segunda-feira, março 05, 2007

Eu preciso menstruar agora


Deus! A TPM está de lascar! Todo o momento de paz e tranqüilidade se foi num piscar de olhos. De repente, deu uma vontade de chorar feito doida, de voltar pra casa de mami e de cortar meus pulsos porque, sexta-feira, eu quase rasguei minhas roupas de tanto chorar vendo o julgamento da novela Páginas da Vida, quando os gêmeos Clara e Francisco ficam com a Dra. Helena e o avô respectivamente! Ai, que vergonha! Parem o mundo que eu quero descer e menstruar agora! Tudo isso passa depois que a coisa vem, então vem logo!

Obs: eu não estou atrasada, ou seja, grávida. Pelo contrário, estou pedindo para a coisa se adiantar porque eu preciso ficar normal, pô!

Teria sido efeito do eclipse?


Well, passado mais um final de semana travada, por conta de minha hérnia de disco a quem resolvi batizar de Sebastiana, hoje, em plena segunda-feira, chego no trabalho e sinto um astral diferente.

Não me perguntem why, mas acho que algo bom, muito bom está prestes a acontecer. É uma ansiedade gostosa, de esperança, sei lá, não dá para explicar. Talvez seja porque as aulas da pós recomecem hoje, o fato é que tá tudo estranhamente leve, em paz e, às vezes, estamos tão desesperados com tudo, que nos esquecemos do quanto é maravilhoso sentir-se em paz!

Seria efeito do tal eclipse lunar? Eu não sei! A única coisa que espero é que coisas boas aconteçam a todos nós!

domingo, março 04, 2007

E um judeu cria Borat


Em novembro, participei de uma pesquisa de mercado e vi o filme Borat com mais umas 300 pessoas que depois responderam a um questionário sobre as piadas, piores e melhores cenas etc. Naquele dia, saí da sala de exibição exausta! Nunca tinha visto tanta escatologia junto, há tempos não ria tanto.

Borat entra em circuito nacional e revejo na pré-estréia. Tenho a chance de relembrar detalhes que já havia esquecido como a suposta cigana que encolhe a dona de uma casa e passa a vender seus tesouros, ou o produtor do "documentário" que diz poder viajar pelos EUA desde que não seja de avião, pois os judeus podem atacar de novo como em 11 de setembro.

Sinto um alívio e penso "ufa, o politicamente correto ainda não venceu totalmente"!

E viva o humor inglês! E viva Borat, o segundo melhor repórter do Cazaquistão!

quinta-feira, março 01, 2007

E Deus criou Contardo Calligaris...


Ando meio chata e por isso não tenho escrito muito. Revoltada com a vida como se isso fosse uma grande coisa! Não conheço quem não esteja. Enfim, às vezes, é necessário algo externo para nos fazer dar valor a certas atitudes que temos, afinal, quando falamos de nós mesmos, a tendência é sempre achar que estamos aquém do que gostaríamos.

Talvez sim, mas também é bom acreditar que, de vez em quando, conseguimos ser autênticos, verdadeiros e coerentes com nós mesmos. Respeitar nossa natureza, a natureza do outro. O fato de que, azar o seu, doçura, mas nem sempre as pessoas vão agir do jeito como gostaríamos, como julgamos certo, como fazemos, como manda a nossa essência.

E foi assim que dei graças aos céus por Deus ter criado Contardo Calligaris, por ter lhe dado sabedoria, por ter lhe dado um emprego na Folha de São Paulo e por permitir que eu delicie-me com ele a cada quinta-feira, a cada descoberta, a cada susto, a cada tropeço...

Faz tempo que não bebo, mas hoje, comemorando o Carnaval atrasado e tudo o que a festa representava nos tempos de Dionísio, abrirei minha melhor garrafa de vinho e brindarei à elegância do espírito, à intensidade e à variedade de experiências, ao amor e a uma outra vida possível!

Pecados Íntimos por Contardo Calligaris
"Quando ensinava "Cultural Studies" na New School, começava dizendo a meus estudantes que eles eram livres para tirar todas as notas A que quisessem, mas, para entender a subjetividade moderna, eles teriam que passar por três letras B: Brummel, Byron e Bovary. Não era só uma piada de professor: as três figuras em questão, afinal, falam todas de nossa impossibilidade de conseguir, na vida, a nota máxima.

Um B já é de bom tamanho. Brummel (o primeiro dandy, no fim do século 18) lembra que a nobreza não é efeito do berço em que a gente nasce; ela é fruto da "elegância" (não tanto das maneiras e da roupa, mas do espírito). O hábito, na modernidade, faz o monge, e somos livres para escolhê-lo. Mas essa liberdade tem um custo: o desconforto de apenas parecer o que somos e, claro, a aflição de parecer o que não somos ou não queremos ser. O hábito faz e aprisiona o monge.

Byron (o poeta romântico) lembra que, na vida moderna, o que importa é a intensidade e a variedade de experiências. A fome de viver e o anseio de aventuras levam alguns a lutar pela independência da Grécia, a pular de skate quando mal sabem andar ou a perder-se nas sarjetas do mundo. E nos levam a sonhar com o que não ousamos empreender.

Emma Bovary (a heroína do romance de Flaubert) lembra que o amor é o grande operador moderno da mudança. Descobrimos que podíamos inventar nossa vida quando começamos a casar por amor (e não para preservar a casta, a família e o patrimônio). Portanto, esperamos do amor que ele nos transforme e nos leve para uma "outra" vida (e toda vida tem uma "outra" vida com a qual sonhar)."

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

A vida no planeta está hostil

Anos aqui neste planetinha azul e nunca me senti tão ET como nos últimos dias. Pessoas bacanas perdendo a dignidade por porra nenhuma, minha chefe dizendo que meus pensamentos sobre trabalho e horário flexível são provenientes de uma mente ainda não "domesticada", e o meu terapeuta diz que a crise de hérnia de disco é um sinal de que eu não estou aguentando o peso do ambiente lazarento da empresa.

Valha-me, Deus. Por que me fizeste tão fora de ordem? Eu não poderia ser um pouquinho mais submissa? Só um bocadinho. O suficiente para me contentar com um emprego público e fazer a revolução não-violenta em paralelo? No fundo, tudo o que eu queria era uma vida menos ordinária, nada mais que isso!

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Coisas boas atraem coisas boas, acho...


Tá bem, tá bem. Prometi a mim mesma que tentaria pensar em coisas boas e que as coisas ruins não me tirarariam tão do sério, por isso, estou meditando diariamente. Mas preciso fazer mais e não pode passar desta semana!

1) Preciso ver os filmes "Quem somos nós" e "Segredos": cansei de todos os amigos que viram olhar pra mim e dizer "mas é a sua cara, não acredito que ainda não assistiu!" Verei, prometo que verei.

- Vou melhorar as práticas meditativas, este mundo infernal não pode me derrubar, afinal, eu sou uma boa pessoa, porra!

- Tentar ver que as pessoas cuzonas são importantes nas nossas vidas para nos mostrar o que NÃO devemos fazer e ser!

- Ser mais tolerante com as pessoas cuzonas, afinal, elas devem ter problemas mal resolvidos com a fase anal, como explicaria meu amigo Freud, e, convenhamos, ter este tipo de problema deve ser foda de triste!

Por fim, textinho blogado pela amiga Flor de Lis e que acho que vale ser reproduzido!

"Prometa a si mesmo"
Ser forte de maneira que nada possa perturbar a sua paz de espírito.
Falar de saúde, felicidade e prosperidade a toda pessoa que encontrar.
Fazer os amigos sentirem que há alguma coisa de superior dentro deles.
Olhar para o lado glorioso de todas as coisas e fazer com que o otimismo se torne uma realidade.
Pensar sempre no melhor, trabalhar sempre pelo melhor e esperar somente o melhor.
Esquecer os erros passados e preparar-se para melhores realizações no futuro.
Ter tanto entusiasmo e interesse pelo sucesso alheio como pelo próprio.
Dedicar tanto tempo ao próprio aperfeiçoamento que não lhe sobre tempo para criticar os outros.
Fazer um bom juízo de si mesmo e proclamar este fato ao mundo, não em altas vozes, mas em grandes feitos.
Viver na certeza de que o mundo estará a seu lado, enquanto lhe dedicar o que há de melhor em si mesmo."

domingo, fevereiro 25, 2007

É muito rápido se tornar um filho da puta

Estou doente! Desde sexta-feira, meu problema de hérnia de disco vinha dando sinais de que eu travaria a qualquer momento. Well, o momento foi neste domingo. Sozinha, lá fui eu literalmente me arrastando a um pronto-socorro para poder ser atendida! O ortopedista deu uma bela de uma injeção, em meia hora a dor havia diminuído e já não andava como uma velha encurvada. Dois dias de repouso com atestado médico.

Ligo para a chefe e digo que não irei trabalhar nos dois próximos dias, preciso de repouso. Mas me comprometi a fazer o trabalho de casa. Ok, tudo bem. Algumas horas depois, recebo a ligação de que era melhor eu ir trabalhar porque eu já tinha uma falta "injustificada" e tudo o que ela tinha feito para não me descontarem o dia viria por água abaixo.

Desligo o telefone e sinto vontade de vomitar! Sinto nojo! Sinto raiva! Sinto que nesta bosta de mundo, as pessoas aprendem rápido a se tornar um belo filho de uma puta! Alguém que vive se queixando de sofrer assédio moral no trabalho, de repente, sem se dar conta, faz a mesma canalhice. "Não é prudente você faltar agora, mesmo doente. Vou te buscar de carro na sua casa".

Bem, infelizmente não é um carro que vai passar minha dor. Quem vai dar conta do desrespeito com que fui tratada? A vontade de mandar tudo às favas? A vontade de chegar no local e dar um belo troco à altura e a incapacidade que tenho para fazer isso, pelo simples fato de que eu trato as pessoas do mesmo jeito que gosto de ser tratada, com respeito, como o ser humano que sou!

Este mundo está me deixando cada vez mais cansada. Quero acreditar que há pessoas que merecem nossa confiança, nosso respeito, mas a cada rasteira, fica mais difícil acreditar que existem pessoas interessadas no bem estar uma das outras. Estou cansada!

Assédio moral
Assédio moral ou Violência moral no trabalho não é um fenômeno novo. Pode-se dizer que ele é tão antigo quanto o trabalho. A novidade reside na intensificação, gravidade, amplitude e banalização do fenômeno e na abordagem que tenta estabelecer o nexo-causal com a organização do trabalho e tratá-lo como não inerente ao trabalho.

