domingo, fevereiro 20, 2011

Queria ser um caramujo? Não...

Desde pequena, eu nunca imaginei ou desejei uma vida "normal" pra mim. Eu me lembro que queria ter três filhos, de três pais diferentes, de preferência com culturas diferentes, pra ter uma super integração em casa. Mais que isso, eu trabalharia em lugares diferente, o que agregaria ainda mais coisas legais a minha vida e à vida das crianças!

Hoje, aos 32 anos, os filhos ainda não vieram e o único estrangeiro que peguei foi um argentino - eu adoro argentinos! Porém, as cidades, ah, as cidades. Estas foram muitas, desde os meus 19 anos, e tenho certeza que outras tantas virão!
Tudo bem, ela não são as europeias dos meus sonhos de menina, mas foram cidades que me acolheram e deixaram boas lembranças pra contar.

Bauru - a cidade sem limites
Aos 19, saí de casa pela primeira vez. Fui para Bauru estudar jornalismo. Vivi três anos na cidade de Edson Celulari, Pelé e do astronauta brasileiro - tem que falar das pieguices, né? O fato é que Bauru sempre será meu melhor parâmetro de liberdade e felicidade. As melhores risadas, os melhores amigos, o céu mais azul de inverno que já vi na vida, as noites mais estreladas.

Os lençóis de SP
Bauru me deu também o primeiro marido, hoje ex-marido, que vivia na vizinha Lençóis Paulista, onde passei seis meses. Bem, na época, meados de 2001, eu só via coisas ruins na cidade. As pessoas sempre me olhavam estranho em qualquer lugar que eu fosse; todo mundo, na primeira oportunidade que tinha, perguntava sem pestanejar de onde eu era; qual o sobrenome da minha família e por que eu usava chapeu. Bom, até onde eu saiba, as pessoas usam chapeu para se protegerem do sol. O problema é que os meus não eram de cowboy. Daí a estranheza.

Jequices que eu abomino até hoje, à parte, foi lá que eu descobri o que é ter e ser parte de uma família de verdade, tal qual cantam Os Titãs. É ouvir a música e lembrar de quando eu era casada, dos domingos na casa dos sogros, dos sobrinhos, das cunhadas malucas. Foram bons tempos.

A morada do sol
Há três anos, fui morar em Araraquara. A cidade, na minha cabeça, serviria como uma espécie de sanatório para um coração destroçado. Foi lá que eu talvez mais tenha chorado na vida. Vi o quanto as pessoas podem ser egoístas e endureci meu coração o máximo que pude.

Das coisas boas, a morada do sol também me presenteou com alguns bons amigos, que quero ter sempre comigo. Também foi lá que fiz a louca e tal qual um Dom Quixote, resolvi peitar alguns grandes moinhos. Eles ainda estão de pé, assim como eu. Servem para mostrar que dignidade e convicção fazem toda a diferença em nossas vidas.

A cidade também me deu mais sol e calor que qualquer outro lugar do mundo. Me deu também Zé Celso, a Semana de Teatro Luiz Antônio, o Araraquara Rock e os Ramones, além de uma das melhores trepadas da minha vida, com um cara de São Carlos, mas quem se importa?

Pés vermelhos
Daí eu fui para em Tatuí, onde passei uns 20 dias. Fazia de um tudo no jornal local, trabalhava 12 horas por dia e ganhava muito pouco. Não deu pra mim! Apesar de achar a cidade pouco boemia, pra um local que tem como principal atração um Conservatório Musical, a praça era a mais animada das que eu já vi à noite, e eu comi a melhor torta de banana da minha vida, no Café Canção, um lugar adorável.

Foi também em Tatuí que eu conheci a Sara, a melhor dona de pensão para moças de fino trato do mundo. Sábia, divertida, generosa, maluca. Lembro da noite que as duas problemáticas tomaram seus respectivos ansiolíticos da noite e, ao invés de ficarmos calmas, fizemos a louca na casa, atasanando a Adriana, nossa colega de quarto que tinha o cabelo mais comprido que eu já vi na vida. Bem dita seja tu, Tatuí e sua Sara!

Às voltas com os sulistas
Minha última empreitada foi Americana - Santa Bárba d'Oeste (SBO). Fiquei hospedada na casa do amigo Fernando (Uniiiiiiiiii), quem arrumou o trampo pra mim no Diário de SBO (lê-se ESBÓ). A cidade foi a primeira e única fundada por uma mulher - a dona Margarida. No jornal, eu conheci o Chico, fotógrafo bacana das antigas, que trabalhou no Notícias Populares - é claro que eu adorei ele!
Esbó é também a cidade do primeiro carro brasileiro , a Romi-Isetta (Romiseta), cidade natal que Rita Lee nega até a morte; povoada por americanos sulistas - isso dá medo.

Foi em SBO que tive a chance de me sentir num filme do Tarantino, quando Chico e eu fomos fazer uma matéria, num dia infrnal de quente e cruzamos com um boteco, que tocava AC-DC bem alto, enquanto uma coroa, vestida de vermelho e com bota de couro até o joelho jogava sinuca.

Estava tão quente que eu pensei estar alucinando. Pedi pro Chico fotografar a cena, mas ele disse que a gente poderia levar um tiro. Ficou só na lembrança!

Busto de Dona Margarida da Graça Martins está exposto na Praça Central de Santa Bárbara. Foto: Arquivo Histórico Fundação Romi


Em Americana, os grandes lances eram dois: a rotatória "Stop Four" em quatro direções e a Praça Tiradentes.

O prefeito, querendo inovar, criou um sinal de trânsito, escrito em inglês e que não existe nem nos Estados Unidos. Nem adianta explicar, é só olhar a imagem. Quem vem pelas quatro ruas, dá de cara com a rotatória e para. É um "stop" pra todo mundo. Passa quem for o mais corajoso!



Por fim, a Praça Tiradentes, com um gramado impecável, que todos os dias me convidava para dar uma descansadinha deitada na grama. Era bom isso, me deixava feliz, me conectava com Gaia (ai, que riponga) e devolvia minhas energias.

Algumas cidades depois, me vejo novamente em Sampa. Muita gente acha maluquice estas minhas andanças, afinal, a maioria gostaria de estar em São Paulo, mas veja bem: Sampa é a cidade onde nasci, é onde estão minhas raízes, as pessoas e coisas que mais amo, é para onde eu digo que voltarei quando for a hora.



Agora diz ai, se eu não tivesse esta sede de beber o mundo, quantas coisas divertidas, pitorescas, e quantas lições de vida eu não teria perdido? Claro que é cansativo. Às vezes penso que deveria ter nascido feito caramujo: somente com uma mala nas costas, com roupas, livros e CDs, sem cão nem gato, que dão muito trabalho. Não é fácil, minha vida não é fácil, mas eu aprendi a me divertir com tudo isso!

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

A verdade vos libertará

Há pelo menos quatro anos, tautei a palavra Aletheia no braço. Do grego, a palavra significa verdade, ou o que não está escondido.

Fiz esta tatuagem após um momento muito difícil na vida. Tão difícil que, na época, procurei uma monja budista pra conversar. Eu sabia que ela me ouviria sem me julgar. De toda a conversa que tivemos o que ficou e estará para sempre comigo é: por mais que doa, a verdade é sempre melhor que viver em um mundo de ilusão, de devaneios, de o que pode vir a ser, mas não temos certeza. Enfim, o Godot que nunca chega!

Foi dolorido ouvir tudo aquilo, mas depois que aprendi isso, os sofrimentos diminuíram consideravelmente.

Sou verdadeira com o que sinto, com o que faço, com o que penso. Digo o que não está escondido sempre que percebo que isso vai ajudar um amigo a ser mais feliz, mostro a mim mesmo o que não está escondido, quando sinto que isso fará meus dias melhorarem.

Mas sabe o que eu odeio? Eu odeio gente que mente para mim e são mentiras mesquinhas, coisas pequenas que me fariam feliz, mais que isso, que me libertaria. Quer coisa mais generosa do que libertar alguém de qualquer devaneio que nunca acontecerá?

Um exemplo muito simples: alguém disse que me ligaria para conversarmos, provavelmente sobre um futuro que não daria certo. E eu estava preparada para ouvir isso e disse "o compromisso agora está com você, eu não entro mais em contato porque você está promentendo ser homem e falar comigo". Eu cumpri o que prometi. Agora, pergunta se o lazarento teve a decência de dar um simples telefonema pra falar "NÃO ROLA, ME ESQUECE".

Ah, pelo amor de Deus! Isso não é algo tão difícil de fazer. É liberatador para as duas partes, porque eu detesto situação mal resolvida e principalmente porque, até minha mente esquecer por completo, eu sempre vou esperar que ele cumpra com a promessa, me ligue e me dê o pé na bunda como as coisas devem ser. Olha, eu aceito até um torpedo, uma mensagem de e-mail.

É por isso que, cada dia mais, eu creio na frase que, se não me engano, é bíblica e de alguma maneira está presente na maioria das religiões "a verdade vos libertará" e liberdade é uma das melhores coisas nesta vida.

Homens, mulheres, vocês são pessoas ou um bando de pé de couve? A verdade é tudo na nossa vida, é libertária, é libertina, é respeitosa, nos dá alegria, nos mostra o que importa, nos dá foco, coragem. Ser verdadeiro com o outro é mostrar-se disposto a colaborar com a sua felicidade. É um gesto nobre e generoso. É bom demais da conta. Tenta vai, me dispensa, porra!

domingo, fevereiro 06, 2011

Para aqueles que merecem ouvir perdão

Sabe, eu sou umbandista, medium, recebo bahiana, preta velha, meu caboclo, meu boadeiro e claro, o pessoal da esquerda. Minha pomba-gira e meu exu.

Na última vez que trabalhei, uma moça veio falar com minha pomba-gira e pediu a ela algo muito simples: que um homem que a magoou lhe pedisse perdão. É justo não é? Eu pouco lembro das conversas que tenho com as pessoas, quando estou incorporada, mas alguns pedidos não me saem da cabeça, como se fosse obrigação minha e do guia atender ao pedido da pessoa.

Engraçado é que agora, eu também me vejo querendo o perdão de alguém. Apenas por ele ter sido leviado, ter mentido, ter fingido interesse. Então, eu resolvi publicar uma oração para aqueles que possuem fé. Peçam às pombas-giras que elas deem o perdão que vocês merecem. Não se pede pra amarrar ninguém, onde eu fui feita umbadista, mas perdão é algo que nos liberta, que nos faz segur enfrente, com a força da justiça ao nosso lado.

Aos que jugam que merecem algum pedido de desculpa, façam com fé e com o coração. Troque as iniciais e ore com fé.

