelho fixo superior em janeiro - esta é a pior! Com tudo isso, por que não dou cabo de minha vida? Ora, ora, porque o dia está quente, ensolarado e o meu cabelo está um espetáculo! Fico tão feliz!

Odeio gente escrota...


e o mundo está cheio delas. Gente que não reconhece teus esforços, gente que não enxerga as próprias limitações e coloca a culpa nos outros, gente que só colabora para as desigualdades sociais, gente que te olha diferente porque não somos da mesma religião. Cara, no final todo mundo vai feder do mesmo jeito, pelo amor de Deus! Um pouco mais de humanidade para honrar quem somos nós!

Papai do céu,


seria pedir demais uma vida cheia de som e fúria?

terça-feira, janeiro 09, 2007

Aprendendo com uma X-Men


No filme do X-Men 2, Jean Grey diz a Wolverine: "Nó fletarmos com os bandidos, mas casamos com os mocinhos". É, os bandidos são bem mais excitantes, mas por que eu quero voltar para o mocinho que eu jurava que não estava feliz? Pela segurança? Pela paz que ele me dá? Pela calmaria? Por amor? Será que eu não consigo tudo isso sozinha?

segunda-feira, janeiro 08, 2007

A gente se mete a escrever...


Dentre as boas descobertas dos últimos dias, o livro do colombiano Efraim Medina Reyes, Era uma vez o amor, mas tive que matá-lo já está na minha lista de leitura para o ócio criativo. O título é maravilhoso e o capítulo que li, indicação de um querido amigo, é um verdadeiro deleite, coisa que somente as boas leituras proporcionam.

Em especial, publico aqui a parte que fala sobre alguns motivos que levam Efraim à esrita. É bom saber que temos muito em comum. Quem se arrisca em traçar suas próprias linhas com certeza vai entender porque!

A gente se mete a escrever

A gente se mete a escrever porque não foi capaz de bater num motorista que nos afrontou na rua, porque não quebrou pratos num restaurante, porque não enfrentou um policial louco que xingou sua namorada, porque não cuspiu num professor que dizia que a Terra é redonda, porque deixou que pegassem seu lugar na fila do cinema, porque não tem ofício nem benefício, porque pensa que é uma forma fácil de fazer fama e dinheiro, porque se paspalhos como García Márquez e Mutis fazem isso, a gente também pode fazer, porque não é bom em matemática, porque não quer ser médico nem advogado, porque está irado, porque odeia as pessoas e quer insultá-las.

A gente se mete a escrever porque uma garota linda lhe disse que gostava de escritores, porque precisa de um álibi para não trabalhar, porque isso o faz sentir-se superior, porque leu uns romances de caubóis e quer entrar na concorrência, porque é um caubói sem Oeste, porque escriturários como Vargas Llosa o fazem, porque não tem voz, porque não tem ritmo, porque está farto de bater punheta, porque quer trepar com uma mulher mas não sabe como, porque pensa que tem alguma coisa a dizer, porque descobre que as garotas bonitas dizem que os escritores são ternos mas saem com mafiosos, porque não deixam dar um amasso na ganhadora do concurso nacional de beleza, porque é magro e não tem remédio, porque tem medo de morrer sem ter metido numa garota linda, porque se um puxa-saco hipócrita como Vargas Llosa escreve qualquer um pode fazê-lo, porque sabe que o cinema é tempo perdido, porque tem inveja dos micos que aparecem na tela e ganham milhões, porque na falta de melhores oportunidades quer ser como Bukowski.

A gente se mete a escrever porque não sabe lutar boxe nem tem colhões para isso, porque tem os dentes tortos e não pode sorrir como gostaria, porque para os impotentes de todo tipo não há outro caminho, porque todos os feios escrevem ou assassinam e a gente não é capaz de matar nem uma mosca, porque escrever dá importância, porque para chamarem alguém de escritor não é preciso escrever bem, mas para chamarem de filho-da-puta não importa se sua mãe é uma santa, porque tem medo de ficar à deriva sem fazer nada, porque não pode beber toda noite, porque ama a Deus mas odeia as sociedades sem fins lucrativos, porque não tem namorada, porque não há emoções mas insultos, porque na sua casa não tem televisão e o rádio quebrou, porque a mulher do vizinho é gostosa, porque tem medo de ficar careca e por isso evita os espelhos. A gente se mete a escrever porque não se atreve a assaltar um supermercado, porque ama a mulher e ela é namorada do garoto esperto da rua, porque não há revistas pornográficas suficientes, porque quer fazer alguma coisa além de cagar e se masturbar, porque não é o garoto esperto da rua nem o garoto forte nem o engraçado, porque é o garoto nada, porque não vale um tostão furado, porque apanha lá fora, porque sua mãe grita o tempo todo, porque não há ilusões nem luz no fim do túnel, porque sua mãe grita o tempo todo, porque sua mente voa baixo e nunca será outro Cioran, porque não tem coragem para saltar, porque não quer a esposa feia que merece, porque tem medo de morrer sem ter comido um belo cuzinho, porque não tem pai, amigos, nem fortuna, porque não tem o jeito de cuspir do Clint Eastwood, porque se paralisa entre uma e outra intenção, porque era uma vez o amor mas eu tive que matá-lo.