O que é humilhação?
Conceito: É um sentimento de ser ofendido/a, menosprezado/a, rebaixado/a, inferiorizado/a, submetido/a, vexado/a, constrangido/a e ultrajado/a pelo outro/a. É sentir-se um ninguém, sem valor, inútil. Magoado/a, revoltado/a, perturbado/a, mortificado/a, traído/a, envergonhado/a, indignado/a e com raiva. A humilhação causa dor, tristeza e sofrimento.

O que é assédio moral no trabalho?
É a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego.

Caracteriza-se pela degradação deliberada das condições de trabalho em que prevalecem atitudes e condutas negativas dos chefes em relação a seus subordinados, constituindo uma experiência subjetiva que acarreta prejuízos práticos e emocionais para o trabalhador e a organização. A vítima escolhida é isolada do grupo sem explicações, passando a ser hostilizada, ridicularizada, inferiorizada, culpabilizada e desacreditada diante dos pares. Estes, por medo do desemprego e a vergonha de serem também humilhados associado ao estímulo constante à competitividade, rompem os laços afetivos com a vítima e, freqüentemente, reproduzem e reatualizam ações e atos do agressor no ambiente de trabalho, instaurando o 'pacto da tolerância e do silêncio' no coletivo, enquanto a vitima vai gradativamente se desestabilizando e fragilizando, 'perdendo' sua auto-estima.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Eu quero, mas não consigo


Alguns dias fora de órbita, passo para dar sinal de vida. Sim, os marcianos estão bem e mandam lembranças!

Mudei de casa e ela é linda, e tem quintal, e tem varanda e meu gato está desnorteado com o espaço.

Estou lendo "Travessuras da menina má", de Mario Vargas Llosa, isso tem me inspirado, mas não tenho tempo para escrever aqui, o que é uma bosta.

Por outro lado, estou escrevendo pra caralho no trabalho e para os freelas. A Telefonica cagou na minha linha, ainda não tenho Speedy, minha vida financeira está uma bosta, devo mais de três pilas no banco - aceito donativos - mas, porra, eu gosto do que faço e isso já é bastante coisa! É praticamente tudo. E tenho dito!

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Doces lembranças


Estou com uma gripe medonha e uma infecção na garganta que, desde que me conheço por gente, sempre foi meu calcanhar de Áquiles. Lembro de ser pequena e minha mãe, várias vezes, sair comigo, de madrugada, atrás de médico porque a febre estava muito alta. Eu odeio ficar doente e, até hoje, quando a garganta fica infeccionada, preparo-me para o pior. Sempre é um sofrimento. Sempre tudo igual. Mas desta vez foi diferente.

Ontem, quando acordei sem voz, lembrei que nestas ocasiões, eu me matava de comer Danoninho e tinha que ser o que vale por um bifinho, do outro eu não gostava. A garganta ficava tão fechada que pouca coisa passava, e como eu estava doente, podia fazer certas exigências! Naqueles tempos, eu virava a verdadeira e única amiga do rei. Era o que me distraía, era a única coisa boa em meio à febre, tosse, dor, malemolência e estas chatices todas.

Pois bem, minha mãe, para melhorar a garganta, tinha o hábito de amarrar um lenço embebecido em álcool no meu pescoço, dizia ela que melhorava. Nunca achei fundamento pra isso, mas mãe é mãe e, mesmo depois de grande, ela continuava fazendo eu pagar este mico de andar com um lenço no pescoço. Detalhe, era lenço de assoar nariz, nada de cachemere que me deixasse ao menos chique!

Um belo dia, devia ter meus 14 anos, estava sozinha em casa, doente, com o bem dito lenço no pescoço, cara de quem havia morrido, mas tinham esquecido de enterrar, quando toca a campanhia. Levantei-me meio tonta e fui ver quem era. Nem era pra gente, o cara estava atrás da vizinha que havia ficado de vender umas rifas e queria deixar um recado, pois não havia ninguém na casa dela. Peguei o telefone dele, ele agradeceu com um "obrigada, broto".

Sim, uma gíria velha até mesmo para a época que eu tinha 14, mas caras, aquilo me fez tão bem, mas tão bem, que eu, completamente grogue de amoxilina, achei que aquele era o cara mais lindo e gentil do mundo.

Pois bem, entre ontem e hoje, todas estas lembranças voltaram na minha cabeça e foi como se eu estivesse ido até lá, até aquela época e voltado. Senti o gosto do Danoninho na boca, senti o rosto corar ao lembrar do "broto".

O Danoninho eu ainda posso comprar em homenagem aos velhos tempos. Quanto ao broto daquela tarde, ainda tenho fé de que existem por aí homens gentis capazes de fazerem com que a gente se sinta a mulher mais bonita do mundo, mesmo enfrentando um bando de vírus na na garganta!

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Idéias para uma vida feliz

O miserê que se abateu sobre mim, desde dezembro, está fazendo com que eu tenha idéias bem bacanas. Se o sistema não me quer, sou eu quem vai deixá-lo, não é ele quem vai me colocar pra correr não!

1) Vou largar o emprego que me faz chorar cada vez que olho o holerite e penso nos meus anos dedicados aos estudos

2) Venderei todos os meus móveis e roupas caras, não precisarei mais deles pra nada

3) Devolverei o apartamento no treme-treme da Paim - sinto muito, mas não levo boas lembranças de lá, a não ser as três menininhas que amam meu gato

4) Voltar para a casa de mamãe

5) Não estudar mais, afinal tanto conhecimento não tem me servido para muita coisa

6) Não trabalhar mais, até que o emprego perfeito bata a minha porta

7) Enquanto isso, escrevo um romance sobre como não ser devorada pela porra do sistema!

Sim, sim, parecem-me boas decisões!

terça-feira, fevereiro 06, 2007

A minha querida mãe

Hoje, fui almoçar sozinha, enquanto os colegas de trabalho se juntaram a um certo alguém para babar seu ovo!

Caminhei, fiz minha uma hora e meia de almoço em paz e inteira - coisa rara! Vi uns tapetes lindos para a nova casa, umas cortinas que o gato vai amar e para finalizar, meu decote foi elogiado por um transeunte.

Voltando para o local de trabalho, que ainda estava vazio - pessoal se matando na churrascaria - pensei com meus botões "sim, mamãe fez um bom trabalho. Eu sou lowprofile e me orgulho disso". Então, liguei pra ela e agradeci por ter feito de mim a pessoa que eu sou. Não sou grande coisa, mas sou inteligente, honesta, não faço mal às pessoas e, gente, eu sou out e uso chapéu!

Mamãe, obrigada por tudo!

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Lindo, lindo, lindo


O que mais eu poderia desejar no dia de hoje, que acordar com um sol maravilhoso, um céu azulzinho e os termômetros marcando 28ºC às 9h30? Nada, mais nada! Isso basta pra me deixar completamente feliz!

quarta-feira, janeiro 31, 2007

Desconstruindo Caetano Veloso


Meu pai, eu adoro a música Tigresa, do Caetano Veloso, mas baixei uma versão em que fazem um samba horrendo com o arranjo. Por que as pessoas fazem isso com elas mesmas, céus?

Poesia é algo sagrado, caralho


Ai, tô tão revoltis estes dias. Bem, pediram que eu escrevesse uma poesia para certo alguém, ele próprio pediu e eu besta fiz. Sabe o que me responderam? Nada, isso é um absurdo. Sabe quanto tempo levamos para escrever a porcaria da coisa certa?

Então, não tinha idéia de publicar aqui, mas dane-se, vou fazê-la, porque é minha, só minha e de mais ninguém! E eu também faço coisas bem melhores quando estou apaixonada! O que não é o caso!

Laranja, vermelho, amarelo
Poesia é algo que não se nega a ninguém,
Mesmo quando pedida de uma maneira despretensiosa

Laranja, vermelho, amarelo
As cores que indicam perigo na natureza
É possível ver cada uma delas em tua pessoa

Isso amedronta?
Depende de que lado da cadeia predatória
você escolheu estar

Laranja é a contradição de tua voz mansa
Que cativa em poucos instantes

Vermelho é quando vira o contador de histórias
Que envolve e embriaga sem chance de que se dê conta

Amarelo te faz ser percebido apenas quando necessário
Independente de seu caminhar ágil e desenvolto.

terça-feira, janeiro 30, 2007

Ambiente insalubre II

No momento, divido minha querida sala privê com dois pernilongos. Detalhe: pernilongos geralmente só aparecem à noite, a não ser quando ele são o tal Aedes aegypti fêmea, o que dá pra ver daqui, porque elas estão de bíquini, eu posso ver. tá tudo bem, isso não é verdade.

Enfim, fui comentar com o pessoal da manutenção o causo e riram da minha cara. Meu, se eu pegar dengue, vou fazer este povo beber do meu sangue! E tenho dito!

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Coisas que me fazem triste


Eu fico triste, muito triste, quando gasto todo o meu francês para dizer sentimentalidades a quem não tem a dignidade de pelo menos se dizer grato. Gente, eu tô muito errada nesta vida!

Da série - Resoluções de Ano Novo Pós Ano Novo I


Decidi que não tomaria resoluções de ano novo no dia 1º de janeiro porque é meu inferno astral e no calor das emoções a gente só faz cagadas. Às vezes cagadas bem dadas são boas, mas às vezes a gente não limpa bem a bunda e aí já viu: assa!

Hoje, decidi que não tomarei mais os meus psicotrópicos. Chega! Já deu! Quem é que me garante que ser uma pessoa como eu sou não é o certo e o resto da humanidade que se sente feliz o tempo todo é que tem problemas sérios?

Quem nunca sofreu de amor, sentiu-se um trapo, não teve vontade de sair da cama um dia, não sentiu vontade de tomar banho, parar de trabalhar e viver de brisa, mudar-se para a Ilha de Lost, tomar banho de chuva mesmo estando resfriado, ou gritar ao mundo qualquer bobagem, que atire a primeira pedra, ora pois!

Aliás, quem é que pode me garantir que a tal vida após a morte não é esta que estamos vivendo agora?

E que ter uma foto do Leão Lobo na sua mesa de trabalho não é algo realmente estiloso?

Quem pode me garantir tudo isso, hã?

Eu perco o chão, eu não acho as palavras...


Estaria eu novamente apaixonada? Nada disso, a coisa sempre pode ser pior. Por exemplo?

Por exemplo, eu gostaria de entender por que todos os dias, no período mais quente que é após às 14h, a manutenção do local onde trabalho desliga a porra do ar-condicionado, deixando os "colaboradores" trabalharem em condições insalubres?

Alguém pode me explicar o que se passa na cabeça das pessoas? Heim? Heim?