ORAÇÃO

Senhor! Que T.C.N. nesse momento esteja pensando em mim E.S.S. arrependida de tudo que me fez querendo a todo custo me pedir perdão arrependido de tudo que me fez , querendo me ver , me pedir perdão e que em sua mente só tenha a minha presença que T.C.N. me procure ainda hoje para me pedir perdão arrependida de tudo que me fez...Assim seja! Minha Rainha Pomba Gira Maria Padilha, Rainha das sete Encruzilhadas, peço assim: vá ONDE T.C.N. estiver e faça com que ela não descanse enquanto não falar comigo E.S.S., pelos poderes da terra, pela presença do fogo, pela inspiração do ar, pelas virtudes das águas, invoco as 13 almas Benditas. Pela força dos corações sagrados e das lágrimas derramadas por amor, para que se dirija até onde T.C.N. estiver nesse momento, e traga seu espírito até mim E.S.S., implorando o meu perdão. Que T.C.N. queira falar comigo implorando o meu perdão... Que T.C.N. Salve Pomba Gira Maria Padilha, Rainha das sete Encruzilhadas, te peço assim: Gira, vai mulher gira, gira ao meu favor, gira ao meu favor e traga T.C.N. pra mim .E pedido assim: Ar move, fogo transforma, água forma, terra cura, e vai girando, e a roda vai girando, vai trazer para mim E.S.S.a T.C.N.arrependida implorando o meu perdão. Que T.C.N. não consiga viver em paz enquanto não me pedir perdão. Que T.C.N. não consiga parar de pensar em mim E.S.S.e sentir remorso por tudo que me fez. Assim seja, assim será, assim está feito. Salve Pomba Gira, Salve Sete Saias. Salve suas irmãs, Maria Mulambo, Maria Padilha Arrepiada, e todas as outras da Falange. Salvem Sete Saias, minha boa amiga, mulher de Sete Exus, defensora de todos os seres. Salve Sete Saias, minha boa e gloriosa princesa, conheço a tua força e o teu poder, te peço atenda o meu pedido. Que T.C.N. não durma e não descanse enquanto não pedir perdão... Faça Maria Padilha Rainha da sete encruzilhadas com que T.C.N. sinta remorso por tudo que me fez. Pelos Sete Exus que acompanham seus passos, rogo e suplico que T.C.N. venha implorando o meu perdão. Agradeço por estar trabalhando ao meu favor e vou divulgar seu nome em troca desse pedido minha gloriosa pomba gira. Maria Padilha traga T.C.N. implorando o meu perdão ainda hoje. Ainda que T.C.N. resista, que com seu poder Maria Padilha, rainha das sete encruzilhadas sopre o meu nome E.S.S. no ouvido de T.C.N para que ela me procure logo arrependida de tudo que me fez. Que T.C.N. não consiga ter paz enquanto não me pedir perdão... Que venha feito uma cobra rastejante, humilde e mansa, que venha dizendo que quer o meu perdão e assim possamos ter um bom convívio. Assim seja e assim será! Eu profetizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, que T.C.N. virá correndo atrás de mim E.S.S., arrependida o mais rápido possível pedindo para ficarmos de bem. Confio no poder das falanges da Pomba Gira, Rainha das sete Encruzilhadas, cada vez que for lida essa oração, mais forte ela se fará, estarei publicando está oração como oferenda, pedindo que me conceda o pedido de fazer com que T.C.N. se arrependa de tudo que me fez e venha depressa implorar o meu perdão. Sei que os Espíritos da Falange da Pomba Gira já estão soprando o meu nome E.S.S. no ouvido de T.C.N. e ela não conseguirá fazer nada se não falar comigo e não terá um minuto de paz. Confio no poder das Sete Encruzilhadas, e vou continuar divulgando essa oração poderosa. Que assim seja, assim será e assim está feito. Publique e terá uma surpresa!

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Mais uma primavera

Hoje, ou melhor, nesta terça-feira, completei 32 aninhos. Foram anos intensos, como são os anos de qualquer pessoa! Não vou me gabar dizendo o quanto eu me acho foda - eu sou foda, meu terapeuta me deu isso e ninguém me tira.
Nestes 32 anos aqui na Terra, entre belíssimas coreografias de ballet e grandes tropeços, eu quero agradecer.
Quero agradecer aos meus orixás. Quero agradecer por sentir o calor do sol, a chuva fria, o vento gelado, a cachoeira que estremece a alma, as ondas do mar batendo no meu corpo e fazendo eu perder o chão da areia que se vai. É muito bom estar aqui, porque existe uva, vinho, beijo na boca, abraço apertado, trepadas inesquecíveis e boas gozadas.
É bom estar aqui, porque fazem pijamas fofos, meias coloridas, lanjeries lindas, deliciosos bolos de prestígio, azeite extravirgem e pizza.
É muito legal estar aqui porque estou construindo uma história, tenho o que falar, tenho pelo o que rir e pelo o que chorar.
É bom estar aqui pelos homens que me fizeram feliz, pelos homens que me fizeram mulher (adoro esta divisão de homens) e pelos homens que foram canalhas comigo e me ensinaram a ser tão desprendida!
Agradeço pelas oportunidades que tive de tentar ser uma pessoa melhor, pelos bons amigos, por ter uma família, que seja de sangue, ou escolhida, está sempre ao meu lado quando preciso!

OBRIGADA POR ME TRAZER ATÉ AQUI

sexta-feira, janeiro 28, 2011

Como uma pedra que rola

Talvez não seja a primeira vez que uso a música do Bob Dylan pra dizer como me sinto por aqui. Tenho certeza que já fiz isso antes. Porém, como diz de maneira extremamente cruel e verdadeira a vida "é o eterno retorno do mesmo". Não tenho dúvidas de que andamos em círculos constantemente.

Então, cá estou, novamente perdida, em uma nova cidade, sozinha e tendo que escolher entre fazer o que gosto, ou deixar minha mãe sozinha em um momento que sei o quanto preciso estar do lado dela.

Este dilema sempre me perseguiu. Foi quando eu me mudei para Bauru, para estudar; foi assim quando eu saí de casa pra morar com o primeiro namorado; foi assim quando me mudei para Araraquara. Mas em nenhum destes episódios eu senti tanto por deixar minha mãe. Sinto que ela precisa tanto de mim e talvez, verdade seja dita, eu também quero estar perto dela.

Mas dinheiro não dá em árvore, nem emprego e eu gosto de escrever, e eu adoro uma redação cheia de gente louca, e eu adoro ver o trabalho impresso depois e é a única coisa que eu sei fazer na vida e não tem outra coisa que eu queira.

E é nesta hora que o som toca alto na minha cabeça:

"How does it feel
How does it feel
To be on your own
With no direction home
A complete unknown
Just like a rolling stone?"

Eu não sei como devo aproveitar o momento: agradecer por poder fazer o que gosto, ou me ver novamente sozinha, tendo que reconstruir mais um lar, em meio a tantos já perdidos. Estou alegre, estou triste, estou apenas deixando a coisa toda rolar!


Obs: O Uni, meu amigo irmão que descolou o emprego pra mim, acabou de me dar o livro "On The Road", do Jack Kerouak. Na capa, uma declaração de Dylan - "Este livro mudou a minha vida". Bem apropriado para o momento, não? Fazia tempo que eu queria ler este Kerouak, vou fazê-lo agora, com a licença de quem ainda passa aqui pra ler!

quarta-feira, janeiro 26, 2011

Sob supervisão

Psicoterapia: tratamento de distúrbios ou doenças psicológicas por meio da discussão dos problemas do paciente, da sugestão, tranquilização etc, sem recorrer a medicamentos.

Hoje eu voltei ao meu primeiro terapeuta, estava precisada, muito precisada. Me fez lembrar de muitas coisas, desde a ida para Araraquara, até o meu retorno, agora, completamente sem forças e sem acreditar em nada.

Em meio às dores todas ditas ali, de uma vez, algumas coisas boas vieram a minha cabeça.

Mo final das contas, eu sou corajosa. Fiz muita coisa na minha vida sozinha, sem o apoio de ninguém, por minha própria conta e risco. Me dei bem, me dei mal, mas, se o caminho é meu, sou eu que tenho que caminhá-lo, certo?

Outra coisa que eu não tinha, quando comecei a terapia, e hoje é completamente diferente. Eu tenho amor próprio e é muito bom a gente se gostar, porque percebemos o que nos faz bem, o que nos fal mal e optamos pelo primeiro. Afinal, até que se prove o contrário, eu só passarei por aqui uma vez, então, se a pessoa tem algo de bom pra me dizer, ou fazer por mim, não tem que perder a oportunidade. É agora ou nunca!

Terceiro e último, eu sou uma pessoa autêntica e a merda do sistema odeia pessoas assim. Já pensei várias vezes que eu deveria me enquadrar mais, ter uma atitude mais pacata, mas não dá. A gente tem que ser sincero com nós mesmos para poder ter o mínimo de felicidade. Então, eu vou continuar falando o que penso, vestindo as roupas que eu gosto, me apaixonando em hora inapropriada, porque apesar de desejar muito a racionalidade, eu sou extremamente passional e é assim, sentindo o sangue pulsar nas minhas veias, que eu gosto de viver!

Porque o amor não escolhe hora, mas deveria...

Eu fugi! Confesso que me interessei demais por uma pessoa e, num momento de cagaço, aliado ao fato de ele também não ter ajudado muito, eu fugi. Me acovardei e eu NÃO faço isso facilmente.

Fugi porque ele parecia perfeito, porque ele tem o tipo de conversa que eu gosto, porque tem um sorriso lindo e um beijo encantador. Fugi porque este tipo de coisa vicia rápido, faz a gente querer mais o tempo todo e ele não está pronto pra isso. E se eu tenho medo, também não estou pronto, mas eu queria estar.

Então a estratégia é esta: apagar os vestígios, não ligar mais - eu liguei duas vezes e ele não estava disponível. Pior que eu entendo, quando estou mal, nem sempre quero falar. Mas não gosto de questões mal resolvidas. Quando depende de mim, todas os pontos finais são colocados em seus devidos lugares, para que eu possa continuar a caminhar em paz, sossegada, feliz!

Já não está mais comigo. E se tudo o que pensei, senti, desejei foram apenas coisas boas, que eu cosiga me desligar disso também com uma lembrança boa, a lembrança de que apesar de todas as pedras, ainda existe amor para eu dar. Só falta encontrar quem queira!

Esta é minha despedida pra você, punk da periferia! Foi bom me sentir viva deste jeito, como há muito tempo não me sentia.

sexta-feira, janeiro 21, 2011

A Minha Maria Alice Vergueiro X A Minha Macabéa

Eu gosto de horóscopo. Eu leio todos os dias. Eu também vou a cartomantes; rituais xamânicos; retiros budistas; sou umbandista, acredito na força dos orixás; tomo florais, quando tenho dinheiro. Enfim, eu tenho ser um ser humano melhor, simplesmente porque eu acho que posso sê-lo. Então, eu faço tudo isso porque eu sou meio hipponga, aquariana, e por natureza, avessa a práticas tradicionais de encontrar Deus, paz interior, serenidade etc.

Hoje, comecei a manhã fazendo planos para os próximos dias e, como de praxe, fui ler meu horóscopo. Achei que passaria raiva, afinal, estou em meu inferno astral, MAS não. Olha só o que diz.

"Há, neste período, uma espécie de "desacordo" entre cabeça e coração. A razão determina um caminho, mas o emocional quer outra coisa. Não chega a ser nada grave, Luciana (mentira, é grave), mas tão somente um momento de indefinições temporárias e de acentuação de contradições. As escolhas mais adequadas ficarão mais claras ao final deste período (29/1 - dois dias antes do meu aniversário), por isso até lá não se preocupe tanto em tomar atitudes. Deixe a coisa cozinhando dentro de você, até que a certeza se manifeste".