O bom é que escrever não serve para nada daquilo que a gente quer. Escrever é um limite, uma dor, um defeito a mais. O bom é que depois de escrever a gente se sente péssimo. Nada mudou, tudo continua no seu lugar (menos você, maldito cabelo), Pelé não volta para o campo. O ruim é que você escreve e o Pambelé cai na lona espancado por um gringo, um maldito gringo que esteve preso por bater na mãe. O ruim é que Pambelé não é a mãe do gringo e – por mais que você escreva – continua caído. O bom é que você escreve e continua sonhando com a mulher do vizinho, sonha que a agarra pelas orelhas e crava-lhe a rola. O ruim é que escrever não cura seus desejos assassino, que assaltar um supermercado continua sendo o seu objetivo impossível. O ruim é que ainda deseja um amor inesquecível. O bom é que escrever é outra forma de cagar e se masturbar. O ruim é que você lê os grandes autores mas só Bukowski lhe diz alguma coisa. O ruim é que um dia a garota bonita toma conhecimento que você escreve e não deixa que lhe meta fundo, até o outro lado da morte. O ruim é que escrever serve para tudo aquilo que você não quer.

- Oi, mãe.
- OH MEU DEUS, Rep: o seu sapato está SUJO DE MERDA.
- Não grite, vou limpar o chão.
- Saia daí, VOLTE POR ONDE VEIO.
- Tá bom, mamãe, mas não grite.
- NÃO ESTOU GRITANDO.

Pessoas legais, ao menos é o que parece

Tudo que sei sobre ela é que é uma ótima atriz e parece uma pessoa bacana, mas se ela é o que parece, não dá pra saber. O que sei é que depois que li o blog da garota, ela conseguiu muito mais o meu respeito! De Leandra Leal, Alice me persegue.

Assim caminha a humanidade


Tô podraca! O ano de 2007 começou feio, chuvoso, chato e bolorento e tudo isso interfere diretamente no meu humor. Além disso, a TPM do mês está me fazendo chorar a cada meia hora, meus peitos estão enormes e doloridos e eu tô me sentindo a pessoa mais triste do mundo!

Vários planos a serem colocados em andamento, mas a preguiça é maior que tudo. A boa nova é que vou mudar de casa, isso já é um alento, mas, puta que pariu, mudar de casa é um porre! Arrumar caixas, organizar roupas, livros, cds, dvds, desmontar móveis, eu só queria ter grana para contratar A empresa de mudança e deixar ela fazer tudo. Não me daria nem ao trabalho de levar o gato Gary, que está cada vez mais pancada por sinal - ele pensa que é um cachorro!

A outra coisa boa é que, como de costume, todo início de ano eu faço algo realmente tosco, para quando as coisas começam a desandar eu poder me lembrar e dizer "cacete, tudo tá errado, mas eu fiz isso e foi muito legal".

A semana passada eu fiz rafting em São Luiz do Paraitinga. Primeiro, que eu fiquei numa pousada muito boa, segundo, que eu andei e curti o lugar até não poder mais, terceiro que eu tomei o melhor capuccino da minha vida, quarto que eu tenho pavor de rio, mas, caras, que tesão que foi fazer aquilo! Água gelada e cristalina, virar o bote, curtir a natureza, aprender a remar e principalmente, não me afogar! Já tenho a sensação boa, para me lembrar nos momentos ruins, agora é só me concentrar nela e mandar tudo às favas. Céus, o ano mal começou e já quero mandar tudo pro inferno. Preciso voltar a meditar!