É algum tipo de punição e ninguém me avisou nada? Em plena TPM passar por um calor destes é discriminação de gênero!

domingo, janeiro 28, 2007

Meninos são apenas meninos...


e quando nos damos conta disso, as coisas ficam bem mais fáceis! Afinal, "tudo é uma questão de manter a linha reta, a espinha ereta e o coração tranquilo".

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Tá acabando...


Finalmente esta merda de inferno astral está indo para as cucuias. Odeio que meu aniversário seja no começo do ano. Ele já se inicia totalmente fudido, ou sou eu que não deveria acreditar tanto assim em astrologia.

Enfim, o fato é que dia 1º de fevereiro, completo mais uma primavera e ontem, as coisas já melhoraram. Show maravilhoso e de graça dos Mutantes.

Semana que vem, festa de niver só com amigos que fazem a diferença.

Em menos de um mês, devo ir-me para o apartamento novo.

Até agora, meu ano sabático não furou.

Decidi ter uma vida simples. Não comprarei nada sem necessidade até estabilizar minhas contas, ou seja, delírios de consumo desapareçam da minha cabeça, agora! Tá, talvez um quadro que estou paquerando há dias e que ficará lindo no meu homeoffice - eu terei um - mas depois, pode esquecer.

Para fechar da melhor maneira possível, hoje começa o retiro de auto-conhecimento do Movimento Humanista. Local? Ilha Bororé - pouquinho depois do fim do mundo! Delícia!

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Fora de si...


Acho ótimo quando as pessoas dizem, com a maior naturalidade do mundo: "estou fora de si". Well, se pensarmos bem, todo mundo está fora de todo mundo e, de certa forma, a coisa fica certa.

Pois bem, hoje eu posso dizer em letras garrafais e bold ESTOU COMPLETAMENTE FORA DE SI. O dia todo, tive que lutar com as seguintes idéias que não quiserem se desprender de meu suntuoso cérebro:

- queria matar as pessoas que não prestam atenção no que é dito e depois fazem cara de "ué";
- queria ter sempre paciência com elas, quando sei que possuem deficit de atenção;
- queria ter a manha de mandar à merda, quando sentam no meu computador e refazem tudo que eu fiz sem a menor explicação;
- queria reponder com cara de pouco caso "coloque-se no meu lugar e responda você mesmo", sempre que me perguntam se eu ficarei brava;
- queria encontrar mais pessoas dispostas a conhecer e participar do Movimento Humanista, mas estão todos muito preocupados com o próprio umbigo ou envoltos em uma absoluta preguiça;
- por que fazer de você meu amor platônico ao invés de arriscar? Para deixá-lo intocado? Puro? Sim, só pra isso! Teus olhos claros e tua voz mansa me fazem querer apenas isso.

No funfo, queria ter um ano sabático. Descansar minha própria terra. Nada tão complicado, saca?

terça-feira, janeiro 23, 2007

Eu só queria...


conseguir, ser capaz de amar de novo. Será que poderei sentir isso novamente?

"Mas há a vida que é para ser intensamente vivida, há o amor. Que tem que ser vivido até a última gota. Sem nenhum medo. Não mata". Clarice Lispector

Quem foi o maldito que me deixou com este medo? É a única coisa que me apavora no momento! E eu só quero viver isso intensamente, até a última gota, sem medo, sem morrer.

Ai, tô tão Manoel Carlos. Sai pra lá encosto!

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Eu sou uma vira-lata com muita honra


É o seguinte: odeio gente que fica se gabando de que o avô era italiano, a mãe era polonesa, o tataravô era espanhol e o diabo a quatro!

Em algum lugar da minha acedência, tive parentes europeus que vieram pra cá, mas por parte de pai, são nordestinos e me orgulho disso.

Por parte de mãe, meu avô era brasileiro, filho de um italiano, e casado com uma índia, isso mesmo, minha avó materna era indígena e também me orgulho disso!

O que isso significa? Que como boa brasileira que sou, toda esta lambança faz de mim uma autêntica vira-lata! Por que tanta raiva em tão nobre coração?

Porque odeio gente besta que vem falar que acha o máximo as européias que não depilam a porra do sovaco! Além disso, vem dizer: "é um lance cultural". Sim, é um lance cultural, elas não transpiram como nós e também não precisam tomar banho como nós, porque lá não faz o calor que faz aqui. Mais que isso. Esta gentinha se recusa a acreditar que o hábito de tomar banho todos os dias tenha surgido do índios, o que é um preconceito ridículo!

Europeu era fedido e medonho quando chegou aqui. Hoje melhorou, mas ainda existem aqueles que chegam aqui e pensam que podem ficar sem tomar banho como na Europa. Eu entendo e isso não me impede de achar que alguns são lindos, mas meu, quem nunca se incomodou com o cheiro de um francês ou alemão que atire a primeira pedra!

Respeito o fato de eles não terem esta necessidade como nós, mas pelo amor de Deus, os índios são os responsáveis pelos banhos diários e pela comida temperada, diga-se de passagem, que também é influência dos negros e agradeço aos céus pela pimenta malagueta, pelo cominho, pela salsinha, pela cebolinha, por ser uma bela de uma vira-lata!

E tenho dito.

Foi só um desabafo.

Acho que agora estou mais calma.

Ufa...

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Mas só dá assobração...


Depois que me separei, neste um ano de solteirice, estou pasma com a quantidade de homens calhordas. Mais que isso, mentirosos. Por isso, se você já tem o seu, colega, não faça como eu, segure ele bem forte porque a luta lá fora tá feia!

Eu só queria entender qual a necessidade de uma pessoa adulta se aproximar de outra e mentir. Se são adultas, não é mais fácil dizer a verdade?

Possíveis diálogos impossíveis
- Eu sou casado, tenho alguém, mas não estou me sentindo feliz. Você é uma pessoa interessante, quer sair comigo?

Possíveis respostas honestas
- Eu nunca acreditei em fidelidade mesmo, podemos tentar.

Ou ainda:

- Sou totalmente contra sair com homens comprometidos, devo isso ao sexo feminino

Céus, será que só na minha cabeça as coisas são fáceis deste jeito? Simples assim? Será que eu vivo na porra do mundo bizarro e ainda não me dei conta? Será que eu sou terrestre? Será que só eu sinto esta angústia de sair gritando: "A VERDADE, SOMENTE A VERDADE, NADA MAIS QUE A VERDADE, PELO AMOR DE DEUS"!

É por isso que terminando minha pós, vou-me embora para um kibutz ser voluntária. Eu adoro Sade, mas esta vida mundana é demais pra mim! Preciso me dedicar a algo maior e que não envolva sexo, amor, sentimentos. Eu sequei!

terça-feira, janeiro 16, 2007

Quero ser Frida Kahlo


Sempre gostei de suas pinturas fortes, coloridas - eu sou uma pessoa colorida - e do contraste que estas cores causavam: a vida de Frida era cinza. Mas que mulher! Se pudesse ser alguém, com certeza a escolheria. Pela sabedoria, pela sensibilidade, pela força, pela coragem, por quem ela era.

Estou fazendo um texto sobre a pintora e não há nada melhor que escrever quando se apaixona pelo objeto do estudo. Então, parafraseando Frida Kahlo: "Escrevo sobre mim porque estou muitas vezes sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor".

Acho que isso justifica bem a criação de um blog!

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Maravilhas da Internet



Antes que proíbam o riso, mais uma descoberta de gentil amigo. A internet e suas maravilhas Linha do trem.

Bizarrice ou algo fantástico?


Há pessoas que passam pela vida da gente, literalmente passam, você as vê apenas uma vez e elas se recusam a te deixar, a sair de seus pensamentos. Volta e meia, lá está você no meio de um dia insosso e elas aparecem.

Junto com elas, vêm um ligeiro sorriso, uma pequena lembrança, alguns detalhes como a cor dos olhos, a voz mansa e o gosto do beijo. Quanto tempo isso durou desde a vez que se viram? Não passou de uma hora? Mas a sensação é tão boa que parece permanecer pelo resto da eternidade!

Isso é bizarro, ou apenas algo saído de um livro de literatura fantástica digno de Jorge Luiz Borges? Eu não sei a resposta, mas garanto que sou capaz de ganhar o dia com tudo isso e é o que importa...

O meu pulso, pasmem, ainda pulsa


Já que não tenho palavras para descrever meu atual estado de degradação física e mental, apesar de o meu cabelo continuar lindo sem eu me esforçar para isso, utilizo a ajuda dos Titãs para expor meus sentimentos e não perder o hábito de postar aqui.

O Pulso
O pulso ainda pulsa
O pulso ainda pulsa

Peste bubônica, câncer, pneumonia
Raiva, rubéola, tuberculose, anemia

Rancor, cisticircose, caxumba, difteria
Encefalite, faringite, gripe, leucemia

O pulso ainda pulsa (pulsa)
O pulso ainda pulsa (pulsa)

Hepatite, escarlatina, estupidez, paralisia
Toxoplasmose, sarampo, esquizofrenia
Úlcera, trombose, coqueluche, hipocondria
Sífilis, ciúmes, asma, cleptomania

E o corpo ainda é pouco
E o corpo ainda é pouco

Reumatismo, raquitismo, cistite, disritmia
Hérnia, pediculose, tétano, hipocrisia
Brucelose, febre tifóide, arteriosclerose, miopia
Catapora, culpa, cárie, câimba, lepra, afasia

O pulso ainda pulsa
O corpo ainda é pouco
Ainda pulsa

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Um porre


O dia não passa, as horas não passam, tá um saco conseguir alugar o apartamento novo porque sou uma pobre fudida, fui informada que terei que colocar o aparelho fixo superior em janeiro - esta é a pior! Com tudo isso, por que não dou cabo de minha vida? Ora, ora, porque o dia está quente, ensolarado e o meu cabelo está um espetáculo! Fico tão feliz!

Odeio gente escrota...


e o mundo está cheio delas. Gente que não reconhece teus esforços, gente que não enxerga as próprias limitações e coloca a culpa nos outros, gente que só colabora para as desigualdades sociais, gente que te olha diferente porque não somos da mesma religião. Cara, no final todo mundo vai feder do mesmo jeito, pelo amor de Deus! Um pouco mais de humanidade para honrar quem somos nós!