Eu quase chorei de emoção. Porque de fato, sinto a minha cabeça na lua e meus pés dentro de um riacho que corre sabe-se lá pra onde. E eu sempre odiei isso. Eu sempre fico péssima quando a minha racionalidade desbunda e começa a brigar com as minhas emoções. Eu queria ter ou uma coisa, ou outra, as duas coisas juntas não dá.

Eu fico em pânico. E apesar de acreditar em tudo o que eu disse e tentar ser uma pessoa melhor, quando estou dispirocada deste jeito eu só sofro. E eu odeio sofrimento, afinal, aprendi no Budismo que nós estamos aqui para sermos felizes. Não é fácil, MAS eu tento.

O problema maior disso tudo é que eu me sinto cansada, sem energia, pertubada, insegura eEU NÃO SOU ASSIM! Eu sou uma pesssoa analisada o que me serviu pra duas coisas: me tornar a pessoa mais corajosa e livre que conheço e ter um cadinho de autoestima.

Ai, eu entro numas de misturar o lance das virtudes gregas versus as paixões que tiram a nossa razão. Um adendo: eu sou completamente a favor da razão, mas quando em crise, as malditas paixões me dominam com uma facilidade impressionante. Ai, tá muito confuso?

Bom, pra facilitar: eu me sinto dentro da história de "Jekyll & Hyde - O Médico e o Monstro", de Robert Louis Stevenson, só que numa versão mais tupiniquim, ou mais tropicália. Eu sinto que sou a Maria Alice Vergueiro, dando um tapa na pantera sem pudor nenhum e, de uma hora para a outra, me transformo na acanhada Macabéa. Aliás, se eu tivesse que personificar meu diagnóstico de bipolaridade, esta seria a imagem:

MINHAS DUAS FACETAS

Diante das previsões para os próximos dias e minha incoerência psíquica do momento, resolvi me isolar do mundo. Na verdade, eu queria ficar fora por uns dez anos, mas como querer não é poder, me isolarei até a metade da semana que vem, pelo menos. Vou deixar as coisas cozinharem dentro de mim pra ver se me fortaleço, ou se me jogo na lama do fundo do poço de vez!

De todo este dramalhão que me é peculiar, a única coisa que eu espero é me sentir melhor e um pouco mais equilibrada Eu preciso!

quinta-feira, janeiro 20, 2011

Eu estou fora de ordem...

Gente, fudeu! Eu preciso ser monitorada urgentemente, ou seja, preciso voltar à terapia. Já está marcada para quarta-feira. Enquanto isso, vou ao Inferno amanhã, depois vou a Araraquara, porque haverá trabalho na mata - eu virei umbandista e eu preciso ir até lá neste domingo! Na volta, paro em Americana para ver meu querido amigo Uni, que sempre fala a coisa certa, que eu preciso escutar!

Por exemplo? Por exemplo, ontem eu bebi demais da conta, tinha saído com um punk que é a minha cara - diz ai, eu sair com um punk não é a minha cara? - e eu dei. Eu dei mesmo no primeiro encontro. Dei, eu queria, estava com vontade, não é a primeira vez que faço isso. Aí, hoje, eu acordei mal porque, na verdade, dar estando bêbada, não é uma boa idéia. Ainda mais para alguém que é bipolar e toma remédios controlados.

Conclusão: serotonina baixa, raiva por não ter segurado a periquita - eu queria aproveitar mais - angústia, taquicardia, pânico, raiva porque eu não arrumo o emprego com dignidade - só arrumo aqueles que não oferecem isso. Enfim, um dia péssimo.

Ai, meu amigo Uni me liga e me diz que se está tudo uma merda, pelo menos eu dei e me diverti. "Antes o punk que a terra". Digam, não é maravilhoso ter um amigo como este? O dia até ficou mais iluminado.

Ai, eu me animei, liguei para o meu ex terapeuta, Joel Katz, marquei consulta; depois um outro amigo, Hermes Canuto me ligou pra dizer que a namorada está surtada a ponto de se enternar. Fiquei feliz, antes ela do que eu!

E assim é! Eu estou me sentindo completamente fora de ordem, mas poderia ser pior. Eu poderia morar numa área de risco, poderia ter batido as botas na região serrana do Rio, poderia estar em um subemprego, mas ainda mantenho minha dignidade em relação a isso, e com ressaca moral, ou não, ainda tem quem me coma! Vou reclamar de que, não é mesmo?

sexta-feira, janeiro 14, 2011

Eu quero viver minha depressão em paz

Oi, pessoas que, mesmo comigo não escrevendo há tempos, ainda me mandam notícias.

Espero que todos tenham começado o ano de maneira maravilhosa. O meu tá uma bosta, eu achei que ano novo, década nova, tudo de bom aconteceria num passe de mágica. Não, não é assim!

As novidades, bom, a coisa que mais roguei a Deus que não acontecesse, aconteceu. Voltei a morar com a minha mãe e irmão. Mais especificamente com o último, que é um maconheiro sujo, que se entope de farinha de maracujá, de berinjela e quinoa, mas no final das contas é um grosso!

Estou sem emprego, quer dizer, arrumei dois aqui em Sampa, mas como eles pagavam uma miséria, desisti. Ainda me resta um pouco de dignidade na vida e eu não trabalho em lugares onde eu não possa pagar minhas próprias contas!

Acontece que da fase bipolar, atualmente me encontro deprimida. Sim, porque eu acordo, mando currículos, troco a areia do gato, recolho as bostas dos cachorros, limpo o quintal, e este ciclo se repete pelo menos mais duas vezes por dia, desde a manhã até o anoitecer.

Quem não estaria depressiva com isso? Heim? Mas o que acontece? Estou na casa de minha mães, que apesar de vir pra cá somente na folga, me monitora de longe.

Liga pra saber se eu tomei café! Gente, eu não tomo café quando estou ruim! Liga pra saber se eu já levantei. Gente, eu nem tomaria banho, se tivesse escolha nesta fase. Isso se chama inibição psicomotora. Minha melhor amiga, quando estou deprimida é a cama, mas NINGUÉM ENTENDE ISSO.

E outra, tá todo mundo morrendo afogado por ai, fala-me o favor. Eu não consigo ser feliz com isso. Sem emprego, recolhendo bosta, o irmão falando que eu estou parasitando - ele me paga por isso. Cara, eu sinto muita falta de morar sozinha e poder curtir minhas insanidades do jeito que EU quero. Afinal, elas são minhas, não são?

Mas tudo bem, levantei, vou fazer tudo o que eu disse, tomarei um banho doloroso e tentarei me arrastar para qualquer lugar para que minha mãe fique feliz em saber que eu saí, que eu reagi, que eu saltei da cama.

Se eu encontrar alguma enchente no meio do caminho, juro que me jogo, heim?

domingo, junho 13, 2010

Notícias do fronte

Faz tempo. Claro que faz tempo. Muitas coisas diferentes, muitas lições aprendidas, muitos afetos e desafetos.
Estou com saudades de escrever coisinhas por aqui. Desabafar, xingar, falar de minhas dúvidas, angústias e incertezas, sempre com uma boa dose de ironia de mim mesma, porque é ai que mora a graça.
Bom, fiz uma cirurgia no útero, saí do jornal, comecei a trabalhar para uma candidata a deputada federal, chamada Edna Martins - votem nela para eu chegar em Brasília, comprei um labrador insano, estou namorando e tentando viver com um homem ruivo - os ruivos não são fáceis - comprei uma moto e estou pensando em prestar concursos públicos!
Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, concursos públicos? Eu sempre disse que se começasse a prestar concursos podiam me enterrar!
No último post, eu tinha me perguntado onde teria ido a heroína que existia dentro de mim. Talvez a retomada deste blog dedique-se a esta busca, este reencontro comigo mesma. Um pedacinho de mim, que eu gosto muito, mas que o cotidiano tem feito se perder.
Vamos que vamos, afinal, este final de semana, aprendi uma regra de ouro chamada "Lei dos Dois Pés": se você não está nem contribuindo nem aprendendo, use seus dois pés e vá para outro lugar". Eu sempre me movi, mas há tempos esqueci como faz para colocar uma pisada depois da outra. Quem sabe eu reaprendo?

sexta-feira, novembro 13, 2009

Saudades do meu cantinho

Olha, eu ainda me surpreendo com comentários que recebo sobre o que escrevi neste blog, há muito sem atualização.
Sei lá, acho que foram tempos férteis da minha cabecinha insana, momento de crise faz a gente pensar em muitas coisas e, no meu caso, escrever sobre elas.
Hoje, minha vida está bem desinteressante, eu confesso. Quer dizer, teve coisas bem intensas que aconteceram, mas a emoção delas já se foi.
Estou morando em Araraquara, vim parar aqui, fugindo de uma frustração amorosa.
Trabalho em um jornal diário, convivo com pessoas muito queridas e outras nem tanto. Nada diferente do que qualquer mortal. E quando tenho uma super aventura, ela se resume a fazer um bolo de chocolate que não queime no fundo, nem entorne.
Gente, que medo. Onde foi que eu perdi a heroína que vivia dentro de mim?
Vou tentar recuperá-la e, claro, vou tentar postar de novo por aqui. Impressões sobre o cotidianos que de todo mundo é sempre muito interessante, se a gente fizer um esforço e olhar com atenção.

segunda-feira, setembro 08, 2008

Desencanto


Quando te conheci, juro que não estava esperando nada e de repente, as coisas caminharam rápido demais. Só que, como já havia acontecido uma vez no passado, você não estava sozinho e o passado não se muda, o máximo que podemos fazer com ele é aprender. Eu poderia ter feito diferente, poderia ter optado por não me envolver, mas já não dava mais tempo, então eu resolvi pressionar e você quase partiu, mas neste quase, você me desencantou e foi triste, vazio que já senti antes, vontade de ter aqueles instantes de alegria todos pra mim e pra sempre, pra sempre. Quando dormi com você, quando te beijei, quando ouvi música e dei risada ao seu lado, pela primeira vez senti que poderia passar o resto da vida fazendo isso com uma pessoa, fazendo isso com você, mas é preciso ser firme nas decisões que se toma, não? Eu escolhi ser feliz, aprender com o passado e fazer tudo diferente. Escolher o novos, novos caminhos, novas oportunidades que me levem a lugares que nunca estive, porque por onde eu já passei não foi legal, foi triste e tristeza não combina comigo. Estou desencantando de você, passa, passa bem rápido, eu sei, e ficam as coisas boas e a oportunidade que me deu de fazer diferente, de ousar, de correr atrás da minha felicidade, que deve estar por ai, por onde ainda não passei...

quinta-feira, julho 31, 2008

Tô tão sei lá


Quero voltar a escrever, com disciplina, com vontade, com o prazer que só este ato é capaz de me dar, algo quase espiritual!

Não sei se consigo, as sensações parecem estar todas anestesiadas aqui dentro e sem sentir é impossível poder dizer algo que o valha. Uma vida tranqüila demais, com as coisas todas acontecendo a seu tempo? Era isso mesmo o que eu buscava? A paz? E onde eu coloco a minha vontade de ir pra rua e beber a porra da tempestade?

Gosto do calor, mas...


Gosto do calor e há sete meses vivo em uma cidade quente, mas... tenho sentido muita falta do frio, de ar fresco, de vento, de ter gosto em passar um domingo inteiro enrolada na mantinha, vendo filme, levantando somente pra preparar aquele chocolate quente e perceber que a vida também pode ser muito bem apreciada com momentos simplesinhos como estes! Sinto saudades do inverno...

quinta-feira, junho 19, 2008

Araraquara, Morada do Sol


Estou passando por uma fase em que não tenho nada a dizer, porque nada acontece e quando acontece, eu não acho realmente muito significativo.
Por hora posso dizer que pela primeira vez eu não sei quanto tempo posso ficar aqui, pode ser um ano, pode ser dez, pode ser a vida inteira. Estranho, bem estranho, porque eu sempre sei qual o meu tempo de duração em cada lugar. Não gosto de raízes, eu tenho medo de me ficar em qualquer lugar, porque gosto da sensação de movimento acima de qualquer coisa.
Então, enquanto me debulho em incertezas, curto o céu predominantemente azul, a lua cheia que me toma inteira, o calor que aquece cada um dos meus poros e me faz sentir extremamente feliz.
Vou cantar numa banda, primeiro ensaio acontece neste domingo, estou trabalhando num centro de umbanda, vou recomeçar os estudos budistas, descobri que o mundo tem dois mil habitantes e o resto é figuração, os pobres são os que realmente sabem trepar, odeio o passado - esta coisa que vai se acumulando, eu tenho pressa e quase ninguém consegue me acompanhar, isso incomoda, mas me faz treinar paciência. Não tenho mais medo de nada, encaro tudo com tudo de bom e de ruim que possa acontecer, estou totalmente aberta para viver!

terça-feira, março 11, 2008

Um pouco menos de realidade, por favor


Às vezes, realidade demais machuca muito. Então resolvi me dar o direito de desejar coisas que hoje parecem quase impossíveis como me sentir realmente viva por estar feliz demais e não porque coisas doloridas estão acontecendo. Quero que tirem meus pés do chão, que fazer com que percam os sentidos, como se o tempo parasse. Quero poder amar, quero que me amem de um jeito que me baste. Quero me estirar na areia, olhar o horizonte até que céu e mar se confundam, até eu encontrar a minha paz, a paz que preciso para não parecer que estou deixando de viver a vida da melhor maneira que consigo. Quero chorar até que não restem mais lágrimas. Quero alguém que segure minha mão quando eu estiver sozinha no escuro. Quero alguém que me leve e me revele...

sábado, fevereiro 16, 2008

O que você quer de mim?


A pergunta certe é o que eu quero pra mim? Eu quero a sorte de um amor tranqüilo, com cantou Cazuza. Saí de casa há dez anos, casei, me separei, desisti do amor, trepei pra carambra, voltei a acreditar no amor e cheguei à conclusão de que preciso deixar de ser legal e bonita, porque isso não é o suficiente na hora de ficarem com você, não basta, nunca basta.

Amor é pulsão de vida, é construir junto, é compartilhar, é pulsão de vida como já disse o velhinho do divã? Então por que diabos sempre escolhemos a pessoa que sabemos que vai nos causar problemas? Que já nos arregaçou, que já nos machucou demais? Por que temos tanta dificuldade em dizer não, mesmo quando sabemos que o que queremos não é necessariamente o melhor pra gente? E acredite, nós sempre sabemos o que é o melhor pra gente e qual é a escolha sábia. Li num livro da Clarice Lispector algo sobre cair fora com nobreza, será que eu consigo? Talvez seja o passo necessário para que eu entre realmente na maturidade digna de quem já viveu poucas e boas!

Músicas que te fazem sentir



The Beatles - Help!
HELP! I NEED SOMEBODY
HELP! NOT JUST ANYBODY
HELP! YOU KNOW I NEED SOMEONE
HELP!
WHEN I WAS YOUNGER SO MUCH YOUNGER THAN TODAY
I NEVER NEEDED ANYBODY´S HELP IN ANY WAY
AND NOW THESE DAYS ARE GONE
I´M NOT SO SELF ASSURED
NOW I FIND I´VE CHANGED MY MIND
I´VE OPENED UP THE DOORS
HELP ME IF YOU CAN I´M FEELING DOWN
AND I DO APPRECIATE YOU BEING ´ROUND
HELP ME GET MY FEET BACK ON THE GROUND
WON´T YOU PLEASE, PLEASE HELP ME?
AND NOW MY LIFE HAS CHANGED IN OH SO MANY WAYS
MY INDEPENDENCE SEEMS TO VANISH IN THE HAZE
BUT EVERY NOW AND THEN I FEEL SO INSECURE
I KNOW THAT I JUST NEED YOU
LIKE I´VE NEVER DONE BEFORE
HELP ME IF YOU CAN I´M FEELING DOWN
AND I DO APPRECIATE YOU BEING ´ROUND
HELP ME GET MY FEET BACK ON THE GROUND
WON´T YOU PLEASE, PLEASE HELP ME?
WHEN I WAS YOUNGER SO MUCH YOUNGER THAN TODAY
I NEVER NEEDED ANYBODY´S HELP IN ANY WAY
AND NOW THESE DAYS ARE GONE
I´M NOT SO SELF ASSURED
NOW I FIND I´VE CHANGED MY MIND
I´VE OPENED UP THE DOORS
HELP ME IF YOU CAN I´M FEELING DOWN
AND I DO APPRECIATE YOU BEING ´ROUND
HELP ME GET MY FEET BACK ON THE GROUND
WON´T YOU PLEASE, PLEASE HELP ME?
HELP ME HELP ME WUUU.

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Qual é a música?

Sabe o que é pior? Realmente, existem músicas que fazem a gente ter exatamente este tipo de reação ao escutá-las. Comigo, aconteceu na terça de carnaval. Coloquei Gal Costa, "namorinho de portão", rasguei a roupa e saí correndo pelada pela Bento de Abreu em Araraquara. Tudo bem, não corri, mas destrocei a alma e às vezes este tipo de coisa é a única coisa a ser feita. Funciona, tranqüiliza e faz passar tudo! Nada como uma boa música para colocar os corações aflitos em paz!

sexta-feira, janeiro 25, 2008

So, change


Mudo de cidade, mudo de estado, de país, de planeta, mas aqui dentro é sempre a mesma coisa. Como é que se muda de alma, porra!?

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Impressões


Às vezes, passo por períodos tão bons que esqueço que estou rodeadas por seres humanos. Porque, às vezes, parece que as pessoas aparecem em nossas vidas como safras, boas safras. Mas, às vezes, elas são tão enfadonhas, desagradáveis, mimadas e mesquinhas que dá vontade de sair correndo gritando pelada pelas ruas.

E eu não quero ficar magoada, e não quero me chatiar por pouco, e quero ter paciência e compaixão porque acho que estas coisas podem me fazer realmente uma pessoa melhor, mas tem horas que não dá. Então, véio, a vontade é de mandar tomar bem no meio do cu, porque eu não tenho mais 12 anos, porque eu tenho mais com que me preocupar e porque não quero entrar em disputas patéticas. Taí, eu quero viver em outro planeta!

terça-feira, janeiro 08, 2008

Mudanças


Dia 12 de dezembro, mudei de cidade, mudei de emprego e, dias depois, mudei de cabelo. Vou tentar retomar a produção textual, falando das coisas pitorescas que acontecem em Sucupira, ou Araraquara - A Morada do Sol.

Por enquanto o que posso dizer é que I'm feeling good!

sexta-feira, dezembro 07, 2007

domingo, dezembro 02, 2007

Tempestade


Sinto falta de tempestade, as gotas grandes e geladas que começam a pingar devagar e cada vez mais rápido, vento que uiva, barulho de galhos e folhas das árvores, a chuva batendo feroz na janela. Não sinto falta do barulho dos trovões, ele não me acalma, mas a tempestade me conforta, me traz uma paz peculiar. Talvez seja a impressão de que tudo estará limpo de um jeito diferente depois que ela passa. Acho que gosto do perigo! Gosto de correr riscos e testar até onde consigo ir, é por isso que resisto a desistir de qualquer coisa antes de chegar ao seu limite, antes de conhecê-la a fundo, antes de sofrer ou de me alegrar honestamente e profundamente. É quase como uma tentação e Oscar Wilde já muito bem disse que "a única maneira de nos livrarmos de uma tentação é cedermos a ela" então eu simplesmente me entrego e cedo, porque não há como ser camomila quando tudo em você é ricina.

segunda-feira, novembro 26, 2007

Momento de histeria profuda


Você sabe quando realmente está desesperada quando, mesmo sem acreditar, ensandece atrás de suas amigas, pedindo indicação de uma cartomante das boas! Céus, nossas tragédias são mesmo capazes de nos transformar em pessoas patéticas!

E eu sei que vou ficar psica com o que ela disser. Exemplo? Há alguns anos, fui em uma cartomante que me disse que eu encontraria um homem mais velho, jornalista, bem-sucedido. Há, mas na hora me veio na cabeça: "Ai, Jesus, é o Boris Casoy". A idéia fixa me perseguiu até alguém me dizer que o distinto comia da mesma fruta que eu até o caroço. Eu definitivamente não presto e gosto de me martirizar! Tomara que ela diga coisas boas. EU PRECISO OUVIR COISAS BOAS!

Um pouco Josefina


Um dia confiança plena, no outro a desolação a respeito de tudo e de todos. Aprende-se com os erros? Aprende-se o quê? Que não se deve confiar em ninguém? Que as pessoas são extremadamente egoístas e incapazes de serem generosas, mesmo com quem teve muita intimidade? Que é mais fácil fica pulando de emprego em emprego porque em menos de três meses quase nunca se tem tempo de conhecer o quanto teus colegas podem ser cruéis? Teorias, muitas teorias, enquanto tudo o que se quer é aprender a abrir os braços para a vida e ter forças para seguir em frente! Isso passa, demora, mas, caralho, uma hora passa!

quinta-feira, novembro 22, 2007

Um sopro de vida (Pulsações)




Não tenho boas lembranças de finais de ano. A impressão que tenho é que chega outubro e a coisa degringola, como se meu inferno astral começasse três meses antes. Este tem sido especialmente amargo. Muitas perdas, muitas dores, um coração partido. Bem, ao menos serve para lembrar que eu ainda tenho um e ele pulsa insistentemente!

Well, a última crise que tive, descobri Clarice Lispector e sua "A paixão segundo G.H". Uma das melhores coisas que já li em minha vida. Daqueles livros de atordoar, de te mostrar novos caminhos, novos experimentos. Então, aproveitando o momento de tempestade, e que oxalá venha o sol claro e escaldante em seguida, retomo Clarice e nas primeiras palavras já me embriago. Para dias de fossa, nada melhor que um bom escritor! Eles são capazes de fazer milagres pelas nossas pobres almas!