Papai do céu,


seria pedir demais uma vida cheia de som e fúria?

terça-feira, janeiro 09, 2007

Aprendendo com uma X-Men


No filme do X-Men 2, Jean Grey diz a Wolverine: "Nó fletarmos com os bandidos, mas casamos com os mocinhos". É, os bandidos são bem mais excitantes, mas por que eu quero voltar para o mocinho que eu jurava que não estava feliz? Pela segurança? Pela paz que ele me dá? Pela calmaria? Por amor? Será que eu não consigo tudo isso sozinha?

segunda-feira, janeiro 08, 2007

A gente se mete a escrever...


Dentre as boas descobertas dos últimos dias, o livro do colombiano Efraim Medina Reyes, Era uma vez o amor, mas tive que matá-lo já está na minha lista de leitura para o ócio criativo. O título é maravilhoso e o capítulo que li, indicação de um querido amigo, é um verdadeiro deleite, coisa que somente as boas leituras proporcionam.

Em especial, publico aqui a parte que fala sobre alguns motivos que levam Efraim à esrita. É bom saber que temos muito em comum. Quem se arrisca em traçar suas próprias linhas com certeza vai entender porque!

A gente se mete a escrever

A gente se mete a escrever porque não foi capaz de bater num motorista que nos afrontou na rua, porque não quebrou pratos num restaurante, porque não enfrentou um policial louco que xingou sua namorada, porque não cuspiu num professor que dizia que a Terra é redonda, porque deixou que pegassem seu lugar na fila do cinema, porque não tem ofício nem benefício, porque pensa que é uma forma fácil de fazer fama e dinheiro, porque se paspalhos como García Márquez e Mutis fazem isso, a gente também pode fazer, porque não é bom em matemática, porque não quer ser médico nem advogado, porque está irado, porque odeia as pessoas e quer insultá-las.

A gente se mete a escrever porque uma garota linda lhe disse que gostava de escritores, porque precisa de um álibi para não trabalhar, porque isso o faz sentir-se superior, porque leu uns romances de caubóis e quer entrar na concorrência, porque é um caubói sem Oeste, porque escriturários como Vargas Llosa o fazem, porque não tem voz, porque não tem ritmo, porque está farto de bater punheta, porque quer trepar com uma mulher mas não sabe como, porque pensa que tem alguma coisa a dizer, porque descobre que as garotas bonitas dizem que os escritores são ternos mas saem com mafiosos, porque não deixam dar um amasso na ganhadora do concurso nacional de beleza, porque é magro e não tem remédio, porque tem medo de morrer sem ter metido numa garota linda, porque se um puxa-saco hipócrita como Vargas Llosa escreve qualquer um pode fazê-lo, porque sabe que o cinema é tempo perdido, porque tem inveja dos micos que aparecem na tela e ganham milhões, porque na falta de melhores oportunidades quer ser como Bukowski.

A gente se mete a escrever porque não sabe lutar boxe nem tem colhões para isso, porque tem os dentes tortos e não pode sorrir como gostaria, porque para os impotentes de todo tipo não há outro caminho, porque todos os feios escrevem ou assassinam e a gente não é capaz de matar nem uma mosca, porque escrever dá importância, porque para chamarem alguém de escritor não é preciso escrever bem, mas para chamarem de filho-da-puta não importa se sua mãe é uma santa, porque tem medo de ficar à deriva sem fazer nada, porque não pode beber toda noite, porque ama a Deus mas odeia as sociedades sem fins lucrativos, porque não tem namorada, porque não há emoções mas insultos, porque na sua casa não tem televisão e o rádio quebrou, porque a mulher do vizinho é gostosa, porque tem medo de ficar careca e por isso evita os espelhos. A gente se mete a escrever porque não se atreve a assaltar um supermercado, porque ama a mulher e ela é namorada do garoto esperto da rua, porque não há revistas pornográficas suficientes, porque quer fazer alguma coisa além de cagar e se masturbar, porque não é o garoto esperto da rua nem o garoto forte nem o engraçado, porque é o garoto nada, porque não vale um tostão furado, porque apanha lá fora, porque sua mãe grita o tempo todo, porque não há ilusões nem luz no fim do túnel, porque sua mãe grita o tempo todo, porque sua mente voa baixo e nunca será outro Cioran, porque não tem coragem para saltar, porque não quer a esposa feia que merece, porque tem medo de morrer sem ter comido um belo cuzinho, porque não tem pai, amigos, nem fortuna, porque não tem o jeito de cuspir do Clint Eastwood, porque se paralisa entre uma e outra intenção, porque era uma vez o amor mas eu tive que matá-lo.

O bom é que escrever não serve para nada daquilo que a gente quer. Escrever é um limite, uma dor, um defeito a mais. O bom é que depois de escrever a gente se sente péssimo. Nada mudou, tudo continua no seu lugar (menos você, maldito cabelo), Pelé não volta para o campo. O ruim é que você escreve e o Pambelé cai na lona espancado por um gringo, um maldito gringo que esteve preso por bater na mãe. O ruim é que Pambelé não é a mãe do gringo e – por mais que você escreva – continua caído. O bom é que você escreve e continua sonhando com a mulher do vizinho, sonha que a agarra pelas orelhas e crava-lhe a rola. O ruim é que escrever não cura seus desejos assassino, que assaltar um supermercado continua sendo o seu objetivo impossível. O ruim é que ainda deseja um amor inesquecível. O bom é que escrever é outra forma de cagar e se masturbar. O ruim é que você lê os grandes autores mas só Bukowski lhe diz alguma coisa. O ruim é que um dia a garota bonita toma conhecimento que você escreve e não deixa que lhe meta fundo, até o outro lado da morte. O ruim é que escrever serve para tudo aquilo que você não quer.

- Oi, mãe.
- OH MEU DEUS, Rep: o seu sapato está SUJO DE MERDA.
- Não grite, vou limpar o chão.
- Saia daí, VOLTE POR ONDE VEIO.
- Tá bom, mamãe, mas não grite.
- NÃO ESTOU GRITANDO.

Pessoas legais, ao menos é o que parece

Tudo que sei sobre ela é que é uma ótima atriz e parece uma pessoa bacana, mas se ela é o que parece, não dá pra saber. O que sei é que depois que li o blog da garota, ela conseguiu muito mais o meu respeito! De Leandra Leal, Alice me persegue.

Assim caminha a humanidade


Tô podraca! O ano de 2007 começou feio, chuvoso, chato e bolorento e tudo isso interfere diretamente no meu humor. Além disso, a TPM do mês está me fazendo chorar a cada meia hora, meus peitos estão enormes e doloridos e eu tô me sentindo a pessoa mais triste do mundo!

Vários planos a serem colocados em andamento, mas a preguiça é maior que tudo. A boa nova é que vou mudar de casa, isso já é um alento, mas, puta que pariu, mudar de casa é um porre! Arrumar caixas, organizar roupas, livros, cds, dvds, desmontar móveis, eu só queria ter grana para contratar A empresa de mudança e deixar ela fazer tudo. Não me daria nem ao trabalho de levar o gato Gary, que está cada vez mais pancada por sinal - ele pensa que é um cachorro!

A outra coisa boa é que, como de costume, todo início de ano eu faço algo realmente tosco, para quando as coisas começam a desandar eu poder me lembrar e dizer "cacete, tudo tá errado, mas eu fiz isso e foi muito legal".

A semana passada eu fiz rafting em São Luiz do Paraitinga. Primeiro, que eu fiquei numa pousada muito boa, segundo, que eu andei e curti o lugar até não poder mais, terceiro que eu tomei o melhor capuccino da minha vida, quarto que eu tenho pavor de rio, mas, caras, que tesão que foi fazer aquilo! Água gelada e cristalina, virar o bote, curtir a natureza, aprender a remar e principalmente, não me afogar! Já tenho a sensação boa, para me lembrar nos momentos ruins, agora é só me concentrar nela e mandar tudo às favas. Céus, o ano mal começou e já quero mandar tudo pro inferno. Preciso voltar a meditar!

domingo, dezembro 31, 2006

E ela não perdeu a mão


Anos sem se dedicar à cozinha. Antes do casamento, ela fazia verdadeiras maravilhas com as mãos, mas depois, o marido fazia tudo e ela se aproveitava disso. Com a separação, não tinha saco para dedicar horas de sua existência a fazer comida que só ela comeria. Comprava tudo pronto e apenas manjava.

Até hoje, último dia do ano de 2006, com pouca grana no bolso e tendo sido convidada para a ceia na casa de amigos, disse que faria um arroz de forno. Achar a receita perfeita levou dias, ir comprar os ingrediente foi um martírio, ela odeia supermercados, mas quando chegou em casa, o santo veio.

Wander Wildner no último volume, o gato Gary atordoado, ele nunca havia visto sua mãe tão animada naquele cômodo chamado cozinha! Duas horas de puro prazer e nascia um arroz de forno lindo e saboroso como há muito não fazia. Ela o olhava como quem olha sua obra-prima. Pensou em não ir à ceia, pensou em ficar ali, admirando aquele espetáculo. Então lembrou-se que uma das maneiras mais bonitas de se dizer que se gosta, que se importa com alguém é lhe fazendo uma boa comida, com carinho, com dedicação, com afeto. Seus amigos mereciam aquilo e ela ofereceu seu sacrifício!

Tormentos para uma noite de insônia

O sonífero acabou e o dinheiro para comprar a nova dosagem também. Para piorar, tomei mais de um litro de café - isso não costuma ser problema - mas às vezes acontece de eu ficar meio desnorteada, completamente eufórica.

Agora, cá estou à 1h30 da matina, ouvindo Lobão, no último volume, cantando "vida bandida" e esperando desesperadamente que Morfeu me leve para seu reino, mas ele não chega.

Enquanto isso, faço coisas como mandar mensagens de ano novo que jurei a mim mesma que não faria, vendo as fotos sobre a execução de Saddam Hussein que também jurei a mim mesma que não veria, olhando a previsão do tempo para a semana da viagem, brigando com o gato que insiste em se deitar sobre o teclado, planejando a maquiagem que usarei para as fotos com as expressões faciais ensinadas pelo Zé do Caixão e evitando ouvir meu filho da puta interno que tenta de todas as maneiras esfregar na minha cara que realmente estou encrencada e preciso pensar em como sobreviver no ano que vem.

Para completar a lambança, meu inferno astral começa na segunda-feira, ou seja, as coisas só tendem a piorar. Agora é sério, se nada der certo eu viro hippie e não se fala mais nisso. A propósito, me entreguei à insistência do gato e deixei ele se deitar na mesa. Mais uma batalha perdida.

"eu não quero mais nenhuma chance, eu não quero mais revanche..."

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Um pouco de latim


"Homo sum: humani nihil a me alienum puto" de Terêncio. "Sou homem, nada do que é humano me é alheio".

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Acho que meus olhos...

estão muito sensíveis nos últimos dias! Isso não parece coisa de outro mundo? É medonhamente lindo!


Lagos - Nigéria

terça-feira, dezembro 26, 2006

Talvez esteja acontecendo de novo...


Ainda é cedo pra falar, mas aquela sensação boa, que eu não sentia há tempos, de querer ver, de querer estar junto, de querer falar sempre que dá, de planejar datas para poder encontrar, acho que está acontecendo de novo.

Por enquanto é completamente platônico, mas e daí? A única coisa que sei é que eu poderia passar a eternidade, olhando o mundo através daqueles olhos e esta sensação é maravilhosa e ninguém pode tirá-la de mim!

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Notícias de um ano novo

Provavelmente, esta será a minha foto, tirada no dia 1 de janeiro, pela perícia do IML, meu corpo após um reveillon regado a pipoca de microondas e filmes de Almodóvar!


É, a festa de ano novo promete ser de matar!

terça-feira, dezembro 19, 2006

Caucaia do Alto


Domingo foi um dia especial, daqueles que valem estar vivo, daqueles que te mostram que está no caminho certo, daqueles que não é possível se arrepender de nada, daqueles que passam como um raio de tão bom.

Bons amigos, boas companhias, boa música, boa comida, boa conversa e, acima de tudo, pessoas dispostas a fazer diferente, a ser mais humanas, a ser mais gentil, a tratar os outros como gostamos de ser tratados.

Voltar de Caucaia do Alto naquele fim de tarde, foi voltar renovada, mais crente nas pessoas, na existência de serem humanos bons, não violentos no mais amplo sentido da palavra - que não violam o direito do outro ser como é, que não recrimina, que não condena, que ama, que respeita, apesar de todas as diferenças.

Somos Humanistas
Os humanistas são mulheres e homens deste século, desta época. Reconhecem os antecedentes do Humanismo histórico e inspiram-se nas contribuições das diferentes culturas, não só daquelas que neste momento ocupam um lugar central. São, além disso, homens e mulheres que deixam para trás este século e este milénio e se projectam para um novo mundo.

Os humanistas sentem que a sua história é muito longa e que o seu futuro é ainda mais extenso. Pensam no porvir, lutando por superar a crise geral do presente. São otimistas, crêem na liberdade e no progresso social.

Os humanistas são internacionalistas, aspiram a uma nação humana universal. Compreendem globalmente o mundo em que vivem e atuam no seu meio imediato. Não desejam um mundo uniforme mas sim múltiplo: múltiplo nas etnias, línguas e costumes; múltiplo nas localidades, nas regiões e nas autonomias; múltiplo nas idéias e nas aspirações; múltiplo nas crenças, no ateísmo e na religiosidade; múltiplo no trabalho; múltiplo na criatividade.

Os humanistas não querem amos; não querem dirigentes nem chefes, nem se sentem representantes nem chefes de ninguém. Os humanistas não querem um Estado centralizado, nem um Para-Estado que o substitua. Os humanistas não querem exércitos policiais, nem bandos armados que os substituam.

Porém, entre as aspirações humanistas e as realidades do mundo de hoje, levantou-se um muro. Chegou, pois, o momento de derrubá-lo. Para isso é necessária a união de todos os humanistas do mundo.

Trecho baseado no Documento Humanista.

domingo, dezembro 17, 2006

Ventre de mamãe


Em dias difíceis como estes, nos quais a humanidade me parece cada vez mais assustadora, tudo o que eu queria era estar de volta no ventre de minha mãe!

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Paulo Freire para desanuviar o dia

"Mulheres e homens, somos os únicos seres que, social e historicamente, nos
tornamos capazes de aprender. Por isto, somos os únicos em que aprender é
uma aventura criadora, algo, por isso mesmo, muito mais rico do que
meramente repetir a lição dada. Aprender para nós é construir, reconstruir,
constatar para mudar, o que não se faz sem abertura ao RISCO e à AVENTURA do
espírito". Paulo Freire

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Inocência" e as mesas de bar por Contardo Calligaris


Ler Contardo Calligaris é sempre um praze. Por quê? Porque ele consegue filosofar em cima de coisas chatas como, na maior parte do tempo são, as críticas de cinema, teatro etc.

O texto desta semana foi especial porque me fez lembrar de várias conversas de bar, dos motivos que fazem as pessoas gostarem tanto de um boteco, falar o que geralmente não falam, rir, chorar, entregar-se, sentir e por que não dizer, viver? Fez com que eu lembrasse da conversa com uma amiga sobre Teoria do Colapso, sobre dar importância às coisas boas que acontecem porque um dia todo mundo estará lascado e serão estas coisas que estarão lá para nos mostrar o quanto vale a pena estar vivo.

Um bocadinho de "Inocênccia" e as mesas de bar pra modo de que o dia de vocês também possa ficar mais bonito, mais iluminado!

"O texto de Dea Loher é uma meditação (teatral e engraçada: nada de longos discursos) sobre a idéia, própria aos nossos dias, de que a vida não faz sentido. Misteriosamente, a montagem dos Satyros opera um pequeno milagre: ela revela, no pouco sentido do mundo, mil razões para amar a vida. Nisso, ilustra uma moral que aprecio muito: talvez não consigamos mais sonhar com a vida como deveria ser, mas podemos abraçar a vida como ela é.
Na saída do teatro, é de praxe parar numa mesa de bar naquele trecho da praça Roosevelt (escolha entre o espaço dos Satyros, o dos Parlapatões e o bar-antiquário Papo, Pinga e Petisco). A animação da rua responde à inquietude levantada pela peça: talvez a vida não faça sentido, mas nos resta viver. No mínimo, resta-nos a mesa do bar.
Sei que é pouco: a quem se sente abandonado pelas grandes causas comuns, a mesa do bar e sua conversa parecem pálidos reflexos da sociedade desejada. Mas, filosofando: se, por falta de transcendências, devemos encontrar sentido na imanência, é melhor se acostumar a dar relevância às coisas pequenas de cada dia.
Na mesa do bar, a gente dá "uma relaxada": encontra, na facilidade do convívio (ou do "convício", entre cigarros e cervejas), um amparo contra as frestas e falhas mais dolorosas. Considere seus companheiros de mesa: todos parecem espirituosos e bem-humorados.
Mas há um que, uma vez de volta em casa, perseguirá, solitário, na internet, fantasias sexuais que ele nunca se permite viver; há o casal que se deitará sem se abraçar; há outro que não quer ir embora porque a perspectiva da solidão o desespera; há outra que consegue ironizar uma perda cuja lembrança, quando ela estiver sozinha, de novo a arrasará. E por aí vai." Contardo Calligaris

terça-feira, dezembro 12, 2006

Dores sobre as certezas


Quando eu disse que você era previsível, tudo o que eu queria era que você me surpreendesse. Mostrasse que era exatamente o contrário, mas você não era. Eu estava certa e estar certa, às vezes, dói!

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Eu e os astros


AQUÁRIO (21 jan. a 19 fev.)
O prazer de devotar-se a uma causa, a alguém muito querido, sem com isso esperar troca, paga de qualquer espécie, apenas a paz e a tranqüilidade de cumprir o dever de ser responsável por quem ama (gente, mas eu não amo ninguém, aliás, acho que estou perdendo a capacidade de gostar de qualquer pessoa): a boa nova de Vênus, que, de um jeito discreto, em Capricórnio, suavizará seus dias (olha, é bom que suavize mesmo, porque tá foda, tá foda de evitar o desespero e eu estou me esforçando).

Where is the sun?


Olha, quando me disseram para eu escolher um lugar para nascer, eu escolhi abaixo da linha do Equador porque eu queria viver num país tropical. Então, que porra é esta de verão? Até nisso me sacanearam? Deus, isso não é presença de espírito que se apresente!

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Enfim, passou


Vai fazer um ano que saímos a primeira vez. A primeira. A que deu início a tudo de bom e ruim que eu viria a sentir mais tarde.

Perdi contato, cortei relações, fugi como eu pude, já que meus pensamentos eram todos seus.

Hoje, deparo-me com uma mensagem sua, o endereço do teu flog, o endereço do seu blog. Lembro das besteiras que dissemos um paro o outro por causa do que escrevia. As coisas que eu disse pra você.

Fazia tempo. Eu quis testar. Quis saber se ainda fazia diferença. Confesso que o coração desparou, mas logo em seguida sossegou. Nada mais importava, nada do que li me atingiu de alguma forma.

Senti um alívio. Continuo achando que você deveria se entregar mais, aproveitar que ainda consegue conquistar as pessoas, mas isso é só problema seu agora. Pra mim? Pra mim já passou e posso dizer que apesar da dor que senti, teu silêncio foi um dos melhores presentes que alguém já me deu.

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Zicas que vêm para o bem?


Final de ano alucinado! Eu tento me erguer e caio de novo. Bem, desta vez não consegui levantar tão rápido. Meu porto seguro foi destruído. Não quero me sentir desprotegida. Não quero chorar. Não quero pirar. Há males que vêm para trazer mudanças, te tirar dos eixos e mostrar outros pontos de vista.

Espero que esta tsunami tenha vindo pra isso, espero mesmo. Se tiver que ir embora, agora é a hora e eu simplesmente vou!

Tudo bem, tudo bem...


eu só posso me dar ao direito de me descabelar após às 19h41, antes disso, tudo o que eu preciso é de um lugar do caralho onde eu possa me descabelar!

E tenho dito!

Jornalista oferece-se...


para escrever, desenhar e pintar - como no comercial da Faber Castell! Também faço revisões, passo roupa, faço uma faxina que é uma beleza e ainda tenho algumas destrezas sexuais que são o must!

Também posso aparecer emjaulada em um circo de horrores que mostre as várias facetas da decadência humana!

Eu quero ir para o lugar mais longe daqui!

O ano está acabando...


e com ele vai-se também o chão que me sustenta. O céu simplesmente resolveu despencar sob a minha cabeça e me sinto completamente perdida. Minha rosa dos ventos pifou, minha biruta parou de indicar para onde o vento sopra. Para onde eu vou? Que zica é esta? Caras, fudeu!

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Vida de gado piorada


Segunda-feira negra, como todas as segundas-feiras são. A chuva já se aproxima, o dia não passa, o sono resusa-se a sair deste corpo e a agressão física e moral de quinta e sexta ainda dóem!

Queria voar com o meu gato, saltar do 20º andar para o infinito e além, mas tenho preguiça. Não quero soar pedante, mas às vezes a humanidade me cansa. Não aguento mais grosseria, paranóia, manias persectórias, discriminação, gente pisando nos outros e se desrespeitando a todo momento!