"Eu escrevo como se fosse para salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida. Viver é uma espécie de loucura que a morte faz. Vivam os morto porque neles vivemos.

De repente as coisas não precisam mais fazer sentido. Satisfaço-me em ser. Tu és? Tenho certeza que sim. O não sentido das coisas me faz ter um sorriso de complacência. De certo tudo deve estar sendo o que é". (Clarice Lispector)

domingo, novembro 11, 2007

De volta aos psicotrópicos


Outro dia, em uma aula sobre Maquiavel, vimos que é preferível que O Príncipe seja mal a ser uma pessoa boa. Por quê? Porque para uma pessoa má, é possível realizar ações bondosas, mas pessoas boas jamais conseguem ser más quando precisam. Assim, Maquiavel chega à conclusão que somente uma pessoa má tem o perfeito dicernimento para decidir quando deve ser uma coisa ou outra.

Isto posto, digo sem nenhuma sombra de dúvidas que Maquiavel estava coberto de razão. Nos últimos dias, tentei ser a pessoa mais malvada do mundo. O que ganhei com isso? Noites de insônia, arrependimento, contradição, vontade de virar uma ostra, desejos suiscidas e a decisão de que definitivamente preciso voltar ao psiquiatra ou não conseguirei conviver comigo mesma nunca mais.

Ai, estou cheia deste mundo de provas e aspiações. Eu quero o paraíso agora!

quarta-feira, novembro 07, 2007

Por que não estar aqui


Coisas ruins têm acontecido. Coisas ruins sempre acontecem comigo no final do ano, é como se meu inferno astral começasse quatro meses antes!

Eu estava animada, viajei, planejei fazer uma festa estrondosa em meu aniversário para comemorar o fim do quarto ciclo de sete anos - não entendeu, paciência, não estou com vontade de explicar.

Mas eis que o mundo desaba em sua cabeça. De repente, você se vê sozinha, sem ter em quem confiar, querendo virar uma ostra, querendo que tudo simplesmente desapareça. E você afunda. E quando está no fundo, você só pensa que não se deve ouvir ninguém, que palavras são só palavras, que atitudes insensatas por mais que sejam feitas com as melhores das intenções, se saem pela culatra, simplesmente não há volta e você coloca tudo a perder.

Então você volta à tona e pensa que todos merecem uma segunda chance, que vale a pena tentar seguir em frente porque se pode fazer diferente, sempre se pode fazer diferente, porque as pessoas não são ruins simplesmente por serem, porque você não é uma pessoa má, porque você é incapaz de faer algo realmente covarde com alguém.

Mas daí você afunda novamente e, lá no fundo, você olha para os lados e tudo o que vê é um imenso e doloroso vazio. E dói, dói demais estar vivo. Para que continuar? Para que manter a esperança em coisas que no final sempre te decepcionam? As pessoas, as atitudes, as palavras, o mundo te transformando em algo que você não reconhece! Então você simplesmente permanece lá embaixo e decide que não quer mais voltar porque aqui em cima é tudo demasiado intranqüilo, cruel e sem controle. Dói demais estar vivo e você não quer mais sentir isso!

quinta-feira, novembro 01, 2007

Boas frases merecem ser repetidas


"Deus está morto, Marx morreu, Freud morreu, e eu mesmo não me sinto muito bem" - Alain Finkielkraut.

Em que a vida nos transforma


Fazemos coisas sempre achando que estamos fazendo o melhor a nós mesmos. Às vezes, sabemos que é perigoso, mas seguimos porque acreditamos que o momento é o importante. Momentos não são importantes, mas as consequências, puta que pariu, estas marcam para valer! E de repente você se olha no espelho e vê uma pessoa que não reconhece. É uma pessoa que simplesmente sente e pensa em coisas que lhes eram totalmente alheias até aquele momento. Como diria la mamá de Pedro Pablo Oliva "hijo, la vida nos convierte, a veces, en lo que realmente no somos".

Melancolia


O termo melancolia vem do grego melankholia. É formado pela associação das palavras kholê [bílis] e mêlas [escuro]. Melancolia significa literalmente a bílis negra, uma das muitas subst‚ncias constituintes do corpo humano segundo a medicina antiga, mas que em excesso provocaria uma desordem cujo principal sintoma seria o afundamento nos próprios pensamentos e a perda de interesse pelo mundo exterior. Supõe-se que a existência da bílis negra tenha sido deduzida da observação de vômitos de cor escura, mas os textos antigos não dão indícios de uma observação empírica. A bílis escura parece ter um caráter imaterial e uma grande força simbólica. Ainda segundo Aristóteles, uma das principais características dos melancólicos seria a propensão a se deixar levar pela imaginação. A melancolia teria, portanto, um caráter ambíguo na cultura grega: era tanto uma doença perigosa, que podia levar ao suicídio, quanto um estado de fermentação da alma, um instante de calmaria antes da explosão de novas idéias e formas.

O Passado de Alan Pauls ou Babenco


Fim de ano e desgraça nunca vem sozinha, pelo contrário, ela caminha em bandos! Então, você revisita o passado que nunca, por mais que tente, por mais que se queira, nos deixa liberto totalmente. Olha tudo o que fez e promete seguir adiante, sem cometer os mesmo erros, os malditos tropeços que podem impedir tanta coisa se você consegue se manter firme. Mas temos a noção de que o tempo é cíclico e de que a história irremedialvelmente se repete. Será? Difícil entender que a mudança é melhor que a estabilidade.


O Passado por Contardo Calligaris


A modernidade começa quando paramos de deixar que a tradição diga quem somos. Não terei necessariamente a mesma profissão que meu pai, não serei nobre porque ele foi, não viverei no mesmo lugar dos meus antepassados, não escolherei meus amores para preservar a integridade de minha casta, religião ou raça e por aí vai. Mas se o legado da tradição se torna menos relevante, é justamente porque o que me constitui é minha história - não apenas a intensidade do momento e a audácia de meus planos, mas o conjunto das experiências que vivi.

No começo da Revolução Francesa, o povo queria fazer tábua rasa: eliminar os nobres pela guilhotina e seus vestígios pelo fogo. Após um vigoroso debate, os vestígios foram poupados, e foram inventados os museus públicos. Poucas décadas depois, nasciam os conceitos de patrimônio histórico e de preservação dos monumentos. Ao mesmo tempo, surgia um interesse, que nunca mais se desmentiu, pela narração e pela compreensão da história.

Não funcionamos diferente: é possível guilhotinar os amores do passado ou (menos radical) apagar seus números de nosso celular, é possível até queimar fotografias -embora dificilmente sacrificaremos aquele desenho que compramos juntos, num sábado, na praça Benedito Calixto. De qualquer forma, mais que a lembrança, os rastros do passado sempre assombram o presente e o futuro.

Quando decretamos novos começos, ilusórios ou não, nem por isso conseguimos apagar nossa história: podemos apenas contá-la mais uma vez, quem sabe revisá-la ou corrigi-la, para pior ou para melhor.

quarta-feira, outubro 31, 2007

Leitura de miss


Pensamento de escritor preferido de nove, entre dez misses!

"Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, pois cada pessoa é única e nenhuma substitui outra. Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, mas não vai só nem nos deixa sós. Leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo. Há os que levam muito, mas há os que não levam nada. Essa é a maior responsabilidade de nossa vida, e a prova de que duas almas não se encontram ao acaso. " Antoine de Saint Exupery

O que diabos cada um de nós deve deixar com a outra pessoa?

Rir para não chorar - Capa do Terra - N.01


Duas notícias de extrema importânciam chamam a atenção dos leitores do Terra.

1) Deputado é pego ao "comer" cera de ouvido: veja

2) Gisele (a top) divide chiclete com o namorado

Pessoal, eu quero ganhar a vida assim!

domingo, outubro 28, 2007

Sensações


Ela tinha a sensação de estar se metendo em muitas confusões. Viveu em dois anos tudo o que não consegui viver em 26 anos de existência e agora confessava que às vezes tinha a impressão de ter informação demais, de que era vivência demais pra ela!

Havia prometido que este seria um ano sabático, um descando ao corpo, à mente, ao coração. Havia conseguido? A promessa durou seis meses e resolveu que daria a chance de se aprofundar em um relacionamento custasse o que custasse apenas porque era ele. Resultado? Adivinha? "A gente só não sofre quando desistimos de nos relacionar com as pessoas, quando arrancamos elas de nossas vidas, do contrário, esteja preparado para tudo de bom e tudo de ruim que isso pode trazer à tua vida"!

E no meio a tudo isso ficam algumas sensações, que no fundo ela sentia que a ajudavam a descobrir um pouco de quem era. Por exemplo? Por exemplo, reviver momentos em que você nem havia se dado conta de que estava feliz e de repente ele ressurge, exatamente a sensação que havia vivido aquele dia, ao lado dos amigos. A situação no emprego não estava boa, a saúde estava debilitada, mas, caralho, tua alma estava limpa como queria, não havia dores, paixões, decepções, você apenas estava limpa e feliz em estar consigo mesma. Dá-se conta que entre um dia e o outro, em que você simplesmente não acreditava mais nas pessoas, só havia se passado cinco meses, tão pouco e você agora era outra.

Então, ela viaja e passa em fente à faculdade que estudou durante quatro anos. Ela para e fica ali por tanto tempo que já não sabe se foram dez minutos ou uma hora. Tudo que queria era guardar no fundo da alma a sensação boa que aquele lugar lhe dava, os melhores anos de sua vida, os grandes amigos que fez a vida que simplesmente não voltaria a ser a mesma.

Ai, um belo dia ela está vendo um filme qualquer na tv e a chuva na tela a cativa de uma maneira toda especial. Ela lembra que odeia chegar em casa ou no trabalho molhada, mas que ama dormir ouvindo o barulho da água batendo no asfalto, no telhado, na janela, no jardim. E aquilo a faz chorar porque a sensação de alegria toma tudo a sua volta! É tão forte que no outro dia, chuvoso após meses sem cair uma única gota, ela para, no meio de uma avenida e passar a tirar uma, duas três, várias fotos da rua molhada, da chuva reletida nos faróis dos carros.

Remoendo os últimos acontecimento, às vezes com raiva, às vezes com saudades, às vezes confusa, ela pensa que tudo bem se machucar, só não se machuca quem não se relaciona com as outras pessoas e a prática leva à perfeição. Você se dá conta que a dor vai passando cada vez mais depressa, ela já não dura mais de três meses. Talvez você esteja se acostumando a esperar sempre pouco de todo mundo, quase nada. Não é uma sensação boa, dói ver-se pensando assim, mas estava disposta a não fingir ser otimista!