Eu tenho um vale-refeição, um vale-transporte e um plano de saúde agora. Desde a última vez que fui registrada, a vida de gado parece ter piorado muito. Será que eu estou preparada pra isso?

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Aquário - por Amanda Costa - 1º de Dezembro de 2006


A semana termina bem do jeito que um aquariano gosta: a todo vapor. Muita coisa acontecendo e você com vontade de fazer tudo e muito mais. Não precisa ligar nenhum motor auxiliar nem colocar mais combustível no seu tanque, porque você vai dar conta do recado numa boa. Você encara trocentas coisas e qualquer bafão na nuca sem medo.
Se você sabe o seu ascendente, escolha-o ao lado para conferir a previsão.

Ouviram né? SEM MEDO em letras garrafais e bold, para não ter dúvidas!

quinta-feira, novembro 30, 2006

Deus não permita...


que eu vire uma pessoa cagona. Eu posso virar tudo nesta vida, menos uma pessoa que tem medo até da própria sombra e deixa de viver e magoa as pessoas, pois têm cagaço de peitar esta merda opressora que acaba com as nossas vidas! Eu me recuso a me tornar isso!

Agora vai


Hoje, em meio a correria para comprar um bolo que deveria levar para o trabalho -haveria um despedida de uma demitida - dei-me conta de algo que nunca havia pensado. Quantas vezes na minha vida eu havia dado a oportunidade de me deixar ser conquistada? Pensei, pensei e percebi que nunca havia acontecido. Eu conhecia alguém, me apaixonava e, se quisesse algo, tinha que correr atrás.

Mas eu quero experimentar. Eu rumei para uma nova vida apenas para experimentar, para conhecer, para me encantar. Então vou me permitir ser conquistada. Fiz várias coisas, neste ano, em que estive sozinha. Ser conquistada não foi uma delas, mas será, a partir de hoje, a partir de agora. Vamos ver aonde isso me leva. Talvez seja a coisa certa, talvez seja uma grande estupidez, mas quem disse que eu me importo com isso. Eu não sou cagona, pô!

segunda-feira, novembro 27, 2006

Coração em pedacinhos


Começo a pensar que aconteceu de novo. Deixei que outro homem mau atravessasse meu caminho. Agora, sinto meu coração doer aos pouquinhos. Mas quer saber do mais? Eu só me arrependo de não ter curtido o tanto que isso merecia. Agora? Agora é encontrar outro monstrinho lindo, eu só acho isso mesmo!

É o apocalipse


São 15h11 em São Paulo e o dia vira noite. É o apocalipse, a besta está solta, "este embrião pertence a Satã"! Eu quero a minha mãe agora! Tenho medo do escuro...

Importância ao que realmente importa


Como alguns já sabem, estou de emprego novo, agora, com carteira assinada e alguns benefícios dignos de qualquer proletariado que se preze!

Aqui, neste lugar onde já havia feito outros serviços, existe um homem que é conhecido por cochilar durante o expediente e fazer muito menos do que os demais, por um valor muito, muito alto. Aliás, se você quiser fazer o seu trabalho e o dele, ele agradece e vai pra casa mais cedo.

Durante diversas conversas, outras pessoas e eu nos perguntávamos o que acontece a determinadas pessoas para terem um rabo deste? O que acontece? Eu vou dizer a vocês. Esta semana, descubro que o homem em questão já esteve em 35 países sem muito luxo, teve aula com Sartre e Marcuse – sim, pessoais, o meu Marcuse. Mais que isso, o digníssimo senhor estava em Paris, na Sobourne, durante os anos de 68 e 69. Isso justifica o fato de ele não trabalhar muito? Não estressar com nada? Sair a hora que bem entende do trabalho e não se importar com o que os outros vão pensar? SIM, porra!

Sabem por que a resposta é sim? Porque o cara sabe dar importância ao que realmente importa: a família dele, o lazer, o viver com qualidade, o não levar seus problemas profissionais para dentro da sua casa, que deve ser seu santuário, seu refúgio.

Caras, é isso que eu quero! Ganhar dez pilas e saber perfeitamente o que realmente deve ser importante na minha vida. Isso chama-se felicidade. Deus, é tão simples!

sábado, novembro 25, 2006

Maus hábitos


Não é fácil tirar algumas pessoas de nossas vidas, arrancá-las para sempre de nossos caminhos, mas às vezes é necessário.

Deixar de falar, de pirar, de rir junto, de brigar todos os dias, apenas deixar acontecer momentos que serão sempre nossos. Questão de hábitos e hábitos nós mudamos, sejam eles bons ou maus!

sexta-feira, novembro 24, 2006

Uma nova visão


No novo emprego, o primeiro registrado em anos, tenho uma vista para a Doutor Arnaldo e para o viaduto da Avenida Sumaré. Em meu terceiro dia de trabalho, presencio uma cena que, segundo meus colegas, é comum: digamos que um homem estava tentando fazer rapel sem a cordinha. Não entenderam? Tá, vamos ao assunto, ele estava tentando se jogar do viaduto!

Já estava do outro lado quando a polícia chegou e ficou conversando com ele durante alguns minutos até que, numa rápida ação, agarraram o cabra e o impediram de cometer suiscídio!

Fico sabendo que o da semana passada não teve a mesma sorte ou o azar, ou seja, o outro pulou mesmo. Pego-me pensando "será que eu salvaria"? Porque para uma decisão desta é preciso sua vida estar um verdadeiro desastre. Quem sou eu para impedir que alguém continue nesta bosta de mundo sofrendo? Quais serão os motivos? O que pode estar tão errado?

Sim, eu mudaria muito na minha vida, mais que isso, eu mudaria minha vida pra outro lugar, mas me matar...

É, acho que ainda não é pra tanto! No máximo, como o bom e velho Raul, eu pediria que parassem o mundo para eu descer. No momento, seria apenas isso!

Ora, vejam só


Não sei se são palavras de Veríssimo, acho que não, mas já que mandaram, cá está para embelezar, glamurizar a sexta-feira!

"Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.

Desconfie do destino e acredite em você.

Gaste mais horas realizando que sonhando...

Fazendo que planejando...

Vivendo que esperando...

Porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."

Luís Fernando Veríssimo

quinta-feira, novembro 23, 2006

Ah, antes que eu me esqueça...


eu continuo querendo ouvir coisas bonitas, pelo amor de Deus! As pessoas perderam a capacidade de falar coisas bonitas para as outras? Não é tão difícil - que bonito seu cabelo, você fala bem, sua voz é bonita, parabéns pelo trabalho, legal ser quem você é. Que mundo bizarro é este? Que mundo feio e bolorento é este? Onde está o maldito mundo cor de rosa que me prometeram antes de eu nascer? AAAAAhrg

Estou cansada...


de encontrar pessoas mais dispostas a meterem o dedo na minha cara e me acusarem de coisas idiotas, ao invés de olharem para o próprio rabo, como fazem com muita sabedoria os cachorros. FODA-SE, é assim que eu digo.

Traia seus amigos, traia as pessoas que gosta, não diga coisas boas, não diga coisas que realmente farão diferença, não seja uma pessoa legal, fale com as pessoas sem dar a mínima importância para o que elas sentem ou pensam e não fale comigo, por favor! Eu não preciso disso. Eu não preciso me sentir usada por ninguém, não preciso me sentir julgada, não preciso me sentir triste, não preciso me sentir acuada.

Mereço e tenho coisa melhor, então me deixe! Eu me recuso a sofrer por isso! Sinto muito!

Palavras doces


Talvez sejam os efeitos do Rivotril associado ao Trileptol, enfim, estou carente e tudo o que eu queria era ouvir coisas bonitas e sinceras, capazes de me fazer ganhar o dia, que fizessem me sentir bem quista, merda! Por que isso é tão difícil? Morfeu, pegue-me em seus braços e me carregue para o mais profundo dos sonhos! Eu preciso. Meu corpo está cansado, minha alma está atormentada e eu só quero paz. Paz e algumas doces palavras para alivirem a dor que sinto!

terça-feira, novembro 21, 2006



Poderia falar várias coisas sobre o filme brasileiro O Céu de Suely. Primeiro, foi, em anos, o único filme nacional que me fez ir vê-lo no cinema depois de Cidade de Deus. O título chama a atenção, pelo menos a minha. De que céu estariam falando?

No trailer, a mulher que chega na rodoviária e pergunta "qual a passagem que a senhora tem pra mais longe? O lugar mais longe daqui?" Maravilhoso! Quantas vezes já não pensei em sair daqui, ir para o lugar mais longe que eu conseguisse? As cenas em 8mm também contribuíram para me tirar de casa, num sábado sem graça, para ir ver o que Suely tinha a mostrar.

E o que foi que ela mostrou? Uma mulher jovem, com um filho, já desiludida com o amor, com a vida e linda. Uma beleza natural como há muito tempo eu não via no cinema. Seios de verdade é um susto. Ao ver mulheres como Hercila, ou Suely eu penso "meu, vale muito a pena ser uma mulher sem retoques, natural. É possível ser perfeita apenas sendo você mesma".

E você? Quer passar uma noite no paraíso? Vá ao cinema, curta a sensibiidade do que se vê, do que se mostra, aproveite as músicas, não tenha medo, dê uma espiada no paraíso e saiba porque "seria bom ter seu amor outra vez"!

O Pinky, o Cérebro e a areia movediça


Este fim de semana, ao ver o desenho O Pinky e o Cérebro, lembrei-me de algo que costumava fazer parte de meus pensamentos diários. Areia movediça!

Eu passava horas de minha existência, criando estratégias para me salvar da dita cuja, caso caísse numa poça daquilo algum dia da minha vida. E eu me preocupava mesmo com a coisa.

Junto com esta lembrança, vieram várias outras, como o pó de piripimpim, a poção gummy e as trapalhadas de Pandora. Saudade de quando podia perder tempo com pequenas, mas fantásticas histórias!

Momento de sabedora by Wikipédia
Ao contrário da imagem criada pelos filmes de cinema, ninguém desaparece dentro da areia movediça. A ocorrência da areia movediça dá-se quando finas e soltas partículas de areia são submetidas a um fluxo ascendente de água, que preenche os espaços entre os grãos, reduzindo o atrito entre eles, o que faz com que a areia se comporte como um líquido. A viscosidade da areia movediça aumenta com movimentos bruscos. Portanto, a pessoa deve movimentar-se devagar e tentar boiar, o que é muito fácil na areia movediça por causa da densidade (muito maior que na água salgada). Em alguns lugares à beira-mar, porém, há o perigo da vítima se afogar em água se ainda estiver presa na areia movediça quando a maré subir.