Então, na sala do ginecologista com o resultado que mais uma vez mudaria sigularmente tudo a sua volta ela ouve do médico: "seja qual for o resultado do exame, que ele sirva para você pensar o que realmente quer da vida". O que realmente queria da vida? Muitas perguntas, quase nenhuma resposta. A única certeza era que definitivamente estava farta deste mundo e criar alguém nele, talvez fosse muita crueldade!

quinta-feira, outubro 18, 2007

Junkie Food Day


Dias estressantes, trabalho atrasado, todo mundo em pânico, menos eu, que sou adepta da Terapia do Riso do seu Patch Adams e não me deixo abalar facilmente! Na falta de tempo para almoçar algo minimamente decente, lá vão as moças para a feira. Cardápio do dia:

- um pastel de frango
- um pastel pequeno de carne ingerido enquanto a tapioca não ficava pronta
- 1/2 litro de garapa com abacaxi - parecia mais melado, não deu pra tomar tudo
- uma tapioca de leite condensado
- cafezinho fraco como saideira

Após uma refeição balanceada digna de top model, não há corpo que não padeça. O estômago pesa, as pálpebras pesam, a consciência pesa. Acho que vou comer uma bananinha fásica para assentar tudo no fundo e caber os pesseguinhos!

terça-feira, outubro 16, 2007

Insônia

Acordei às quatro da matina e não dormi mais. Odeio os períodos da vida nos quais eu perco o sono, geralmente eles estão associados a problemas e preocupações. É como se meu cérebro fosse uma panela de pressão prestes a explodir. Para isso não acontecer, os gnomos que cuidam do sono me acordam e começam a torura. Esta noite, visitei eu mesma em situações do passado e do futuro, fiz coisas diferentes, pensei em ótimas respostas que provavelmente nunca conseguirei dar de verdade, implorei a Deus para que eu dormisse, tentei relaxar, não liguei a tv, mudei várias vezes de posição na cama, senti angústia, senti raiva, senti desespero, tive vontade de gritar, tive vontade de rezar, tive vontade de não sair para trabalhar no horário, mas quem disse que a vida é bolinho? Fui ao banheiro duas vezes e fique trancada cerca de dez minutos, com a cabeça apoiada nas pernas e uma vontade desesperada de me deixar levar, de dormir, e dormir, e dormir. Eu posso alegar que tenho narcolepsia, não?

segunda-feira, outubro 15, 2007

Impressões sobre as pessoas


Ela havia decidido não confiar em mais ninguém, não gostar de mais ninguém, não dar ouvidos às coisas que dizem n calor das emoções, mas que depois são desfeitas no ar, quando você espera apenas um ato que demonstre que o que disse também valia na prática.

Durante um tempo, optou por manter uma distância segura, mas a monotonia não era uma grande companhia. Então, aos poucos, foi se abrindo novamente para o mundo, foi bem devagar, pensou ter escolhido a pessoa certa para aquele retorno, se deixou levar, suave, serena até que POW. Como na música "tá lá mais um corpo estendido no chão".

O problema desta vez? Bem, talvez não existam as pessoas certas, talvez não existam pessoas capazes de serem de todo sinceras, talvez não existam pessoas realmente confiáveis que consigam manter a danada da coerência entre pensar, sentir e agir. Talvez as pessoas sejam realmente más, mesquinhas, egoístas e falastronas. Falam demais sobre coisas que desconhecem, que não têm certeza, escondem verdades que precisam ser ditas e tudo isso é um saco. E tudo isso faz do mundo um lugar horrível para viver, um lugar realmente desprezível, nojento e asqueroso.

Ninguém deveria ser capaz de transformar a vida do outro numa bosta. E agora? De volta a ostra? Não, agora ela quer estar ao lado da única pessoa que iluminou todos os dias de sua vida, mas ela só se deu conta disso, quando se colocou diante da mais completo, suja e fédida escuridão.

Ela não permitiria erra outra vez, não mais. Quando se tem 28, a impressão que se tem é que se não for agora, não será nunca mais. Então que seja agora.

"Para saber quem somos, basta que se observe o que fizemos da nossa vida. Os fatos revelam tudo, as atitudes confirmam. O que você diz - com todo respeito - é apenas o que você diz."

terça-feira, outubro 09, 2007

Do mundo corporativo...


as pessoas que habitam o mundo corporativo, contruídos pelas grandes redes globais, enxergam o mundo sob a ótica de incríveis apresentações em Power Point!

Com a colaboração perspicaz de K!

segunda-feira, outubro 08, 2007

Tenho aleteia tatuada no braço


Tatuei a palavra verdade em grego no meu braço para lembrar das verdades que me movem, que me dão direção, que me fazem ser quem eu sou e olha, eu sou uma pessoa do caralho!

Então, estes dias, eu olhei para a tatuage e me perguntei qual era a verdade daquele momento! Resposta digna de quem está num carrinho de montanha russa pronto a desabar: "a verdade é que eu quero que todas as pessoas que não sabem o que querem vão tomar bem no meio do olho do cu"!

Sério, não se fala o que não se tem certeza, não se brinca com os setimentos das pessoas, e principalmente não se diz que está confuso e não deixa o outro confuso, quando se sabe que não terá coragem para fazer o que de fato surpreenderia a todos e te levaria para direções inesperadas, porque o desconhecido pode ser maravilhoso! Oh, gentinha mais sem sal!

Obs: percebe-se que a produtividade nesta segunda-feira está de amargar. Para melhorar a tarde nublada, vou comprar um pacote de bolacha Bono doce de leite para adoçar a vida! Gordura trans na veiaaaaaaaa!

Gente tosca


Para quem não sabe sou jornalista e me tornei isso porque gosto de escrever, o que me faz crer, agora, anos depois de ter entrado na faculdade de comunicação, que eu deveria ter ido fazer letras, ou simplesmente não ter estudado nada e passar a minha existência escrevendo livro, cujos personagens seriam bseados nas minhas observações pronfundíssimas a respeito da humanida. Todo este desabafo para quê? Para dizer que eu odeio ter que interagir com pessoas por telefone. Em geral, eu gosto de conversar, bato papo com maluco no trem, respondo aos resmungos dos traunseuntes (eu devo ter escrito isso errado e não vou procurar no dicionário) que falam em voz alta, mas, puta que pariu! O que as pessoas do mundo corporativo têm na cabeça que nã são capazes de responder a quatro perguntas de maneira decente, clara e objetiva? E estes infelizes ganham pelo menos o dobro de mim! Este mundo me cansa!

Ligeiramente descontrolada



Olha, não é fácil carregar uma vagina, útero e ovários. Puta responsabilidade do caralho! Cansei disso, quero virar monja no Tibet! Não, as monjas não precisam tirar tudo pra serem monjas, elas simplesmente não usam, o que pode tornar a vida bem menos complicada!

quarta-feira, outubro 03, 2007

Da sabedoria popular


Há males que vêm para o bem e se tornam responsáveis por nos fazer repensar ações, por nos fazer aprender o que não se deve repetir, por nos ensinar a cuidar melhor de nossas vidas, por nos fazer crescer, encarar tudo com mais maturidade, por nos mostrar o papel que algumas pessoas têm e sempre terão em nossas vidas, por deixar sabermos quem são os amigos que sempre estarão por perto, por nos fazer cuidar do próprio corpo e saber preservá-lo com o respeito e dignidade que merece!


"Nunca pinto sueños ni pesadillas. Pinto mi propria realidad."
Frida Kahlo

terça-feira, outubro 02, 2007

Tem dias


que a gente se sente como quem partiu ou morreu, nas belas palavras de Chico Buarque. Para estes dias, tudo o que eu mais queria era dormir o sono dos justos. Sleeping Pills, welcome to my life again. Eu só preciso sentir o meu corpo se entregar para acordar inteira e viva no dia seguinte!

Dores da alma


Às vezes se deixava levar por sentimentos que estavam em seu mais profundo. Deixava que fluíssem porque de alguma maneira, ali, tão bem escondidos, pareciam não estar servindo ao seu propósito. Então os libertava e se libertava. Sabia, quase sempre, o que certas coisas podiam causar, mas saber nem de longe é o mesmo que vivenciar e vivenciar pode ser imensamente doloroso. A última noite foi para ela a mais dolorosa de todas. Sentia como se alguém houvesse pego seu coração e o apertava entre os dedos, provocando uma dor absurda. Não adiantava chorar, não adiantava implorar que parasse, ela somente sentia, e sentia, e sentia. O que aliviava era saber que um dia tudo aquilo passaria, não há nada melhor que permitir ao tempo fazer sua parte. Mas, ela se perguntava, que tipo de marcas ela carregaria para o resto da vida? Qual delas ela escolheria. Ela não sabia e isso era seu maior tormento!

quinta-feira, setembro 27, 2007

Gotas de bom senso


Às vezes, a melhor resposta para um ato de insensibilidade é o silêncio e como eu venho aprendendo a apreciar o mais puro silêncio!

quarta-feira, setembro 26, 2007

Convenção de ricos


Estou cobrindo um evento de ricaços no Word Trade Center. Vou te contar uma história: os bárbaros ainda existem e são donos de supermercados!

"I'm afraid, David"

Pequenos elogios


E não basta muito esforço para deixar alegre o dia de uma pessoa! Uma pitada de de espontaneidade, naturalidade e graciosidade. Pensando bem, pode ser muito para algumas pessoas!

"Êta, senhorita ... tranqüila e inevitável como Bruce Lee!"

É ... eu tenho tentado!

terça-feira, setembro 25, 2007

A esperança segundo...


os budistas: é um veneno

Freud: é um comportamento neurótico

Em ambos os casos, é a responsável por levar você a viver em um outro tempo, o tempo da espera, um eterno aguardar que angustia, que tira o sono, que te traz devaneios, mas que também alimenta de um modo muito profundo as almas dos que não se entregam e apenas permanecem!

Momento de histeria: a esperança é a última que morre, MAS também morre!

segunda-feira, setembro 24, 2007

Pequenas constatações que levam nada a lugar nenhum

A cada queda de temperatura brusca, tenho mais certeza que não hå nada que os argentinos façam melhor neste mundo que as tais frentes frias!

Do porque certas coisas apenas devem acontecer...

Porque há sentimentos que apenas devem ser vivenciados para que se possa aproveitar tudo o que eles trazem de inovação, de surpresas reveladas pelo que não se espera, pelo que não se premedita e que trazem à tona novas opções, novos caminhos, novas possibilidades, nova vida aos que se permitem viver de uma forma menos calculda, mas verdadeiramente livre e fiel ao que de fato acredita e sente!

sexta-feira, setembro 21, 2007

Apenas por ser você a pessoa que ...


Tem o sorriso capaz de iluminar o dia mais cinzento

É dono de minhas melhores risadas

Faz eu acreditar que coisas boas acontecem

Me concede dias tranquilos

Desperta meus melhores sentimentos

Demonstra que provar pode se transformar numa sede cada vez mais insaciável

Me conduz por caminhos totalmente desconhecidos

Mostra que correr riscos compensa

Define com toda a simplecidade do mundo o que é estar apaixonado

Consegue me deixar sem palavras

me encanta, me paralisa, me embriaga com sentimentos que não se pode descrever, me faz intensa, me cativa e faz com que eu me sinta mulher!

terça-feira, setembro 18, 2007

Fora da minha ordem


Eu odeio quando não consigo pensar em nada interessante para falar. Às vezes, simplesmente deixo as coisas acontecerem sem a menor vontade de fazer algo para que melhore ou piore! Deixo a vida seguir seu curso como se não me pertencesse, como se não estivesse lá e tudo isso é muito estranho porque, de fato, coisas incríveis estão acontecendo mas sinto que perdi a sensibilidade para aproveitá-las do jeito como gostaria, do jeito como fazia antes. Não consigo ser natural, não consigo falar sobre o que penso com a mesma energia. Então, eu me deparo com a Luke passando por uma crise criativa e vejo que isso é apenas uma partezinha de nós. Então eu sigo em frente, dou tempo a mim para poder retomar meu caminho!


quinta-feira, setembro 13, 2007

Notícias do fronte


Após alguns dias fora de órbita, volta a escrever errado por linhas certas! Acabo de descobrir que a música do Tim Maia que diz "eu não nasci pro trabalho, eu não nasci pra sofrer" é meu grito de guerra, minha essência, minha alma.