É, é, mais um castelo de areia destruído pela sabedoria. É por isso que eu insisto, os ignorantes são mil vezes mais felizes!

sexta-feira, novembro 17, 2006

Eu acho...


que encontrei meu sujinho, ativista, mas não tinha me dado conta! Tá, está sendo uma calmaria, quase uma brisa, muito diferente dos demais, mas está sendo perfeito!

Dias perfeitos


Tá coisas boas, não vou dizer o que, mas a madrugada de terça-feira e o feriado foram simplesmente perfeitos. E com calor, o que me deixa completamente feliz a ponto de eu fazer planos, ficar eufórica e não tomar um antideprê sequer. Obrigada sol, obrigada pela serotonina que se espalha pelo meu corpo!!! Me sinto viva, feliz e completamente sentimental, o que me deixa idiota, mas e daí? Que se importa?

Este clima de final de ano...


me dá embrulho no estômago!!! Odeio climas de recomeço, Papai Noel, gente rica gastando mundos e fundos e eu aqui trancafiada com meus pensamentos.

Esperanças lançadas ao vento


Ela se olha no espelho, por fora nada mudou aparentemente, talvez uns dois quilos a mais desde a última vez que se pesou. De qualquer forma, não é mais a mesma. Ela sente que é outra completamente diferente.

Procura a carteira. Verifica os documentos. Tudo em ordem, pelo menos no papel, trata-se da mesma pessoa.

Mas por dentro, a sua alma...

O que houve com sua alma? O que houve com a sua essência?

Não há mais o que ser feito por ela. Como continuar vivendo? Se não pode ser por ela, que seja pelos outros.

Perdeu a capacidade de gostar. Perdeu a capacidade de sentir o sangue quente percorrendo todo o seu corpo. Perdeu o interesse pela própria vida.

Olha ao redor, a mala com poucas coisas estão prontas. O lugar? O que importa? Sempre há gente precisando de quem não tem mais nada a perder em algum canto do mundo.

Encara o espelho pela última vez., a próxima com certeza não será mais ali, não será mais por ela, apenas pelos outros. E que venham os outros. Que eles a façam sentir-se viva de novo!

sábado, novembro 11, 2006

Menino bonito


Lembro de você e invejo a Rita Lee. Em quem será que ela pensava quando escreveu Menino Bonito?

Não é impressionante quando lemos algo, ou ouvimos uma música e nos perguntamos “por que não fui eu quem disse isso”? Simplesmente porque fala tudo o que pensamos, que sentimos, as sensações que tenho quando passo minhas tardes dividindo e fazendo planos insanos com a tua pessoa!

Um banho de chuva, num dia quente de verão. A polícia ao nosso lado, sem saber que as estátuas são duas pessoas nuas escapando! Um êxtase para amar o mundo, uma balada pra dançar e se acabar. As dicas de filmes, a tua biografia, os nossos extraterrestres, o teu jeito de moleque e como me surpreende com a tua inteligência. A população ribeirinha, o fazer pelos outros porque por nós já não dá mais.

Risadas...
Adoro quando me faz rir, quando me conta tuas histórias, quando me ajuda a perder o medo de moto e eu posso curtir isso tão bem num dia ensolarado em Bauru. Adoro seu cabelo avoado como o de Einstein, o modo como fala e me paralisa e faz todo o ambiente transbordar com a tua presença, mesmo quando não está lá. Tuas críticas, o jeito como me mima, mesmo sabendo que não gosto disso. O jeito como me provoca e me tira do sério, e me faz desacreditar em tudo para logo em seguida me transformar na pessoa mais crente do mundo!

Se eu pudesse ter um super-poder sabe qual seria? Eu saberia falar a coisa certa sempre. Como não sei, faço das palavras de Lee, as minhas e, substituo a pessoa que a inspirou por você, aposto que, se ela te conhecesse, concordaria que não deixa nada a desejar!

Menino Bonito
Lindo,
E eu me sinto enfeitiçada, yeah
Correndo perigo
Seu olhar
É simplesmente lindo
Mas também não diz mais nada, yeah
Menino bonito
E então quero olhar você
Depois ir embora
Sem dizer o porquê
Eu sou cigana
Basta olhar pra você

sexta-feira, outubro 27, 2006

Algum remédio antimonotonia


Merdas acontecem. Ok, despedida mais uma vez, terceiro emprego em um único semestre. Não ligo, eu nunca ligo, mas ontem parecia que o piano caíra sob a minha cabeça.

Eu quero o mundo, quero engolir e ser engolida por ele, mas desse jeito não dá, cara!

Quero meu Che Guevara, alguém que tenha os mesmos ideais que eu, que se amarre em árvores, que salve as baleias, que queira acreditar na humanidade, que leia bons livros e que viva em outra casa - a minha é só minha!

Quero fugir desta cidade, quero um lugar que me respeite, quero ir ao cinema, sair com os amigos, ir ao teatro, comprar toneladas de livros e não me preocupar com a conta no final do mês.

Quero dançar como uma louca, quero pirar, quero correr no meio da chuva, quero gritar "porra, mãe, eu te amo, mas eu sou assim", quero um remédio antimonotonia!

quinta-feira, outubro 26, 2006

Algumas coisas sobre Lola


Lola Mendonza é uma pessoa que já se fudeu muito na vida, mas está mandando os problemas pro espaço. Corajosa, foi morar num treme-treme para poder ser a mulher que queria, e está conseguindo.

Usa as roupas que gosta porque tem algo chamado estilo! Faz sexo com quem quer, curte escultura em argila, é uma ótima profissional, gosta do que faz e é fodida de boa nisso. Lola é uma garota intensa. Que não engana e nem se engana, que não vive pela metade, que tem ideais e que não os trai.

Lola, pela primeira vez, permitiu-se dizer não. O príncipe virou um sapo? Manda ele de volta pra lagoa! Tá para nascer o homem que despedaçará novamente o coração de Lola, ainda mais falando sobre o seu jeito. Talvez ela aceite isso do George Clooney, mas ele teria que ouvir poucas e boas depois. Taí, George Clooney, um cara que não é loser pode dizer à Lola o que pensa, mas só ele, e não qualquer motoqueiro desempregado e sem aspiração a nada!

quarta-feira, outubro 25, 2006

Dopadamente dopada


Definitivamente Trileptol associado ao Rivotril farão um estrago imenso no meu cérebro. Estou acabada, mal me agüento de pé de tanto sono, tudo porque tomei os remédios tarde e não dormi o suficiente, ou seja, estou lascada.

O pior da história é que a dose do Trileptol passou de 300 mg para 600 mg, sinto que desta dosagem eu não passo, eu morro, juro que morro, morro de tanto dormir. É isso o que chamam de moderador de humor? Céus, realmente estou nas nuvens e planejando um monte de bobagens. Meu cérebro, vem e vai, vem e vai, um dia ele não volta!

Preciso da minha cama, do meu travesseiro gostosinho e de um cafuné AGORA!!!

terça-feira, outubro 24, 2006

Frases de (d)efeito


Semana mal começou e eu já sei que vai ser óóótima!

Frase de um amigo dita a mim, após uma aula de economia: Seu PIB tá em alta você sabe disso!

Frase de um amigo ficante e que promete ser o hit deste final de ano: sabe, eu tenho alguém. A gente pode sair, mas não se apegue ... (ha, ha, ha)

Frase do psiquiatra após saber que não tomei o medicamento direito: Adianta eu pedir para você se comportar? (com voz de chorão)

Frase do psicólogo sobre minha suposta realeza: Você parece uma princesa, mas fugiu do castelo! (eu posso com este deboche?)

Sais, preciso tomar um banho com o sabonete do descarrego da Igreja Universal do Reino de Deus. Valhei-me!

segunda-feira, outubro 23, 2006

Feliz por nada


Hoje, é um dia atípico na vida de uma bipolar. Estou extremamente feliz. Com o quê? Eu mesma me pergunto. Talvez com a nova tintura dos cabelos que está linda. Com a depilação maravilhosa. Com a bolsa e a camisa novas que comprei no final de semana.

Penso, penso, mas não são estas coisas. Sei que é algo além. O sol? É o dia está mais bonito hoje, talvez seja ele. O fato é que talvez, hoje, eu simplesmente esteja feliz, sem razão aparente, apenas feliz, como todos deveriam ser, sem me importar com o que vai acontecer daqui meia hora, e isso é tão bom que quero aproveitar casa segundo, cada milésimo de segundo, eu só quero explodir de alegria, só isso!

sexta-feira, outubro 20, 2006

Eu receberia as piores notícias de seus lindos lábios


Um dia, vi uma entrevista com Marçal Aquino e adorei, desde então, prometo a mim mesma que tenho que começar a ler seus livros.

Bem, seu último lançamento chama-se "Eu receberia as piores notícias de seus lindos lábios". Não sabia que era dele, vi na net, achei o nome lindo e quando dei por mim, lá estava eu, de novo apaixonada por Marçal Aquino e as coisas que escreve, encantada!

"Nunca acreditei em Diabo, apenas em pessoas seduzidas pelo mal". Sim, o mal é extremamente sedutor, Sr. Aquino. Como é que se escapa dele?

quinta-feira, outubro 19, 2006

Diferentes óticas


Passei o dia resmungando por causa do tempo feio, a garoa fina, o frio, o céu nublado. Porém, agora, quando a noite cai e me preparo pra dormir, ouço, lá fora, o barulho da chuva caindo, e acredeço aos céus por ter meu sono embalado por ela, a mesma chuva que tanto me pertubou durante o dia e que agora vem acalmar minha alma, meus pensamentos, vem para a sua vigília!

"olha como a chuva cai e faz barulho aqui na telha
faz um som assim, um barulhinho bom, faz um som assim, um barulhinho bom"

quarta-feira, outubro 18, 2006

Eu que costumava ser...


tão serelepe e faceira, agora não passo de uma rochinha rolando de um lado pra outro da vida.

terça-feira, outubro 17, 2006

Permita-se...



dizer não, quando sentir que vai se machucar, que a história vai se repetir, que você só se sente feliz com conflitos, que talvez você seja masoquista e que isso pode parecer prazeroso, no início, quando você decide apostar todas as suas cartas, mas que também é um processo extremamente doloroso. É esta a vida que quer? Experimentar? Com qual objetivo? Até quando? Pra sempre? Você aguenta, Lola?

Alguém aí do outro lado sabe as repostas para todas estas perguntas, porra!?!

sexta-feira, outubro 13, 2006

Semana dos porques


Esta semana, queimei meu cérebro pensando em tantas coisas que, às vezes pra mim, não fazem o menor sentido, mas eu queria tanto saber!