Mulher, separada, sozinha, com dívidas exorbitantes para pagar eu precisava de um emprego urgente, antes do fim do seguro desemprego, última parcela na próxima semana. Eis que em meno de dois dias, consigo arrumar três empregos e fico com dois. Conclusão: como eu faço este tipo de coisa comigo mesma?

Retorno à rotina do trânsito infernal desta cidade, não dou conta de ler os textos da pós, estou dormindo cada vez mais cedo e quanto mais eu durmo, mais vontade de dormir eu tenho e, pela manhã, a luta é sempre a mesma: meu corpo não responde aos meus apelos desesperados de "levanta-te e anda e aproveita para trabalhar, criatura".

Tudo isso pra dizer que está decidido, quando eu crescer quero ser feliz!

terça-feira, agosto 28, 2007

E na aula de sociologia...


eis que o professor resolve explicar o indivíduo da pós-modernidade: "cada pessoa é um poço de desordem". Ora, ora, quer dizer que minhas contradições são muito bem fundamentadas? Sinto-me reconfortada!

segunda-feira, agosto 27, 2007

Agonias


Ela não sabia o que acontecia, imaginava que talvez fossem as segundas-feiras cinzentas, os trabalhos atrasados, a falta de vontade para fazer o que devia ser feito, ou tudo isso junto. O fato é que, vez ou outra, pegava-se absolutamente agoniada, uma angústia que dilacerava absolutamente tudo dentro de seu corpo! Então, tinha a idéia fixa de fugir para a praia, sair correndo, feito o Forrest Gump só que direto para o mar porque ele era capaz de acalmá-la. As segundas-feiras faziam ela se sentir muito sozinha e isso a deixava enjoada, com vontade de chorar, com vontade de ser abraçada e dizer que não era tão forte como gostaria de ser, que às vezes era frágil e precisava de carinho, mas ela não conseguia! Maldita revolução feminista, ela não podia!

domingo, agosto 19, 2007

Sobre se ter certeza

Ele não falha, não é imprevisível e isso de certa maneira a conforta. Talvez esteja mais madura, em outros tempos ela daria tudo por alguém que não pudesse dizer exatamente o que ele faria.

Havia se passado duas semanas, desde a última vez que se viram. Ele olha pra ela e diz que pensou muito sobre a decisão que tinham tomado e pergunta o que ela havia pensado.

Ela: não pensei nada.

Ele: impossível, eu pensei no assunto.

Ela: tudo bem, eu devo ter pensando umas três vezes, mas estou tranqüila com a decisão, então não fiquei me torturando.

Ele: eu fiquei preocupado, tive impressão que não estava feliz.

Ela: eu não pareço feliz agora?

Ele: não é isso...

Ela: olha, eu estou segura sobre o que eu falei, se você não tem certeza, ainda dá tempo de pular fora, mas pule fora você porque eu não farei isso.

Ele: quanta coragem! O que você vê nisso tudo?

Ela: eu gosto de você!

Ele: por quê?

Ela: porque você faz com que eu me sinta viva!

Ele: é um bom motivo.

Queria ter dito que só desejava algo tranqüilo, alguém de quem gostasse e com quem eu pudesse estar junto, que me fizesse rir, que tivesse uma mesma direção, um mesmo pensamento, e isso não significava necessariamente desejar uma vida em comum.

Queria dizer que estar com ele era sentir-se leve, era como a brisa que bate mansamente em seu rosto, ao final da tarde e que, mesmo suave causa uma sensação espantosa dentro da alma. Estar com ele era poder ser verdadeira. Era reaprender a viver, era querer se dar uma nova chance. Era querer viver um dia após o outro, sem medo de ser intenso. Era ter certeza sobre o que precisava e queria naquele momento. Nada muito complicado, viver não é complicado, pensar sobre a vida é o que torna as coisas muito, muito difíceis.

quarta-feira, agosto 15, 2007

Tais sentimentalidades


Ela estava com saudades, mas não queria dizer. Ainda não era hora. Então, mandou um e-mail pedindo uma coisa pra todo mundo que trabalhava no mesmo local, mas sabendo que só ele poderia resolver o problema e teria que aparecer por lá. Era final de tarde e ela já tinha desencanado, quando ouviu uma voz muito familiar na sala. E o coração? O coração pulou, disparou, só faltou cambalear de tanta emoção.

O encontro foi rápido, ele disse oi, lhe deu um beijo no rosto, perguntou se ela estava trabalhando até mais tarde, amenidades. Ela? Ela é incapaz de descrever a roupa que ele estava, não conseguiu olhá-lo de frente, teve medo de desmaiar, de demonstrar todo aquele turbilhão que acontecia em sua alma. Ele pegou o que precisava, o beijo de despedida desta vez foi quase na boca, mas tinha gente por perto. Ela se fez de durona mais uma vez, mas por dentro sentia-se renovada. Havia muito tempo que não sentia o coração disparar, as pernas tremerem, o ar faltar, a vontade de sair gritando e dando cambalhotas de felicidade. Ela estava viva novamente, viva como há muito tempo não se sentia!

quinta-feira, agosto 09, 2007

Fantasmas


Eles não se viam desde a noite em que saíram da aula de inglês, ela foi para a festa de aniversário da amiga e ele foi telefonar do orelhão. Cenas de um cotidiano bem glamuroso, não? Da última vez que se falaram, a conversa não tinha sido fácil. Ela acreditava que eles podiam apenas aproveitar os momentos juntos e de forma tranqüila, ele estava preocupado demais com o que ela poderia sentir e o quanto não poderia, não queria, não estava disposto a retribuir.

Um ano e meio depois da última vez, ela o encontra, lindo, mais bonito do que nunca, no único lugar que ela nunca pensou que o encontraria. Tem dificuldade em acreditar no que vê, mas segue adiante, faz o que tem que fazer, volta e lá está ele, no mesmo lugar, como um fantasma, uma aparição. Agora, eles trocam um sorriso, um cumprimento tímido porque ele continua falando no celular e ela vai embora, com seu vestido, livre, leve e solta porque tirando o susto de vê-lo ali, ela já não sente mais nada. Como havia acontecido com ele, também conseguiram lhe arrancar o coração. E o tempo? Ah, poderoso tempo! Ele realmente pode fazer milagres!

quarta-feira, agosto 08, 2007

Diálogo entre dois amantes

Um mês de casado e ele já estava nos braços de outra. Há quem lhe dê razão, casou com uma estrangeira que só viria viver no país seis meses depois, era preciso aplacar a solidão.

Ela, por sua vez, estava cansada de não sentir nada e resolveu dar uma chance ao cara bacana. O mínimo que poderia acontecer era se divertirem, curtirem juntos. Mais que isso, talvez pudesse dar certo, talvez tivesse tempo de reverter a situação a seu favor.

Eis que num belo dia, bem, a mulher que era quase inexistente apareceu. Sobe BG com a música "meu mundo caiu"! Combinaram de se encontrar, este tipo de situação exige uma conversa.

Ele: eu não quero que sofra e acho que está sofrendo.

Ela: sim, eu estou sofrendo...

Ele: neste caso, o melhor a fazer é parar por aqui.

Ela: alguém precisa ser sensato. Até quando você pretendia levar esta história?

Ele: eu não coloquei nenhum prazo de validade.

Ela sorri e pensa que foi uma bela resposta, enquanto ele emenda: como ficamos?

Ela baixa a cabeça decepcionada com a própria decisão, mas resignada responde feliz: ficamos!

Paixão antiga


Eu não sei se toda mulher é assim, mas eu e algumas amigas temos recaídas constantes por amores platônicos. Uma é louca pelo Antony Keeds, a outra gosta do vocalista do Jamiroquai, uma pira no Jack Nicholson e eu alucino, volta e meia, pelo cartunista Angeli que, desde minha tenra adolescência, desperta em mim os instintos mais primitivos. Ai, de mim, como não gostar de um homem rabujento e gostoso como este?

terça-feira, agosto 07, 2007

Para evitar aborrecimento...

eu tento não me relacionar com:
- gente que fala o que quer sobre os outros, mas não tem coragem de assumir o que diz;
- gente que não possui ideais;
- gente que deixa a mesmice do cotidiano conduzir sua vida;
- gente que aceita perder a dignidade por medo de arriscar;
- gente que não se permite passar rídico;
- gente que nunca tem nada de bom a dizer para os outros;
- gente que aceita sentir-se morta, mesmo quando ainda está respirando.

Tirando estas, até que eu tenho uma boa relação com todas as outras!

segunda-feira, agosto 06, 2007

Partido Humanista do Brasil


Após 30 anos da criação do Partido dos Trabalhadores, vejo-me envolvida na campanha de legalização do Partido Humanista, talvez o único, depois do PT, a surgir das bases e com muito, muito esforço. Precisamos de apoiamento de 500 mil cidadãos brasileiros para que nosso partido saia, isso até o dia 3 de setembro. Já temos 100 mil! Parece piada, mas não é. Para melhorar a situação, não temos dinheiro para mobilizar as pessoas necessárias para a criação do PH.

Então, se você curte política e está em busca de uma alternativa aos partidos atuais, veja nosso spot no http://www.youtube.com/watch?v=my8Sb8Ret9s, acesse o site www.ph.org.br e conheça melhor a nossa ideologia e como fazer parte desta história. E, em 2008, é Lola para vereadora da cidade de São Paulo!

Os cinco pontos básicos do PH
1 - O ser humano como valor e preocupação
2 - A não-violência ativa como metodologia de ação
3 - O princípio da Opção
4 - A Não Discriminação e o reconhecimento da Diversidade pessoal e cultural
5 - Novo modelo econômico anti-neoliberal

quarta-feira, agosto 01, 2007

Coerência

Pensar, sentir e agir com coerência. Quando é que vou conseguir unir estas três coisas nas porras de minhas atitudes, meu Deus do céu? Ter a sensação de que por alguns minutos você teve a única opção certa nas mãos e jogou-a pelo ralo quando ele disse "e aí, como ficamos"? E você apenas responde "ficamos". Pior, a pergunta dele nem foi uma senhora frase de efeito. Foi simples, direta, certeira, na medida. E a coisa mais sensata era apenas dizer não, permitir-se dizer não. Não, não e não. Por que escrever é sempre muito mais fácil que dizer? Por que é tão difícil dizer não para as coisas que se deseja? Olha, eu daria meu reino por uma vida com menos questionamentos! Estou ficando com sono de mim mesma!

Festival Indie Rock


Alguns dias sem aparecer porque estou esbaforida de não fazer nada! Meu cérebro está atrofiando e sentar em frente ao computador para contar alguma novidade está difícil, exceto pelo fato de ter ido ao show da banda fofíssima - The Magic Numbers. Os caras fazem um som muito bacana, são talentosos, simpáticos, se esforçaram para cantar Baby, de Caetano Veloso, em português e de quebra, em pleno show denominado indie, cantaram o sucesso Crazy in love, de Beyoncé, para uma platéia pouquíssimo à vontade com o que seus ouvidos teimavam em escutar. Ah, que delícia!

segunda-feira, julho 23, 2007

Um dia perfeito


Há dias que começam sem a menor pretensão, um passeio combinado de última hora, você aceita para não ficar em casa curtindo dor de cotovelo e quando vê, simplesmente tem um dia perfeito como há muito tempo não lhe acontecia.

Paranapiacaba é uma vila de ferroviários linda, mágica, capaz de te levar para um tempo distante que você não conheceu, não presenciou, mas que consegue sentir a cada passo. A vontade de largar tudo e ir morar na vila é a primeira coisa que passa pela sua cabeça quando começa a avistar as casinhas de madeira, os jardins, o jeito manso de as pessoas falarem.

O dia ficou lindo, quente e azul, contrariando a época em que do nada a névoa desce e você precisa se empacotar todo para aguentar a friaca. Comida decente, água da fonte, trilha, mata, paz, sossego e ótimas companias. Um dia único, capaz de te tirar da rotina, dar um tempo nas angústias, no coração partido, um verdadeiro salvador - a beautiful day! São nestes momentos que descobrimos que se pode ser feliz com pouco. Uma sensação maravilhosa!

quinta-feira, julho 19, 2007

Antes do pôr-do-sol

Alguns filmes têm o imenso poder de falar muito sobre nós mesmos. É como se o roteirista soubesse exatamente como você se sente e colocasse isso na pele de dois atores bonitos de Hollywood, numa limosine que roda pelas ruas de Paris. O mais triste de isso tudo não é que você não é a atriz, nem que não vive em Hollywood com um bom salário e menos ainda que nunca foi a Paris. O mais deprimente é saber que o maldito roteirista escreve como se te conhecesse porque todo mundo é igual! Todo mundo sofre porque não tem o salário que quer, o emprego que quer, porque não tem a pessoa que gosta do lado ou porque não quer morrer. Pronto. Nascemos, vivemos, sofremos horrores por motivos que nos são universais e depois morremos. Grande, grandíssima merda!

Corta para mim, na limosine de Paris, falando com o motorista por que eu não quero falar com mais ninguém além do motorista!

"Fiquei surpresa de ver que eu lidava com a vida do mesmo jeito que faço agora. Eu tinha mais esperança e era mais ingênua, mas no fundo eu me sentia da mesma forma. Achei melhor parar de romancear as coisas. Eu vivia sofrendo o tempo todo. Tenho muitos sonhos que não têm nada a ver com a minha vida afetiva. Isso não me entristece, mas as coisas são assim. Ter alguém sempre por perto me sufoca. Só fico realmente feliz quando estou sozinha. Estar só é melhor do que sentir solidão ao lado de um amante.

Para mim, não é fácil ser romântica. Você começa assim ... mas depois de se dar mal algumas vezes, esquece seus devaneios e aceita o que a vida lhe dá. Não é verdade. Não me dei mal. Tive muitas relações sem graça. Não foram cruéis, me amaram, mas não havia uma ligação, uma emoção. Sabe o quê? Para mim, realidade e amor são contraditórios. É engraçado. Todos os meus ex-namorados estão casados. Os homens saem comigo, terminamos e eles se casam. Depois, ligam e agradecem porque lhes ensinei o que é o amor, os ensinei a amar e respeitar as mulheres. Quero matá-los. Por que não me pediram? Eu teria recusado, mas poderiam me pedir! Sei que é minha culpa. Nunca senti que era o homem certo.

O que significa isso? O amor de uma vida? O conceito é absurdo. Só nos completamos com outra pessoa. É sinistro! Sofri demais e me recuperei. Agora, não faço força alguma. Sei que não vai dar em nada. Parece que não ligo, mas estou morrendo por dentro. Estou amortecida. Não sinto dor nem excitação. Nem estou amargurada. Estou antes do pôr-do-sol".

E quando tudo parece bem...

vem minha má fortuna e joga tudo pelos ares. Fazer terapia há três anos deveria, ao menos, me impedir de cometer os mesmos erros, mas cada vez que cago e olho para o rastro o caminho é exatamente igual e eu me odeio por isso! E tudo isso por quê? Porque as pessoas têm uma arrasadora inabilidade para se comunicar e para fazer o que elas dizem que são capazes. Olha, certas pessoas me cansam e me incluo no pacote!

Quero ensaboar minha vida

terça-feira, julho 17, 2007

Dos problemas de se ter um blog


Olha só, dentre os motivos que me fizeram escrever um blog estão eu poder falar o que penso e escrever do jeito que quero, sem editores me torrando o saco, treinar uma escrita menos técnina que a linguagem jornalística pede - tipo "fora com o lead" - e aproveitar a porra do efeito catártico que escrever sobre as minhas tragédias pessoais me provoca. Porém, tudo isso fica muito difícil, quando pessoas lêem o que você escreve e vão pedir satisfações sobre o que você disse. Então, aos que me conhecem pessoalmente e acham que eu escrevo sobre vocês e se ofendem com isso, por favor, não leiam mais este caralhinho. E tenho dito!

quarta-feira, julho 11, 2007

Eu voltei ...

Cá estou, de volta a cidade grande. Cidade, paradinha sinistra, segundo Chacal! Tudo ainda passa pelos meus olhos em câmera lenta. Minha cama me deu torcicolo ontem e acordei com dor na lombar hoje. A da pousada era minúscula e eu não conseguia me mexer, acho que dormia e acordava do mesmo jeito.

Saímos de Parati na terça bem cedo. Na segunda, a cidade já não era mais a mesma! Não tinha nem metade do movimento dos dias anteriores. Estava sombria, melancólica, morta! Foi triste ver toda aquela estrutura sendo desmontada, desaparecendo, pedaço por pedaço, até não restar nada!

Os restaurantes voltaram a servir com a mesma lentidão anterior, mas agora com poucas pessoas quase não se notava, não incomodava.

No final, apesar da falta de educação dos ricos deu para aproveitar muita coisa, conhecer gente, escritores que vou querer ler um por um, ver Paulo José mediar uma mesa e participar de uma leitura com o Mário Bortolloto de deixar qualquer um completamente embasbacado e teve ele, claro, seu Guillermo Arriaga que disse uma das coisas mais apaixonantes da festa.

Sobre o ato de escrever, ele disse que começou quando soube que tinha uma infecção no coração e que provavelmente morreria naquela noite. Deitado, no hospital, olhou sua mão e pensou que na manhã seguinte, ela poderia ser um cadáver, como será um dia a mão de qualquer pessoa. Então prometeu a ele mesmo que, enquanto estivesse vivo aquela mão "acariciaria todas as peles que pudesse acariciar, quebraria todas as caras que pudesse quebrar e faria alguma coisa que me desse a oportunidade da trascendência"! Escrever é o que lhe permite transcender!

É isso. De volta a vida real, onde nem tudo pode ser dito ou feito com tamanha maestria. Outro dia me perguntaram o que eu queria ser quando crescesse? Eu não soube responder. Hoje, eu tenho certeza que quero ser feliz e acariciar todas as peles que eu tiver vontade, quero ser verdadeira comigo mesma, quero usar as palavras da melhor forma possível sem ser leviana, apenas coerente com o que penso, falo e sinto.

Eu queria entender tantas coisas, entender cada palavra que me dizem e o que elas de fato estão sendo ditas, queria não me deixar enganar, não me deixar seduzir. A cada tropeço, e tem sido um ano de muitos tropeços, com certeza eu me aprimoro mais um pouco, mas a impressão que tenho é que nunca sei o bastante e isso é uma merda!

sexta-feira, julho 06, 2007

O lado b Flip

Sorte nesta vida é saber que para as coisas ruins existem também coisas e pessoas muito, muito boas. E neste sentido, o pessoal da produção é um espetáculo a parte! Como eles não possuem nomes nos materiais e blá, blá, blá vou dar nome aos bois das pessoas encantadoras de Parati. Didito, Wilma e Tago (o casal mais doce e bacana neste lugar), Damien (o inglês bonitinho que conseguiu autografo do Arriga pra mim), Diego (o hipongo que cuida dos autores), Pablo (o garçom da sorveteria), Paulinho (o técnico de som liiindo e que tá dando mole), André (o cameraman da Globo), Dimitri (assistente de publicidade da Globo), Karina (voluntária da festa) e Karina e Rafael (jornalistas da Época casados e a mais pura tradução do que é ser carioca sangue bom)!

Em uma festa literária, o melhor que pode acontecer é descobrir um autor que você ainda não tinha ouvido falar. No caso, meu achado foi o poeta Chacal, que participou da única mesa que consegui ver até agora - Uivos com participação do cantor Lobão. Lá vai uma das melhores coisas que ouvi dele.

Rápido rasteiro
Vai ter uma festa
que eu vou dançar
até o sapato pedir pra parar.

Ai eu paro
tiro o sapato
e danç0 o resto da vida!

Chacal

terça-feira, julho 03, 2007

Notícias do fronte

Sumiço esporádico por 12 dias. Motivo? Freela na produção da Flip (Festa Literária Interncional de Parati). Olha, o que o sistema não nos obriga a fazer por dinheiro? Chego aqui achando que sentiria aquela maravilhosa sensação de derreter de tanto calor, voltaria bronzeada - o que é um absurdo devido a minha branquidão e que me divertiria horrores, apesar de estar trabalhando.

Desilusão, desilusão como cantou o poeta. Cara, o mundo é muito esquisito ainda mais quando você está em uma cidade pequena, prestes a receber convidados ilustres e a frase "você sabe com quem está falando - é proferida pelo menos dez vezes ao dia!

Pior são as pessoas que acham que porque você é de cidade grande vai querer sacanear com eles, então eles se acham no direito de te esculhambar antes, e de serem grosseiros, e de te olharem de cima pra braixo como se você fosse um imbecil que tivesse invadido a cidade alheia e tivesse que pagar por isso.

E a discussão sobre o nome da cidade ser escrito com y e não com i? Porra, Parati é um nome indígena (para = peixe) e (i = rio), ou seja, peixe de rio. Mas que raios querem colocar um Y em um nome indígena. Um monte de caiçara e indígenas na cidade e me vem com uma história desta? E a merda da sustentabilidade e da preservação da história do local que vá pro saco!

Aliás, qual história? Que caminho de ouro? Ouro carregado por escravos que tinham uma média de vida de apenas seis anos na cidade! E ninguém menciona isso!

Provincianismo é uma merda! Vips são uns bostas e eu caguei para todos eles. Cara, no final das contas vai todo mundo putrefar do mesmo jeito. As bactérias que vão comer meu corpo, quando eu partir desta para sabe-se lá onde, são as mesmas que vão comer este bando de cuzão! Terei que fazer uma ação humanista aqui antes de ir embora e tenho dito!