Por que as pessoas mentem para as outras? Por que não podemos ser o bastante para alguém? Por que eu não acredito em monogamia e fidelidade? Por que eu me sinto um et? Por que eu tenho que estar sempre na contracultura? Por que tenho que viver à margem e me sentir completamente fora de foco? Por que sabotamos a nossa felicidade? Por que existe a porra do porquê?

Então, de repente, ele, mais uma vez, salva o meu dia, a minha semana, a minha alma e todas as suas neuras!

Lola: Como, Freud?

Freud: Ser inteiramente sincero consigo próprio é um ótimo exercício.

Lola: É, eu não havia pensado nisso ainda, mas dói!

terça-feira, outubro 10, 2006

Pensamentos


são nossos pequenos tormentos. Às vezes, tudo o que eu mais queria era poder deixar minha mente completamente vazia, mas eu não posso...

domingo, outubro 08, 2006

Resolução de final de semana


Vou me revisitar, sim. E para dar um tempo nas rotações, farei aulas de escultura em terracota. Assim, pretendo voltar minhas tensões sexuais para as mãos, para as artes!

A sabedoria dos astros


"Fonte dos desejos, seu aquário em ebulição. Bota ebulição nisso. Jogue a moedinha e será atendido. Nem a pau, tô duríssima. Não precisa procurar muito longe, os milagres são todos seus. São meus, eu sei, eu sei, eu sei. Você andou por muitos lugares, conheceu os endereços mais quentes e as maiores frias... É incrível o quanto consegui viver em menos de um ano. Já está de bom tamanho. Sim, eu estava me sentindo meio cansada mesmo. Agora já dá pra voltar pra casa, processar a experiência, mirar-se no espelho, se rever". Voltar? Será? Eu não seria tão radical, mas rever-se, agora, é essencial à alma.

quarta-feira, outubro 04, 2006

Sobre belezas e tristezas


"Belezas são coisas acesas por dentro. Tristezas são belezas apagadas pelo sofrimento." Jorge Mautner

Filosofia de MSN


Deus é um cara muito esperto porque criou a Terra, mas não mora nela!

sexta-feira, setembro 29, 2006

Por que as coisas não podem ser perfeitas de vez em quando?


Há coisas que devem ser vividas e não supostas. Então, que venham as vivências com tudo que elas possuem de mais lindo e horrendo. Estou preparada para a batalha, se ele for como eu imagino. O que não deve ser, claro, porque as coisas não são perfeitas, ainda mais quando idealizadas. Em resumo, estou pronta!!!

quarta-feira, setembro 27, 2006

Uma flor de mandrágoras


Será que mereço tudo isso? Não importa, foi feito pra mim e me sinto encantada!

uma flor de mandrágoras

vestida de terras azuis

enlaça o espaço das gavetas
e baila
nas linhas
de uma ode

beija o céu
de vozes
rompe os olhos

uma flor de mandrágoras

claridade negra

persiste

inquieta solidão de acasos

cindir o espaço
do verso

rocha magmática
que brota

de um vulcão
de colibris

a boca
borboleta de marfim

pousa

quietamente
num sol

de acarás bandeiras

aberto
no silêncio

das noites

Darwin Ferraretto

terça-feira, setembro 26, 2006

Poder eternizar


Uma das coisas que me incomodam profundamente é não poder guardar o exato momento em que um sentimento muda. Quase sempre isso é lento, suave e imperceptível. Mas quando podemos capturar tal momento, não há nada que nos deixe mais embriagados.

Poder lembrar da conversa, de cada palavra que foi dita e do exato momento em que seu coração sofreu aquele abalo, sua circulação sangüínea aumentou, você ficou sem palavras e nada mais foi como era antes...

Ser leviano é...


julgar ou proceder irrefletidamente, irresponsavelmente, incoscientemente. O que Diabos fazem os homens serem tão levianos?

Não é mais simples dizer "hey, vamos dar uma bem gostosa pra relaxar, pra gozar, porque tenho tesão em você"? Qualquer coisa deste tipo é mais apropriado que dizer coisas, fazer com que acreditemos em coisas somente para trepar e mais nada! Trepar é bom, todo mundo gosta e com verdade é melhor ainda!

Um dia, tinha 15 anos, era virgem, passeava pela Praça da República e comecei a ver umas bijuterias de um hipongo. Em menos de dez minutos ele me conidou para transar, assim, na boa, na calma, com todas as letras. Eu, virgem e pura, disse que não com a mesma tranquilidade com que ele havia falado comigo. Não queria que minha primeira vez não fosse com alguém que não amasse. Anos depois, lembro da cena e penso "lá se foi o único homem que não era leviano e cruzou meu caminho"!

Por que é tão difícil ser verdadeiro, ser direto, ser quem realmente somos. Sem leviandade, sem mentiras, apenas quem somos?

Deus é um senhor bem irônico


Nos últimos dias, duas notícias me fizaram pensar que Deus tem um senso de humor peculiar.

O Coronel Ubiratan Guimarães, acusado pelo massacre do Carandiru, é supostamente assassinado pela própria namorada, sem ao menos tentar reagir!

Enquanto isso, Bin Laden, o cabeça do atentado às torres gêmeas supostamente está morto. E morreu de quê? O cara elabora um plano daquele, muda todo o mundo depois de seu ataque e morre vítima de TIFO?

Deus não é apenas um justiceiro, ele é um cara cruel!!!

sábado, setembro 23, 2006

Coisa simples


Tudo que eu queria era encontrar alguém que fizesse eu me sentir viva. Nesta busca, cometi tantas cagadas que quase não me reconheço mais. Nunca fui santa, será? Será que nunca mais vou sentir o meu coração bater muito rápido e apertado no peito, minhas pernas tremerem, o calor tomar conta de todo o meu corpo e planos, será que eu nunca mais farei planos para o futuro com ninguém? Algo tão simples e estou tão cansada...

domingo, setembro 17, 2006

Pro dia nascer feliz...


Nada melhor que aquela cólica e aquele sangue todo escorrendo pelas suas pernas, depois de você ter pensado: "sim, talvez eu esteja grávida, não é a melhor hora, mas talvez eu seja mãe".

Respiro aliviada, recebo um telefonema do Sr. Tranqueira me fazendo um pedido de namoro meio gauche, e não era o torto de Carlos Drummond de Andrade. Penso em aceitar, mas ainda estou ressabiada com a vida. Na cabeça, cantarolo ao trecho da música Tigresa "com alguns homens fui feliz com outras fui mulher".

Vou à EduCanadá, falo em inglês com um monte de gente e volto a fazer planos para um novo intercâmbio em 2007, afinal de contas, eu não vou ser mãe! Não desta vez, não agora, mas a idéia começa a ser melhor aceita por mim!

sábado, setembro 16, 2006

Nem um ano de solteirice e ...


Passarei o final de semana a me torturar com a probabilidade de estar grávida e não é de uma nota musical! Se tudo o mais falhar, ou seja, se a dita menstruação atrasar mesmo até terça-feira, irei fazer o exame de sangue.

Caras, não posso estar grávida, isso só pode ser um susto divino, sim, nestas horas eu deixo o budismo de lado e volto à boa e velha culpa cristã. De qualquer forma, a loucura que me acompanha já me faz pensar que, se for menina tenho que decidir o nome entre Luísa ou Helena. Se for menino, será Matheus!

Boas novas, na próxima semana!

Grávida

Marina Lima /Arnaldo Antunes

Eu tô grávida Grávida de um beija-flor Grávida de terra De um liquidificador

E vou parir Um terremoto, uma bomba, uma cor Uma locomotiva a vapor Um corredor

Eu tô grávida

Esperando um avião

Cada vez mais grávida

Estou grávida de chão

E vou parir Sobre a cidade Quando a noite contrair E quando o sol dilatar Dar à luz

Eu tô grávida

De uma nota musical De um automóvel De uma árvore de Natal

E vou parir Uma montanha, um cordão umbilical, um anticoncepcional Um cartão postal

Eu tô grávida

Esperando um furacão, um fio de cabelo, uma bolha de sabão

E vou parir Sobre a cidade Quando a noite contrair E quando o sol dilatar Vou dar a luz

quinta-feira, setembro 14, 2006

Aos poucos, o regresso


Well, well, well. Estive fora do ar por alguns dias, na verdade, fora de órbita mesmo. A impressão que tenho é que minha alma abandonou meu corpo e resolveu assistir de longe a tudo o que ele, sem ela, pode fazer de burrices, cagadas e outras cositas mais!

Vamos tentar voltar aos poucos. O bom de sair da órbita é que, em alguns momentos, sentimos mesmo que nossa alma precisa de um descanso para se refazer.

Acabei encontrando um texto de uma senhora chamada Rosana Braga que diz: "Assim como há um tempo de se expor e arriscar tudo em nome deste sentimento, também chega o tempo de se introspectar e recolher seu coração, ainda que o mesmo sentimento continue pulsando ou que você esteja na mesma relação. Somente cada um pode avaliar o quanto foi se distanciando de si mesmo em nome do outro, o quanto foi perdendo a direção de sua própria vida em busca de respostas que não são as suas. Além disso, estar em repouso é um ótimo estado para rever seus desejos e se questionar sobre o que realmente está fazendo de sua vida. Porque algumas vezes a gente simplesmente perde a referência e fica tão confusa que já não consegue perceber o que é que está buscando, para onde está indo, onde quer chegar."

É isso aí, estava sentindo tudo isso, mas como minha alma caiu fora, não estava conseguindo me expressar. Obrigada, Dona Rosana!

Vou tentar voltar a escrever porque me faz bem, também vou tentar olhar mais para meu interior e ver se as cagadas são realmente o que procuro. Tenho faro fino para tranqueira e isso está me assustando um pouco, mas se esta sou eu de verdade, querida, seja bem-vinda!

segunda-feira, setembro 04, 2006

Sintetizando minhas angústias


"Eu quase que nada sei, mas desconfio de muita coisa." - João Guimarães Rosa

É isso aí, eu desconfio mesmo! Por exemplo, eu acho que há um plano mirabolante, por parte dos homens que se aproximam de minha pessoa para que eu vire lésbica. Sim, todos eles fazem algum tipo de cagada que me faz pensar "não, agora eu tenho que gostar de mulher"! Depois eu reflito, reflito e acho que ainda não chegou o momento, mas a pulga fica na cabeça - "será que eles querem viver num mundo lésbico e por isso são tão idiotas?"

Cuidado, meninas, muito cuidado!